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As multicores das serragens no chão são um reflexo da alegria que volta à cidade. É que Jesus renasceu para salvar a humanidade, segundo a crença católica. Além disso, a tradição secular de homenagear o Cristo, com os belos desenhos de devoção, está de volta, após dois anos impedida pela pandemia, neste Domingo de Páscoa (17), em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais..
A preparação para a Procissão da Ressurreição começou cedo. Na prática, já na noite deste sábado (16), moradores e turistas começaram a preencher as ruas do itinerário entre a Paróquia de Nossa Senhora do Pilar, no bairro Pilar, até a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no bairro Antônio Dias, com os restos de madeira raspados, e em cores variadas - em um trajeto de cerca de 2 quilômetros.
Os desenhos formam flores, cruzes, cálices, hóstias, além de frases em latim, entre outros, em uma tradição que remonta ao século 18. O povo da época também é representado, por meio de crianças, adultos e idosos fantasiados. A estudante ouro-pretana Letícia Moreira, de 13 anos, vestida de anjo, comemorou a retomada. Ela aprendeu a fazer os tapetes aos três anos, com o avô. Desde então, só parou devido à pandemia de Covid-19.
“Toda essa dedicação é para alegrar Deus, e é bom porque é um tempo em que estamos com a família. Não ter participado nesses dois anos foi muito estranho, fez falta”, relatou a adolescente. A também estudante Ester de Paula Cardoso, de 17 anos, declarou que começou a confeccionar os tapetes às 4h deste domingo. “Dá muito trabalho, mas é muito emocionante. O dia está maravilhoso e Deus vai acompanhar a gente”, disse.
A aposentada Léa Francisca Pereira Moreira, de 65 anos, nasceu em Ouro Preto, mudou-se para Belo Horizonte ainda adolescente, e há sete anos voltou a viver na antiga Vila Rica. Para ela, a tradição se modificou com o tempo, mas o evento segue lindo.
“Quando eu era pequena, era menos turista, menos pessoas. Era aconchegante, a gente prestava mais atenção, era mais silêncio. Hoje o pessoal vai conversando. A gente quer fazer uma oração, e não consegue. Mas é bom, também, porque o turismo trouxe muita gente, muita variedade”, declarou a idosa, que também apoiou na confecção dos tapetes.
Encanto turístico
Os turistas que estão em Ouro Preto também colaboraram com a preparação das ruas. É o caso da enfermeira baiana Jeane Freitas de Oliveira, de 62 anos, moradora de Salvador (BA). “Tive um diagnóstico de câncer de mama em 2020. Fiquei aprisionada. É a primeira vez que estou saindo, e é para celebrar a vida. Tô aqui, sentindo o sol, ouvindo e participando dessa tradição maravilhosa, celebrando”, relatou, emocionada.
O professor de Ensino Religioso Cláudio Adão, de 46 anos, veio da cidade do Rio para conhecer a tradição dos tapetes de devoção. Segundo ele, que também auxiliou na montagem dos desenhos, a retomada de eventos como esse ajuda a manter a História viva. “Foram dois anos de tristeza. Agora, é uma grande oportunidade, pois mantém a cultura, o legado para as novas gerações. Não é só religião. Entram questões sobre a fundação, colonização, que não podem ser apagadas”, afirmou.
Procissão
A passagem dos fiéis sobre os tapetes teve início por volta das 9h, logo após a Missa Festiva. No trajeto, os fiéis passam por casarões enfeitados com toalhas nas cores branca e roxa, simbolizando a alegria da Ressurreição.
Pela tradição, o Santíssimo Sacramento é levado até o adro da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, onde é dada a benção solene, com nova Missa.
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A preparação para a Procissão da Ressurreição começou cedo. Na prática, já na noite deste sábado (16), moradores e turistas começaram a preencher as ruas do itinerário entre a Paróquia de Nossa Senhora do Pilar, no bairro Pilar, até a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no bairro Antônio Dias, com os restos de madeira raspados, e em cores variadas - em um trajeto de cerca de 2 quilômetros.
Os desenhos formam flores, cruzes, cálices, hóstias, além de frases em latim, entre outros, em uma tradição que remonta ao século 18. O povo da época também é representado, por meio de crianças, adultos e idosos fantasiados. A estudante ouro-pretana Letícia Moreira, de 13 anos, vestida de anjo, comemorou a retomada. Ela aprendeu a fazer os tapetes aos três anos, com o avô. Desde então, só parou devido à pandemia de Covid-19.
“Toda essa dedicação é para alegrar Deus, e é bom porque é um tempo em que estamos com a família. Não ter participado nesses dois anos foi muito estranho, fez falta”, relatou a adolescente. A também estudante Ester de Paula Cardoso, de 17 anos, declarou que começou a confeccionar os tapetes às 4h deste domingo. “Dá muito trabalho, mas é muito emocionante. O dia está maravilhoso e Deus vai acompanhar a gente”, disse.
A aposentada Léa Francisca Pereira Moreira, de 65 anos, nasceu em Ouro Preto, mudou-se para Belo Horizonte ainda adolescente, e há sete anos voltou a viver na antiga Vila Rica. Para ela, a tradição se modificou com o tempo, mas o evento segue lindo.
“Quando eu era pequena, era menos turista, menos pessoas. Era aconchegante, a gente prestava mais atenção, era mais silêncio. Hoje o pessoal vai conversando. A gente quer fazer uma oração, e não consegue. Mas é bom, também, porque o turismo trouxe muita gente, muita variedade”, declarou a idosa, que também apoiou na confecção dos tapetes.
Encanto turístico
Os turistas que estão em Ouro Preto também colaboraram com a preparação das ruas. É o caso da enfermeira baiana Jeane Freitas de Oliveira, de 62 anos, moradora de Salvador (BA). “Tive um diagnóstico de câncer de mama em 2020. Fiquei aprisionada. É a primeira vez que estou saindo, e é para celebrar a vida. Tô aqui, sentindo o sol, ouvindo e participando dessa tradição maravilhosa, celebrando”, relatou, emocionada.
O professor de Ensino Religioso Cláudio Adão, de 46 anos, veio da cidade do Rio para conhecer a tradição dos tapetes de devoção. Segundo ele, que também auxiliou na montagem dos desenhos, a retomada de eventos como esse ajuda a manter a História viva. “Foram dois anos de tristeza. Agora, é uma grande oportunidade, pois mantém a cultura, o legado para as novas gerações. Não é só religião. Entram questões sobre a fundação, colonização, que não podem ser apagadas”, afirmou.
Procissão
A passagem dos fiéis sobre os tapetes teve início por volta das 9h, logo após a Missa Festiva. No trajeto, os fiéis passam por casarões enfeitados com toalhas nas cores branca e roxa, simbolizando a alegria da Ressurreição.
Pela tradição, o Santíssimo Sacramento é levado até o adro da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, onde é dada a benção solene, com nova Missa.