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A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) anunciou nessa segunda-feira (03/02) que adotará o processo seletivo de avaliação seriada (PSAS) como forma de ingresso nos cursos de graduação. Sem abandonar as outras formas de seleção já existentes, 30% das vagas serão destinadas à nova modalidade. A previsão é de que os primeiros aprovados do novo modelo ingressem na UFMG em 2028.
A partir de 2025 serão realizadas provas acerca do conhecimento de cada ano letivo do Ensino Médio, ou seja, alunos do 1º ano serão avaliados acerca do conteúdo visto naquele ano, e o mesmo se aplica aos 2º e 3º anos.No último ano, ao realizar a prova, o aluno já escolhe o curso para o qual quer ingressar.
Segundo a UFMG, esta modalidade apresenta a universidade aos alunos de forma gradual e permite que o candidato tenha duas possibilidades para ingressar na graduação a cada ano. A seleção seriada tem como público tanto os estudantes do Ensino Médio quanto os candidatos egressos e também aqueles provenientes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) que tiverem concluído, a qualquer tempo, essa modalidade de ensino da educação básica.
“Foi um processo que vem sendo discutido há dois anos e que foi muito pensado pela instituição com a participação de toda a comunidade, de forma coletiva. Serão três etapas que podem beneficiar, não apenas aqueles estudantes que estão hoje no ensino médio, mas também aqueles que já saíram do ensino médio e preferem fazer uma prova em etapas do que fazer uma prova única no Enem”, explica a reitora.
Atualmente, a UFMG oferta mais de 500 vagas fora do Sisu, por meio do Vestibular de Habilidades, da Formação Intercultural de Educadores Indígenas (Fiei), da Licenciatura em Educação do Campo (Lecampo), de ofertas de vagas suplementares (para indígenas e refugiados) e de oferta pontual.
De acordo com a UFMG, esse modelo de seleção para cursos de graduação já é utilizado por mais de 20 universidades no Brasil, cinco delas em Minas Gerais, e demonstrou resultados positivos.
“Uma das questões que foram avaliadas pelo Conselho Superior, favoravelmente a implementação desse processo, foram os dados que mostram que quanto mais você diversifica os processos seletivos de entrada na universidade, mas você inclui aquela pessoa que por uma razão ou outra, não conseguiriam entrar na universidade”, diz Sandra Goulart, reitora da UFMG.
Repercussão entre os estudantes
O anúncio, apesar de recente, já tem repercutido entre os interessados em investir em um curso superior. Melissa Mendes, de 18 anos, terminou o ensino médio em 2024, e pretende estudar para fazer o Enem pela segunda vez no fim deste ano. Para a jovem, a novidade é positiva: "Parece uma ótima ideia. Acho que vai até incentivar os alunos do ensino médio a estudar mais".
Amanda Gonçalves, de 26 anos, é formada em psicologia e está buscando uma nova formação em fisioterapia. O plano também é estudar ao longo do ano para fazer a prova do Enem no fim do ano.
Segundo ela, a proposta é válida para quem ainda está no ensino médio, mas para aqueles que já concluíram o ensino básico, teria que se empenhar nos estudos por três anos, ao invés de apenas um. Amanda também acredita que, com a diminuição de 30% das vagas, a concorrência via Sisu pode aumentar.
“Na minha visão, para os alunos do ensino médio, vai ser interessante na medida que eles vão se preocupar com o conteúdo só daquele ano. Porém, para a população em geral não vai ser tão benéfico, porque acho que vai aumentar a concorrência em cursos como medicina ou fisioterapia”, reflete a psicóloga.
Outro que tem ponto de vista favorável à medida é Arthur Mendes, aluno do Cefet-MG. Para ele, o método incentiva alunos a se prepararem para a entrada na faculdade já desde o início do ensino médio. "Eu sou um estudante do Cefet e acho que também seria muito interessante implementarem isso aqui para alunos que são do curso técnico, como eu", avalia o estudante do curso técnico em eletrônica.
Controvérsias
A proposta da avaliação seriada busca a diversificação nas formas de ingresso no ensino superior. Entretanto, os Diretórios Acadêmicos dos cursos de Física, Ciência da Computação e Sistemas de Informação da UFMG se posicionaram nas redes sociais apresentando preocupações sobre o novo sistema.
Segundo eles, a proposta é “baseada em achismos” e parece “mais uma aposta do que uma solução segura”, alegando que a Universidade não apresentou estudos que comprovem a eficácia do PSAS. Além disso, argumentam que a modalidade poderia prejudicar aqueles que estudam em escolas que não oferecem uma preparação adequada ou que passam por algum problema pessoal ao longo dos três anos do Ensino Médio.
“O tempo de espera é mais longo, não sabemos se vai funcionar, e o modelo pode ser mais prejudicial para quem já enfrenta dificuldades no ensino. Sem falar no custo de implementar tudo isso em um momento de crise financeira nas universidades”, diz a publicação.
Sobre a afirmação de que o processo seletivo privilegiaria alunos de escolas particulares, a reitora da UFMG garante que não procede.
“O PSAS vai respeitar todos os parâmetros da lei de cotas, ou seja, 50% dessas vagas serão destinadas automaticamente para escola pública. Não tem como mudar esse cenário”, declarou Goulart. “Essa proposta vai frutificar uma maior aproximação com a escola pública e favorecer que as pessoas se preparem de antemão para estar na universidade”, completa.
O Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte e Montes Claros (APUBH) também se manifestou a respeito do tema. Em 24 de janeiro, a Diretoria da APUBH solicitou a expansão do debate a respeito do novo processo seletivo na comunidade acadêmica.
O APUBH realizará uma reunião na tarde desta terça-feira (4/2) para “uma avaliação cuidadosa do processo de aprovação do PSAS e apresentará nova manifestação sobre o tema”.
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Segundo a UFMG, esta modalidade apresenta a universidade aos alunos de forma gradual e permite que o candidato tenha duas possibilidades para ingressar na graduação a cada ano. A seleção seriada tem como público tanto os estudantes do Ensino Médio quanto os candidatos egressos e também aqueles provenientes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) que tiverem concluído, a qualquer tempo, essa modalidade de ensino da educação básica.
“Foi um processo que vem sendo discutido há dois anos e que foi muito pensado pela instituição com a participação de toda a comunidade, de forma coletiva. Serão três etapas que podem beneficiar, não apenas aqueles estudantes que estão hoje no ensino médio, mas também aqueles que já saíram do ensino médio e preferem fazer uma prova em etapas do que fazer uma prova única no Enem”, explica a reitora.
Atualmente, a UFMG oferta mais de 500 vagas fora do Sisu, por meio do Vestibular de Habilidades, da Formação Intercultural de Educadores Indígenas (Fiei), da Licenciatura em Educação do Campo (Lecampo), de ofertas de vagas suplementares (para indígenas e refugiados) e de oferta pontual.
De acordo com a UFMG, esse modelo de seleção para cursos de graduação já é utilizado por mais de 20 universidades no Brasil, cinco delas em Minas Gerais, e demonstrou resultados positivos.
“Uma das questões que foram avaliadas pelo Conselho Superior, favoravelmente a implementação desse processo, foram os dados que mostram que quanto mais você diversifica os processos seletivos de entrada na universidade, mas você inclui aquela pessoa que por uma razão ou outra, não conseguiriam entrar na universidade”, diz Sandra Goulart, reitora da UFMG.
Repercussão entre os estudantes
O anúncio, apesar de recente, já tem repercutido entre os interessados em investir em um curso superior. Melissa Mendes, de 18 anos, terminou o ensino médio em 2024, e pretende estudar para fazer o Enem pela segunda vez no fim deste ano. Para a jovem, a novidade é positiva: "Parece uma ótima ideia. Acho que vai até incentivar os alunos do ensino médio a estudar mais".
Amanda Gonçalves, de 26 anos, é formada em psicologia e está buscando uma nova formação em fisioterapia. O plano também é estudar ao longo do ano para fazer a prova do Enem no fim do ano.
Segundo ela, a proposta é válida para quem ainda está no ensino médio, mas para aqueles que já concluíram o ensino básico, teria que se empenhar nos estudos por três anos, ao invés de apenas um. Amanda também acredita que, com a diminuição de 30% das vagas, a concorrência via Sisu pode aumentar.
“Na minha visão, para os alunos do ensino médio, vai ser interessante na medida que eles vão se preocupar com o conteúdo só daquele ano. Porém, para a população em geral não vai ser tão benéfico, porque acho que vai aumentar a concorrência em cursos como medicina ou fisioterapia”, reflete a psicóloga.
Outro que tem ponto de vista favorável à medida é Arthur Mendes, aluno do Cefet-MG. Para ele, o método incentiva alunos a se prepararem para a entrada na faculdade já desde o início do ensino médio. "Eu sou um estudante do Cefet e acho que também seria muito interessante implementarem isso aqui para alunos que são do curso técnico, como eu", avalia o estudante do curso técnico em eletrônica.
Controvérsias
A proposta da avaliação seriada busca a diversificação nas formas de ingresso no ensino superior. Entretanto, os Diretórios Acadêmicos dos cursos de Física, Ciência da Computação e Sistemas de Informação da UFMG se posicionaram nas redes sociais apresentando preocupações sobre o novo sistema.
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“O tempo de espera é mais longo, não sabemos se vai funcionar, e o modelo pode ser mais prejudicial para quem já enfrenta dificuldades no ensino. Sem falar no custo de implementar tudo isso em um momento de crise financeira nas universidades”, diz a publicação.
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O Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte e Montes Claros (APUBH) também se manifestou a respeito do tema. Em 24 de janeiro, a Diretoria da APUBH solicitou a expansão do debate a respeito do novo processo seletivo na comunidade acadêmica.
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