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string(3752) "O presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves, perdeu a paciência e decidiu partir para cima de Gilberto Kassab, comandante principal do PSD. A revolta veio após a notícia de que seis deputados estaduais do PSDB paulista tinham fechado um acordo com Kassab para deixar o ninho tucano e trocar de legenda.
“Gilberto Kassab funciona na política como fundos abutres na economia. Ataca os ativos da empresa para depois comprar na baixa. Mas o PSDB não está à venda”, afirmou.
Para o ex-governador e ex-senador de Minas Gerais, o PSD é uma legenda sem programa e sem compromissos, disposta a apoiar qualquer governo desde que enxergue algum tipo de ganho com o movimento. Segundo ele, Minas Gerais é o retrato exato dessa lógica.
“Minas é um exemplo bem acabado de como o PSD pensa a política. Até alguns meses atrás, enquanto lhe era conveniente, o PSD era liderado por aliados do Presidente Lula e do PT; quando isso não lhe interessou mais, sem qualquer constrangimento, o partido foi entregue ao grupo antagônico ao PT, que muito provavelmente estará no palanque bolsonarista. O importante é estar no governo”, avalia Aécio.
As críticas ao movimento de aproximação do PSD com o governo Romeu Zema (Novo). O partido foi a principal legenda de oposição ao governador mineiro em seu primeiro mandato e tem entre suas fileiras o senador Rodrigo Pacheco, que era um dos nomes cotados para disputar as eleições com o apoio do presidente Lula (PT). Contudo, em uma guinada de rumo, o partido fez a filiação do vice-governador Mateus Simões e deve lançá-lo como candidato ao governo de Minas, barrando os planos de Pacheco na legenda.
Aécio lidera a tentativa de reconstrução do PSDB após o partido perder espaço na direita, ocupado por siglas e lideranças mais alinhadas à polarização entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL). A tarefa, porém, ficou mais difícil com a ofensiva do PSD sobre quadros tucanos. Em 2024, dois governadores eleitos pelo PSDB migraram para o partido de Kassab: Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Raquel Lyra (Pernambuco).
“Somos, ao contrário do PSD, um partido programático, e não pragmático, daqueles para quem qualquer governo é bom, desde que ofereça cargos e outras oportunidades. Tenho dito que passamos por uma lipoaspiração, mas vamos voltar ainda mais fortes e coerentes, respeitando a nossa história, apresentando um projeto para o Brasil”, diz Aécio.
De acordo com Aécio, o PSD de Kassab não teria credibilidade para liderar um projeto para o Brasil. “Desde a sua fundação, o PSD não deu um dia de serviço na oposição. Como acreditar que eles poderão liderar um projeto para o país? Eu não acredito porque eles se especializaram em estar em governos... quaisquer governos”, concluiu.
A direção do PSD em Minas Gerais preferiu não se pronunciar sobre as críticas de Aécio ao movimento de filiação de Mateus Simões à legenda.
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Aécio lidera a tentativa de reconstrução do PSDB após o partido perder espaço na direita, ocupado por siglas e lideranças mais alinhadas à polarização entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL). A tarefa, porém, ficou mais difícil com a ofensiva do PSD sobre quadros tucanos. Em 2024, dois governadores eleitos pelo PSDB migraram para o partido de Kassab: Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Raquel Lyra (Pernambuco).
“Somos, ao contrário do PSD, um partido programático, e não pragmático, daqueles para quem qualquer governo é bom, desde que ofereça cargos e outras oportunidades. Tenho dito que passamos por uma lipoaspiração, mas vamos voltar ainda mais fortes e coerentes, respeitando a nossa história, apresentando um projeto para o Brasil”, diz Aécio.
De acordo com Aécio, o PSD de Kassab não teria credibilidade para liderar um projeto para o Brasil. “Desde a sua fundação, o PSD não deu um dia de serviço na oposição. Como acreditar que eles poderão liderar um projeto para o país? Eu não acredito porque eles se especializaram em estar em governos... quaisquer governos”, concluiu.
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