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A chuva sem trégua em Belo Horizonte (MG) acende o alerta para risco geológico em todas as regiões da capital. De acordo com a Defesa Civil municipal, avisos para risco moderado são emitidos quando a intensidade da chuva é maior ou igual a 50 mm em 48 horas. Já os alertas para risco forte ocorrem quando o acumulado de chuva supera 70 mm no período de 72h. Ambos representam risco de deslizamentos e desabamentos.
Na terça-feira (20/1), o órgão municipal emitiu um alerta moderado para a Região Oeste e outro, forte, para a Região Noroeste, válido até segunda-feira (26/1). No entanto, o indicativo de chuva aumentou e o alerta sofreu alterações: todas as regionais da cidade estão sob alerta, sendo que a Região Centro-Sul encontra-se sob risco moderado e as demais, sob risco forte. Conforme a meteorologia, a cidade pode registrar um total de 300mm até amanhã (23/1), sendo que 90mm podem ser contabilizados apenas nesta quinta.
O volume é considerado bastante alto, uma vez que, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), uma taxa de chuva de 1 milímetro por minuto equivale a 1 litro de água por minuto em uma área de 1 metro quadrado (m²). Por exemplo, se chover 20 milímetros, isso significa que, em cada metro quadrado, caíram 20 litros de água.
A média de chuva aguardada para esta semana é observada com atenção, uma vez que a média climatológica de precipitação é de 330,9 milímetros (mm) em cada regional de BH. Isto é, pode chover em uma semana o estimado para todo o mês. A situação é agravada pela previsão diária de chuva, pois, entre hoje e a manhã de quarta-feira (21/1), o município pode registrar até 90 mm – quadro que acende um alerta para transtornos, estragos e até tragédias intensificadas pelos temporais, como os deslizamentos.
Chuva pode intensificar o risco de deslizamentos?
De acordo com a geógrafa Letícia Oliveira Freitas, a preocupação com desastres ambientais no período chuvoso é uma realidade não só de BH, mas de muitos municípios no Brasil. Isso porque as cidades encontram-se com o solo cada vez mais impermeabilizado, ocupado por edificações, ruas e outras estruturas urbanas, e os cursos d’água estão cobertos e sem áreas de preservação permanente.
“O cenário é de escoamento superficial com grande volume de chuva e rápida velocidade, em decorrência do relevo com declividade acentuada, da ausência de áreas verdes, do alto grau de impermeabilização do solo e das deficiências do sistema de drenagem, que resultam em ocorrência de pontos de alagamentos, enchentes e deslizamentos”, explica a geógrafa.
Segundo Letícia, a irregularidade das chuvas, principalmente na forma de extremos com grande volume de precipitação em um curto período, é consequência das mudanças climáticas. Como efeito das alterações do clima, ela destaca que esses extremos têm sido cada vez mais frequentes e severos, afetando a qualidade de vida, a segurança, a saúde e a infraestrutura.
Quais são os sinais de deslizamento?
Trincas nas paredes.
Água empoçando no quintal.
Portas e janelas emperradas.
Rachaduras no solo.
Água minando da base do barranco.
Inclinação de poste ou árvores.
É recomendado que a população não fique em residências localizadas em áreas muito inclinadas ou em áreas sujeitas a soterramento e busque um local seguro. Em caso de emergência, deve-se entrar em contato com a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
O que fazer em caso de chuva?
De acordo com a empresa de meteorologia MetSul, a capital mineira tem alto risco de chuva, por vezes forte a intensa, entre hoje e sábado (24/1) com possibilidade de precipitação torrencial em alguns momentos. Essa previsão indica que pode haver transtornos, como alagamentos e enchentes.
A Defesa Civil de BH recomenda que, em caso de chuva forte, a população evite áreas de inundação e não trafegue em ruas sujeitas a alagamentos ou perto de córregos e ribeirões, além de não se abrigar ou estacionar veículos embaixo de árvores.
Recomendações
Não enfrente alagamentos: evite atravessar vias alagadas, mesmo de carro. A força da enxurrada pode ser perigosa, e a água pode esconder bueiros abertos ou buracos.
Evite contato com a água: não toque em águas de inundações, pois há risco de contaminação e de choque elétrico.
Proteja-se contra raios: não se abrigue debaixo de árvores ou próximo a postes. Durante tempestades, desligue aparelhos elétricos para evitar danos causados por descargas.
Previna-se em casa: mantenha calhas e ralos limpos para facilitar o escoamento da água da chuva e evite descartar lixo em locais que possam entupir bueiros.
Busque ajuda: em situações de emergência, como risco de deslizamento ou desabamento, acione imediatamente a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
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Na terça-feira (20/1), o órgão municipal emitiu um alerta moderado para a Região Oeste e outro, forte, para a Região Noroeste, válido até segunda-feira (26/1). No entanto, o indicativo de chuva aumentou e o alerta sofreu alterações: todas as regionais da cidade estão sob alerta, sendo que a Região Centro-Sul encontra-se sob risco moderado e as demais, sob risco forte. Conforme a meteorologia, a cidade pode registrar um total de 300mm até amanhã (23/1), sendo que 90mm podem ser contabilizados apenas nesta quinta.
O volume é considerado bastante alto, uma vez que, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), uma taxa de chuva de 1 milímetro por minuto equivale a 1 litro de água por minuto em uma área de 1 metro quadrado (m²). Por exemplo, se chover 20 milímetros, isso significa que, em cada metro quadrado, caíram 20 litros de água.
A média de chuva aguardada para esta semana é observada com atenção, uma vez que a média climatológica de precipitação é de 330,9 milímetros (mm) em cada regional de BH. Isto é, pode chover em uma semana o estimado para todo o mês. A situação é agravada pela previsão diária de chuva, pois, entre hoje e a manhã de quarta-feira (21/1), o município pode registrar até 90 mm – quadro que acende um alerta para transtornos, estragos e até tragédias intensificadas pelos temporais, como os deslizamentos.
Chuva pode intensificar o risco de deslizamentos?
De acordo com a geógrafa Letícia Oliveira Freitas, a preocupação com desastres ambientais no período chuvoso é uma realidade não só de BH, mas de muitos municípios no Brasil. Isso porque as cidades encontram-se com o solo cada vez mais impermeabilizado, ocupado por edificações, ruas e outras estruturas urbanas, e os cursos d’água estão cobertos e sem áreas de preservação permanente.
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Segundo Letícia, a irregularidade das chuvas, principalmente na forma de extremos com grande volume de precipitação em um curto período, é consequência das mudanças climáticas. Como efeito das alterações do clima, ela destaca que esses extremos têm sido cada vez mais frequentes e severos, afetando a qualidade de vida, a segurança, a saúde e a infraestrutura.
Quais são os sinais de deslizamento?
Trincas nas paredes.
Água empoçando no quintal.
Portas e janelas emperradas.
Rachaduras no solo.
Água minando da base do barranco.
Inclinação de poste ou árvores.
É recomendado que a população não fique em residências localizadas em áreas muito inclinadas ou em áreas sujeitas a soterramento e busque um local seguro. Em caso de emergência, deve-se entrar em contato com a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
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Não enfrente alagamentos: evite atravessar vias alagadas, mesmo de carro. A força da enxurrada pode ser perigosa, e a água pode esconder bueiros abertos ou buracos.
Evite contato com a água: não toque em águas de inundações, pois há risco de contaminação e de choque elétrico.
Proteja-se contra raios: não se abrigue debaixo de árvores ou próximo a postes. Durante tempestades, desligue aparelhos elétricos para evitar danos causados por descargas.
Previna-se em casa: mantenha calhas e ralos limpos para facilitar o escoamento da água da chuva e evite descartar lixo em locais que possam entupir bueiros.
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