array(31) {
["id"]=>
int(141101)
["title"]=>
string(87) "Pesquisadores alertam para desaparecimento de espécies de peixes no rio São Francisco"
["content"]=>
string(6346) "MEIO AMBIENTE
Biólogos do Aquário do Rio São Francisco, do Zoológico de Belo Horizonte, alertam para o risco de extinção de espécies de peixes de água doce que ainda podem ser encontradas na bacia. Poluição e perda do habitat por ações humanas - principalmente pelas construções próximas às áreas ribeirinhas, inclusive barragens hidrelétricas - são os maiores desafios.
De acordo com o biólogo Gladstone Corrêa de Araújo, o problema foi identificado durante trabalhos de coleta de espécies para fortalecimento genético. Dificuldades têm sido enfrentadas para apanhar os animais.
"Fazemos coletas com autorização para melhorar a genética. Com isso, já observamos mudanças na quantidade dos animais. Hidrelétricas são problemas para espécies que fazem a piracema", alerta o especialista.
O biólogo explica que represas, construídas no leito do rio, bloqueiam a movimentação dos peixes que se reproduzem nas correntezas. Com o fim da piracema, como os peixes não conseguem mais subir o rio para se reproduzir, há um declínio intenso no número de cardumes e variedade das espécies. Dentre as mais afetadas estão as chamadas migradoras, como curimatá-pacu, curimatá-pioa, dourado, matrinxã, piau-verdadeiro, pirá e surubim.

Bacia hidrográfica do rio São Francisco possui uma rica diversidade em sua fauna e flora.
(Daniel Alves)
Outra ameaça é a poluição dos rios. Gladstone Corrêa conta que no rio Paraopeba - afluente do rio São Francisco, atingido pela lama de rejeitos da barragem da Vale, em 2019, na Grande BH -, o trabalho para encontrar espécies antes identificadas com frequência é ainda maior.
"No Paraopeba, por exemplo, onde tivemos o rompimento da barragem, percebemos na última visita que o número de peixes diminuiu muito. Ainda não há um cálculo exato", afirma o biólogo.
A bacia hidrográfica do rio São Francisco possui uma rica diversidade de fauna e flora, com pelo menos 152 espécies nativas identificadas. Desse total, 54 estão preservadas no aquário administrado pela Fundação Zoo-Botânica de BH. Na lista, algumas já ameaçadas de extinção, como pirá-tamanduá, pacman e matrinxã.
Para ajudar a conscientizar a população sobre o risco do desaparecimento dessas espécies, o Aquário do Rio São Francisco realiza, diariamente, com os visitantes, intervenções educativas.
"Queremos, através da exposição desses animais, mostrar para as pessoas a beleza da fauna e da flora existente no São Francisco. Os visitantes se encantam com a diversidade e saem daqui com o alerta de que tudo isso pode ser extinto, caso não busquemos meios de conservação", ressalta Gladstone.
O Aquário da Bacia do Rio São Francisco faz parte do zoológico de BH e recebe visitantes de terça a domingo. Ele fica localizado na avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Portaria I. A tabela com horários e preços dos ingressos pode ser acessada no site da PBH.
Por meio de nota, a Vale informou que levar rio Paraopeba aos "parâmetros anteriores ao rompimento, é uma das prioridades da empresa". A mineradora disse ainda que novos investimentos ainda serão feitos para recuperação do curso d'água.
A Secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco foram procurados, mas não houve retorno.
Leia a nota da Vale na íntegra:
"A recuperação do rio Paraopeba e da qualidade de sua água, chegando nos parâmetros anteriores ao rompimento, é uma das prioridades da empresa. As ações de recuperação do rio fazem parte do Plano de Reparação da Bacia do Paraopeba iniciado em 2019, em conjunto com a implantação de uma série de medidas emergenciais para evitar que os rejeitos continuassem sendo carreados para o rio Paraopeba.
O Acordo de Reparação Integral prevê que este Plano seja custeado pela Vale, sendo acompanhado e validado pelos órgãos competentes e auditorias ambientais até sua conclusão, de forma a garantir a reparação ambiental nos termos do que foi previsto pelo Acordo. Essas ações têm valor estimado de R$ 5 bilhões, sendo adotadas as ações necessárias e competentes para recuperação do meio ambiente afetado pelo rompimento.
Além da recuperação ambiental, a Vale é responsável pelo pagamento e realização de ações de compensação ambiental que possuem o orçamento total de R$ 1,55 bilhão."
"
["author"]=>
string(26) "Raíssa Oliveira/hojeemdia"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(593021)
["filename"]=>
string(19) "peixesaquariobh.jpg"
["size"]=>
string(6) "120620"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(9) "politica/"
}
["image_caption"]=>
string(87) " Peixe do tipo matrinxã está entre espécies ameaçadas de extinção. (Daniel Alves)"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(0) ""
["author_slug"]=>
string(25) "raissa-oliveira-hojeemdia"
["views"]=>
int(96)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(85) "pesquisadores-alertam-para-desaparecimento-de-especies-de-peixes-no-rio-sao-francisco"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(435)
["name"]=>
string(5) "Minas"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(5) "minas"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(435)
["name"]=>
string(5) "Minas"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(5) "minas"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-06-18 12:20:19.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-06-19 10:46:46.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2022-06-19T10:40:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(28) "politica/peixesaquariobh.jpg"
}
MEIO AMBIENTE
Biólogos do Aquário do Rio São Francisco, do Zoológico de Belo Horizonte, alertam para o risco de extinção de espécies de peixes de água doce que ainda podem ser encontradas na bacia. Poluição e perda do habitat por ações humanas - principalmente pelas construções próximas às áreas ribeirinhas, inclusive barragens hidrelétricas - são os maiores desafios.
De acordo com o biólogo Gladstone Corrêa de Araújo, o problema foi identificado durante trabalhos de coleta de espécies para fortalecimento genético. Dificuldades têm sido enfrentadas para apanhar os animais.
"Fazemos coletas com autorização para melhorar a genética. Com isso, já observamos mudanças na quantidade dos animais. Hidrelétricas são problemas para espécies que fazem a piracema", alerta o especialista.
O biólogo explica que represas, construídas no leito do rio, bloqueiam a movimentação dos peixes que se reproduzem nas correntezas. Com o fim da piracema, como os peixes não conseguem mais subir o rio para se reproduzir, há um declínio intenso no número de cardumes e variedade das espécies. Dentre as mais afetadas estão as chamadas migradoras, como curimatá-pacu, curimatá-pioa, dourado, matrinxã, piau-verdadeiro, pirá e surubim.

Bacia hidrográfica do rio São Francisco possui uma rica diversidade em sua fauna e flora.
(Daniel Alves)
Outra ameaça é a poluição dos rios. Gladstone Corrêa conta que no rio Paraopeba - afluente do rio São Francisco, atingido pela lama de rejeitos da barragem da Vale, em 2019, na Grande BH -, o trabalho para encontrar espécies antes identificadas com frequência é ainda maior.
"No Paraopeba, por exemplo, onde tivemos o rompimento da barragem, percebemos na última visita que o número de peixes diminuiu muito. Ainda não há um cálculo exato", afirma o biólogo.
A bacia hidrográfica do rio São Francisco possui uma rica diversidade de fauna e flora, com pelo menos 152 espécies nativas identificadas. Desse total, 54 estão preservadas no aquário administrado pela Fundação Zoo-Botânica de BH. Na lista, algumas já ameaçadas de extinção, como pirá-tamanduá, pacman e matrinxã.
Para ajudar a conscientizar a população sobre o risco do desaparecimento dessas espécies, o Aquário do Rio São Francisco realiza, diariamente, com os visitantes, intervenções educativas.
"Queremos, através da exposição desses animais, mostrar para as pessoas a beleza da fauna e da flora existente no São Francisco. Os visitantes se encantam com a diversidade e saem daqui com o alerta de que tudo isso pode ser extinto, caso não busquemos meios de conservação", ressalta Gladstone.
O Aquário da Bacia do Rio São Francisco faz parte do zoológico de BH e recebe visitantes de terça a domingo. Ele fica localizado na avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Portaria I. A tabela com horários e preços dos ingressos pode ser acessada no site da PBH.
Por meio de nota, a Vale informou que levar rio Paraopeba aos "parâmetros anteriores ao rompimento, é uma das prioridades da empresa". A mineradora disse ainda que novos investimentos ainda serão feitos para recuperação do curso d'água.
A Secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco foram procurados, mas não houve retorno.
Leia a nota da Vale na íntegra:
"A recuperação do rio Paraopeba e da qualidade de sua água, chegando nos parâmetros anteriores ao rompimento, é uma das prioridades da empresa. As ações de recuperação do rio fazem parte do Plano de Reparação da Bacia do Paraopeba iniciado em 2019, em conjunto com a implantação de uma série de medidas emergenciais para evitar que os rejeitos continuassem sendo carreados para o rio Paraopeba.
O Acordo de Reparação Integral prevê que este Plano seja custeado pela Vale, sendo acompanhado e validado pelos órgãos competentes e auditorias ambientais até sua conclusão, de forma a garantir a reparação ambiental nos termos do que foi previsto pelo Acordo. Essas ações têm valor estimado de R$ 5 bilhões, sendo adotadas as ações necessárias e competentes para recuperação do meio ambiente afetado pelo rompimento.
Além da recuperação ambiental, a Vale é responsável pelo pagamento e realização de ações de compensação ambiental que possuem o orçamento total de R$ 1,55 bilhão."