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string(7190) "Chico Chico não mede as palavras na hora de definir seu estado de espírito. “Estou nervoso pra cacete!”, confessa. O motivo é uma experiência inédita. Nesta quinta (3), ele sobe ao palco do Teatro Sesiminas e enfrenta o desafio de interpretar doze canções de seu repertório autoral com uma formação orquestral pela primeira vez.
Em 2022, ele chegou a viver algo parecido, quando participou do concerto da Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro, na UERJ, com a diferença fundamental de dar voz aos sucessos dos Beatles. Agora, Chico terá que defender a própria lavra, o que tem alterado seu ânimo. “É uma experiência ‘maluca’, tenho que ficar ligado o tempo todo na orquestra, não posso errar, como estou acostumado…”, diz, entre a brincadeira e a sabida tensão.
Em outro momento do espetáculo, a Orquestra Sesiminas, anfitriã dos projetos “Encontros Musicais” e “Artes e Cordas” dará espaço para que Chico se volte para uma apresentação intimista ao lado do pianista Pedro Fonseca, que é também seu produtor musical, e do contrabaixista Guto Wirtti, abrindo o leque para composições alheias, como “Menino Bonito”, de Rita Lee, e “Girl From North Country”, de Bob Dylan.
O foco, no entanto, deverá seguir com “Estopim”, álbum mais recente de Chico, lançado em 2024, do qual o entrevistado cita, nominalmente, “Altiva”, “Urmininu” e “Acorda Zé”. Ele ainda promete “novidades” surgidas durante “conversas e pitacos” com Pedro Fonseca.
Trajetória
Filho de Cássia Eller e do baixista Tavinho Fialho, que morreu num acidente de carro dias antes do nascimento de Chico, ele estreou oficialmente no mercado fonográfico em 2015, com o álbum “2x0 Vargem Alta”. Antes, já havia aparecido em shows e discos da mãe, que declara seu amor a Chicão, como carinhosamente o chamava, no registro da música “1º de Julho”, de Renato Russo, presente no “Acústico MTV,” de 2011.
Em 2020, Chico deu prosseguimento à carreira com “Onde?”, a que se seguiu um trabalho dividido com João Mantuano, de 2021. No mesmo ano, colocou na praça “Pomares”, o antecessor de “Estopim”. A faixa “Ribanceira” acabou entrando na trilha da novela “Pantanal”, da Globo, ampliando o reconhecimento do jovem intérprete.
“Eu sempre escutei de tudo e tudo que escuto me influencia até hoje, mesmo o que eu não gosto”, conta Chico, que, atualmente, tem se dedicado à audição da inventiva MPB de Zé Ramalho e do lendário saxofonista de jazz Lester Young. Todo esse caldo desemboca em composições que surgem “das mais variadas maneiras”.
“Meu processo é bem solto, não tem muita regra, às vezes você se convence de que tem que fazer determinada canção, às vezes ela surge naturalmente, sem esforço”, infere Chico, que promete um novo disco para o segundo semestre. “Vai ser um ‘discão’, para escutar ele inteiro, com muitas faixas, é isso que a gente quer”, revela ele, nadando na contramão de um mercado que tem investido na fluidez de singles aleatórios e curtos…
Afetos
As participações vão marcar presença no anunciado lançamento de Chico, como de praxe, e, dentre elas, estão garantidas as cantoras Juliana Linhares, Julia Vargas e Duda Brack, integrantes de uma turma que se segue mutuamente. “É uma galera que eu amo muito e acompanho sempre!”, declara-se Chico, que, nos perfis das redes sociais, não esconde o fanatismo pelo Vasco da Gama, seu clube de coração, posando cotidianamente com a camisa da Cruz de Malta.
Sua mãe, Cássia, que morou em Minas e torcia pelo Atlético Mineiro, foi homenageada com a pintura de seu rosto no muro da Arena MRV, ao lado de outros nomes ilustres como a escritora Adélia Prado e o ídolo Reinaldo, o que alegra Chico, que tem familiares residentes em Belo Horizonte.
A relação com os meios virtuais, no entanto, apresenta seus entraves. “É uma coisa do nosso tempo, mas é uma loucura porque é tudo muito rápido. A gente sempre falou isso, mas hoje é mais rápido do que nunca”, constata. Sobre as plataformas digitais, ele é direto na crítica: “O pagamento aos artistas é péssimo”.
A solução para a sobrevivência é “apostar nos shows”. “Mas tento não viver tanto esse tempo industrialmente, procuro não respeitar muito a lógica do mercado”, diz Chico, observando a impossibilidade de não estar nas redes sociais. “Uso mais para falar dos meus interesses, odeio me divulgar, não sou esse tipo de cara”, assegura o compositor.
Lembrança
O próximo álbum de Chico trará uma parceria com João Mantuano batizada “Canção de Ninar”. A mais antiga lembrança musical do cantor, que ele não sabe bem se é uma reminiscência ou “uma memória muscular” o coloca de volta ao colo da mãe e de Eugênia, que, ao embalar o neném para conduzi-lo ao sono entoam em uníssono os versos que agora ele cantarola novamente, embaralhando passado, futuro e presente: “Ah, minha machadinha/ Ah, minha machadinha/ Quem te pôs a mão, sabendo que és minha?/ Se tu és minha, eu também sou tua/ Se tu és minha…”...
Serviço
O quê. Orquestra Sesiminas recebe Chico Chico
Quando. Nesta quinta (3), às 20h
Onde. Teatro Sesiminas (rua Padre Padre Marinho, 60, Santa Efigênia)
Quanto. De R$50 (meia) a R$100 (inteira) na bilheteria ou pelo www.sympla.com.br
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Em 2022, ele chegou a viver algo parecido, quando participou do concerto da Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro, na UERJ, com a diferença fundamental de dar voz aos sucessos dos Beatles. Agora, Chico terá que defender a própria lavra, o que tem alterado seu ânimo. “É uma experiência ‘maluca’, tenho que ficar ligado o tempo todo na orquestra, não posso errar, como estou acostumado…”, diz, entre a brincadeira e a sabida tensão.
Em outro momento do espetáculo, a Orquestra Sesiminas, anfitriã dos projetos “Encontros Musicais” e “Artes e Cordas” dará espaço para que Chico se volte para uma apresentação intimista ao lado do pianista Pedro Fonseca, que é também seu produtor musical, e do contrabaixista Guto Wirtti, abrindo o leque para composições alheias, como “Menino Bonito”, de Rita Lee, e “Girl From North Country”, de Bob Dylan.
O foco, no entanto, deverá seguir com “Estopim”, álbum mais recente de Chico, lançado em 2024, do qual o entrevistado cita, nominalmente, “Altiva”, “Urmininu” e “Acorda Zé”. Ele ainda promete “novidades” surgidas durante “conversas e pitacos” com Pedro Fonseca.
Trajetória
Filho de Cássia Eller e do baixista Tavinho Fialho, que morreu num acidente de carro dias antes do nascimento de Chico, ele estreou oficialmente no mercado fonográfico em 2015, com o álbum “2x0 Vargem Alta”. Antes, já havia aparecido em shows e discos da mãe, que declara seu amor a Chicão, como carinhosamente o chamava, no registro da música “1º de Julho”, de Renato Russo, presente no “Acústico MTV,” de 2011.
Em 2020, Chico deu prosseguimento à carreira com “Onde?”, a que se seguiu um trabalho dividido com João Mantuano, de 2021. No mesmo ano, colocou na praça “Pomares”, o antecessor de “Estopim”. A faixa “Ribanceira” acabou entrando na trilha da novela “Pantanal”, da Globo, ampliando o reconhecimento do jovem intérprete.
“Eu sempre escutei de tudo e tudo que escuto me influencia até hoje, mesmo o que eu não gosto”, conta Chico, que, atualmente, tem se dedicado à audição da inventiva MPB de Zé Ramalho e do lendário saxofonista de jazz Lester Young. Todo esse caldo desemboca em composições que surgem “das mais variadas maneiras”.
“Meu processo é bem solto, não tem muita regra, às vezes você se convence de que tem que fazer determinada canção, às vezes ela surge naturalmente, sem esforço”, infere Chico, que promete um novo disco para o segundo semestre. “Vai ser um ‘discão’, para escutar ele inteiro, com muitas faixas, é isso que a gente quer”, revela ele, nadando na contramão de um mercado que tem investido na fluidez de singles aleatórios e curtos…
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As participações vão marcar presença no anunciado lançamento de Chico, como de praxe, e, dentre elas, estão garantidas as cantoras Juliana Linhares, Julia Vargas e Duda Brack, integrantes de uma turma que se segue mutuamente. “É uma galera que eu amo muito e acompanho sempre!”, declara-se Chico, que, nos perfis das redes sociais, não esconde o fanatismo pelo Vasco da Gama, seu clube de coração, posando cotidianamente com a camisa da Cruz de Malta.
Sua mãe, Cássia, que morou em Minas e torcia pelo Atlético Mineiro, foi homenageada com a pintura de seu rosto no muro da Arena MRV, ao lado de outros nomes ilustres como a escritora Adélia Prado e o ídolo Reinaldo, o que alegra Chico, que tem familiares residentes em Belo Horizonte.
A relação com os meios virtuais, no entanto, apresenta seus entraves. “É uma coisa do nosso tempo, mas é uma loucura porque é tudo muito rápido. A gente sempre falou isso, mas hoje é mais rápido do que nunca”, constata. Sobre as plataformas digitais, ele é direto na crítica: “O pagamento aos artistas é péssimo”.
A solução para a sobrevivência é “apostar nos shows”. “Mas tento não viver tanto esse tempo industrialmente, procuro não respeitar muito a lógica do mercado”, diz Chico, observando a impossibilidade de não estar nas redes sociais. “Uso mais para falar dos meus interesses, odeio me divulgar, não sou esse tipo de cara”, assegura o compositor.
Lembrança
O próximo álbum de Chico trará uma parceria com João Mantuano batizada “Canção de Ninar”. A mais antiga lembrança musical do cantor, que ele não sabe bem se é uma reminiscência ou “uma memória muscular” o coloca de volta ao colo da mãe e de Eugênia, que, ao embalar o neném para conduzi-lo ao sono entoam em uníssono os versos que agora ele cantarola novamente, embaralhando passado, futuro e presente: “Ah, minha machadinha/ Ah, minha machadinha/ Quem te pôs a mão, sabendo que és minha?/ Se tu és minha, eu também sou tua/ Se tu és minha…”...
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O quê. Orquestra Sesiminas recebe Chico Chico
Quando. Nesta quinta (3), às 20h
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