Um grupo de mulheres fez, nesta manhã, em frente ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), um protesto silencioso contra a
decisão da Corte mineira que absolveu um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 anos, sob alegação de que eles mantinham um relacionamento consensual.
No muro da sede do TJMG foram colocados brinquedos e um vestido de criança.
A decisão gerou revolta e intervenção do Conselho Nacional de Justiça, pois a lei brasileira classifica menores de 14 anos como vulneráveis.
O ato foi chamado pelo Coletivo de Mulheres da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Tassni Eunice Miguel Lopes, servidora pública, disse que a manifestação nasceu de uma indignação diante da decisão que teve repercussão nacional. Populares que passavam pela porta apoiaram o ato.
"Ficamos totalmente pela indignadas com a notícia, com o áudio, com uma decisão que é tão cruel com uma criança que já foi abandonada pela sociedade, pela situação toda de vida que provavelmente ela tem, e que no momento em que vai buscar a justiça, já tendo tido a condenação do estuprador, do abusador, num recurso que você imagina que seja na corte mais qualificada, ele é absolvido e ela mais uma vez abandonada", declarou.
De acordo com ela, qualquer pessoa da sociedade, "qualquer mulher e principalmente mãe de meninas", não consegue não se indignar com a decisão.
Para Tassni, a decisão abre precedentes perigosos em um país que enfrenta uma escalada da violência contra mulheres.
De acordo com o Código Penal, atos libidinosos com menores de 14 anos configuram crime, independentemente de consentimento ou histórico da vítima. Grupo foi à frente do TJMG em ato de protesto sobre o caso/Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press
De acordo com o Código Penal, atos libidinosos com menores de 14 anos configuram crime, independentemente de consentimento ou histórico da vítima. Grupo foi à frente do TJMG em ato de protesto sobre o caso/Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press
De acordo com o Código Penal, atos libidinosos com menores de 14 anos configuram crime, independentemente de consentimento ou histórico da vítima. Grupo foi à frente do TJMG em ato de protesto sobre o caso/Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press
De acordo com o Código Penal, atos libidinosos com menores de 14 anos configuram crime, independentemente de consentimento ou histórico da vítima. Grupo foi à frente do TJMG em ato de protesto sobre o caso /Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press
De acordo com o Código Penal, atos libidinosos com menores de 14 anos configuram crime, independentemente de consentimento ou histórico da vítima. Grupo foi à frente do TJMG em ato de protesto sobre o caso/Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press
De acordo com o Código Penal, atos libidinosos com menores de 14 anos configuram crime, independentemente de consentimento ou histórico da vítima. Grupo foi à frente do TJMG em ato de protesto sobre o caso /Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press
De acordo com o Código Penal, atos libidinosos com menores de 14 anos configuram crime, independentemente de consentimento ou histórico da vítima. Grupo foi à frente do TJMG em ato de protesto sobre o casoGladyston Rodrigues/EM/D.A.Press
De acordo com o Código Penal, atos libidinosos com menores de 14 anos configuram crime, independentemente de consentimento ou histórico da vítima. Grupo foi à frente do TJMG em ato de protesto sobre o caso /Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press
O movimento 8M Unificado, que reúne coletivos de mulheres da capital e Região Metropolitana, convocou uma reunião para hoje à tarde para definir a realização de um ato na capital ainda esta semana. Integrante do 8M Unificado, Dirlene Marques, presente no ato, afirma que, quando o TJMG toma uma decisão como essa, envolvendo uma menina de 12 anos, "envolvendo um menina de 12 anos que não tem nem o desenvolvimento físico, nem mental, nem informação, nem formação ainda, isignifica que você tá tratando as crianças como um objeto de uso dos homens". "Isso é de indignar qualquer pessoa na sociedade".
Outro ato foi chamado para o próximo dia 11/3 pelo Movimento Popular das Mulheres.
Yuri Costa, 30 anos, integrante da União da Juventude Comunista, também participou do ato após ver a convocação nas redes. "Tenho um filha de 13 anos que brinca de boneca. Não concordo com essa decisão. Uma menina de 12 anos deveria estar brincando, estudando, e não casada com uma pessoa de 35 anos"