No muro da sede do TJMG foram colocados brinquedos e um vestido de criança.

A decisão gerou revolta e intervenção do Conselho Nacional de Justiça, pois a lei brasileira classifica menores de 14 anos como vulneráveis.

 O ato foi chamado pelo Coletivo de Mulheres da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Tassni Eunice Miguel Lopes, servidora pública, disse que a manifestação nasceu de uma indignação diante da decisão que teve repercussão nacional. Populares que passavam pela porta apoiaram o ato.

 "Ficamos totalmente pela indignadas com a notícia, com o áudio, com uma decisão que é tão cruel com uma criança que já foi abandonada pela sociedade, pela situação toda de vida que provavelmente ela tem, e que no momento em que vai buscar a justiça, já tendo tido a condenação do estuprador, do abusador, num recurso que você imagina que seja na corte mais qualificada, ele é absolvido e ela mais uma vez abandonada", declarou.

De acordo com ela, qualquer pessoa da sociedade, "qualquer mulher e principalmente mãe de meninas", não consegue não se indignar com a decisão.

Para Tassni, a decisão abre precedentes perigosos em um país que enfrenta uma escalada da violência contra mulheres.

 

Outro ato foi chamado para o próximo dia 11/3 pelo Movimento Popular das Mulheres.

Yuri Costa, 30 anos, integrante da União da Juventude Comunista, também participou do ato após ver a convocação nas redes. "Tenho um filha de 13 anos que brinca de boneca. Não concordo com essa decisão. Uma menina de 12 anos deveria estar brincando, estudando, e não casada com uma pessoa de 35 anos"