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string(4634) "O deputado federal Aécio Neves, presidente do PSDB, considera “difícil, mas não impossível” uma aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT em apoio à candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSB) ao governo de Minas.
Em entrevista à coluna Poder em Minas, o parlamentar fez críticas à gestão petista no governo federal, mas defendeu a relação republicana com Lula e citou sua proximidade com nomes do PT em Minas, como a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos.
Perguntado sobre o fenômeno “Lulécio” de 2006, em que eleitores votaram em Aécio para o governo de Minas e em Lula para presidente, Aécio diz que a convergência foi natural do momento e não houve acordo formal entre os dois políticos.
“Não é uma construção muito fácil. Na minha avaliação sobre o que ocorreu em 2006, foi uma convergência de fatores, não houve uma combinação ou acerto de um apoiar o outro. Meu governo tinha muitas entregas e existia o Bolsa Família, que atendia as regiões mais pobres do estado. Houve uma convergência natural. Não sei se isso é possível que se repita. Nós, que criticamos o PT, não do ponto de vista pessoal, sempre tive uma relação republicana com o presidente Lula. Fez investimentos importantes em Minas? Não, não fez. Mas tivemos uma relação republicana. Temos que voltar ao tempo em que o adversário não é um inimigo que precisa ser dizimado a qualquer custo. Os agentes públicos têm que conversar. Foi um erro do governo Zema cortar diálogos com o governo federal”, afirmou Aécio.
Questionado sobre uma possível reedição da aliança para garantir um palanque forte para Rodrigo Pacheco, Aécio fica em cima do muro: “Não é fácil a construção desse palanque, mas na política nada é impossível”.
Aliança em 2008
O PT e o PSDB já estiveram formalmente juntos na eleição municipal de 2008, quanto o então prefeito Fernando Pimentel e o então governador Aécio Neves se aliaram para apoiar Márcio Lacerda, do PSB.
Aécio afirma que desejava que a aliança “utópica” se expandisse no Brasil, mas que o PT não teve interesse em acabar com o cenário de polarização política.
“Em 2008 fizemos uma tentativa utópica de construir um campo de centro-esquerda unificada. Eu e o prefeito Fernando Pimentel apoiamos o Márcio Lacerda, do PSB, evitando que o candidato fosse do PT ou do PSDB. Ele foi eleito e fez uma bela gestão. E nós queríamos que aquilo se expandisse pelo Brasil, mas ao PT não interessava a união naquele momento. Interessava ao PT manter a polarização, o PT se alimenta dessa polarização. Tenho um respeito enorme pela prefeita Marília. Ela foi minha parceira de trabalho. É testemunha de que quando fui governador, fizemos parcerias em Contagem, governada pelo PT. Tive apoio assinado de vários prefeitos do PT.
Conversarei sempre com a Marília e desejo boa sorte para ela, é uma mulher muito preparada e dedicada”, avaliou Aécio.
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Em entrevista à coluna Poder em Minas, o parlamentar fez críticas à gestão petista no governo federal, mas defendeu a relação republicana com Lula e citou sua proximidade com nomes do PT em Minas, como a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos.
Perguntado sobre o fenômeno “Lulécio” de 2006, em que eleitores votaram em Aécio para o governo de Minas e em Lula para presidente, Aécio diz que a convergência foi natural do momento e não houve acordo formal entre os dois políticos.
“Não é uma construção muito fácil. Na minha avaliação sobre o que ocorreu em 2006, foi uma convergência de fatores, não houve uma combinação ou acerto de um apoiar o outro. Meu governo tinha muitas entregas e existia o Bolsa Família, que atendia as regiões mais pobres do estado. Houve uma convergência natural. Não sei se isso é possível que se repita. Nós, que criticamos o PT, não do ponto de vista pessoal, sempre tive uma relação republicana com o presidente Lula. Fez investimentos importantes em Minas? Não, não fez. Mas tivemos uma relação republicana. Temos que voltar ao tempo em que o adversário não é um inimigo que precisa ser dizimado a qualquer custo. Os agentes públicos têm que conversar. Foi um erro do governo Zema cortar diálogos com o governo federal”, afirmou Aécio.
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Aliança em 2008
O PT e o PSDB já estiveram formalmente juntos na eleição municipal de 2008, quanto o então prefeito Fernando Pimentel e o então governador Aécio Neves se aliaram para apoiar Márcio Lacerda, do PSB.
Aécio afirma que desejava que a aliança “utópica” se expandisse no Brasil, mas que o PT não teve interesse em acabar com o cenário de polarização política.
“Em 2008 fizemos uma tentativa utópica de construir um campo de centro-esquerda unificada. Eu e o prefeito Fernando Pimentel apoiamos o Márcio Lacerda, do PSB, evitando que o candidato fosse do PT ou do PSDB. Ele foi eleito e fez uma bela gestão. E nós queríamos que aquilo se expandisse pelo Brasil, mas ao PT não interessava a união naquele momento. Interessava ao PT manter a polarização, o PT se alimenta dessa polarização. Tenho um respeito enorme pela prefeita Marília. Ela foi minha parceira de trabalho. É testemunha de que quando fui governador, fizemos parcerias em Contagem, governada pelo PT. Tive apoio assinado de vários prefeitos do PT.
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