array(31) {
["id"]=>
int(177043)
["title"]=>
string(97) "Lei que proíbe circulação de carroças em BH começa a valer nesta quinta sob impasse judicial"
["content"]=>
string(4415) "Veículos de Tração Animal
A lei que proíbe a circulação de veículos de tração animal em Belo Horizonte começa a valer nesta quinta-feira (22). As multas previstas no texto, no entanto, ainda não poderão ser aplicadas devido a uma decisão da Justiça.
O texto que prevê o fim das carroças foi aprovado em 2021. Na época, o prazo para a transição do transporte por tração animal para veículos motorizados era de dez anos. Contudo, em 2023, a legislação foi alterada e o prazo reduzido para cinco anos. A norma foi criada com foco no bem-estar dos bichos. Segundo a Comissão de Direitos dos Animais da Câmara Municipal, a cada 72 horas um cavalo vítima de abandono ou maus-tratos é apreendido na capital.
Suspensão das multas pelo TJMG
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu as multas que seriam aplicadas a carroceiros após a proibição do uso de veículos de tração animal em Belo Horizonte. A decisão liminar impede que os trabalhadores sejam punidos pelo descumprimento da norma municipal que entra em vigor hoje.
A medida atende a um pedido da Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), em uma Ação Civil Pública contra o município. No processo, a Defensoria argumenta que a proibição coloca em risco a subsistência de famílias que têm na atividade a sua principal fonte de renda.
Em primeira instância, o pedido havia sido negado, mas o recurso foi parcialmente acolhido pelo TJMG. Na decisão, o desembargador relator considerou que a legislação municipal prevê a substituição das carroças, porém sem a efetiva implementação dessas medidas por parte do poder público.
Ausência de programa de transição
O magistrado destacou que a própria Prefeitura de Belo Horizonte admitiu não possuir, até o momento, plano concreto, dotação orçamentária nem fonte de custeio para executar o programa de transição previsto em lei. Diante disso, avaliou que a aplicação imediata de multas poderia conflitar com os objetivos sociais da norma.
“Em um juízo preliminar, é possível vislumbrar que a incidência de multas administrativas estaria em possível conflito com a ausência de efetiva implementação das providências previstas”, afirmou o relator na decisão.
A Procuradoria Geral do Município (PGM) informou que irá recorrer da decisão judicial e ressaltou que a liminar suspende apenas as multas, mantendo as demais determinações da legislação. Segundo a PBH, ações para uma transição segura estão sendo adotadas, incluindo o cadastramento dos carroceiros, microchipagem e vacinação dos animais, além de blitzes educativas e recolhimento de equídeos encontrados em vias públicas.
"
["author"]=>
string(29) "Bernardo Haddad - Hoje em Dia"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(634272)
["filename"]=>
string(23) "carrocasproibidasbh.jpg"
["size"]=>
string(6) "123447"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(0) ""
}
["image_caption"]=>
string(31) " (Maurício Vieira/Hoje em Dia)"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(109) "Aplicação de multas está suspensa, a pedido da Defensoria Pública de Minas
"
["author_slug"]=>
string(27) "bernardo-haddad-hoje-em-dia"
["views"]=>
int(49)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(92) "lei-que-proibe-circulacao-de-carrocas-em-bh-comeca-a-valer-nesta-quinta-sob-impasse-judicial"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(435)
["name"]=>
string(5) "Minas"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(5) "minas"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(435)
["name"]=>
string(5) "Minas"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(5) "minas"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-01-22 10:03:23.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-01-22 10:03:23.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-01-22T10:00:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(24) "/carrocasproibidasbh.jpg"
}
Veículos de Tração Animal
A lei que proíbe a circulação de veículos de tração animal em Belo Horizonte começa a valer nesta quinta-feira (22). As multas previstas no texto, no entanto, ainda não poderão ser aplicadas devido a uma decisão da Justiça.
O texto que prevê o fim das carroças foi aprovado em 2021. Na época, o prazo para a transição do transporte por tração animal para veículos motorizados era de dez anos. Contudo, em 2023, a legislação foi alterada e o prazo reduzido para cinco anos. A norma foi criada com foco no bem-estar dos bichos. Segundo a Comissão de Direitos dos Animais da Câmara Municipal, a cada 72 horas um cavalo vítima de abandono ou maus-tratos é apreendido na capital.
Suspensão das multas pelo TJMG
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu as multas que seriam aplicadas a carroceiros após a proibição do uso de veículos de tração animal em Belo Horizonte. A decisão liminar impede que os trabalhadores sejam punidos pelo descumprimento da norma municipal que entra em vigor hoje.
A medida atende a um pedido da Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), em uma Ação Civil Pública contra o município. No processo, a Defensoria argumenta que a proibição coloca em risco a subsistência de famílias que têm na atividade a sua principal fonte de renda.
Em primeira instância, o pedido havia sido negado, mas o recurso foi parcialmente acolhido pelo TJMG. Na decisão, o desembargador relator considerou que a legislação municipal prevê a substituição das carroças, porém sem a efetiva implementação dessas medidas por parte do poder público.
Ausência de programa de transição
O magistrado destacou que a própria Prefeitura de Belo Horizonte admitiu não possuir, até o momento, plano concreto, dotação orçamentária nem fonte de custeio para executar o programa de transição previsto em lei. Diante disso, avaliou que a aplicação imediata de multas poderia conflitar com os objetivos sociais da norma.
“Em um juízo preliminar, é possível vislumbrar que a incidência de multas administrativas estaria em possível conflito com a ausência de efetiva implementação das providências previstas”, afirmou o relator na decisão.
A Procuradoria Geral do Município (PGM) informou que irá recorrer da decisão judicial e ressaltou que a liminar suspende apenas as multas, mantendo as demais determinações da legislação. Segundo a PBH, ações para uma transição segura estão sendo adotadas, incluindo o cadastramento dos carroceiros, microchipagem e vacinação dos animais, além de blitzes educativas e recolhimento de equídeos encontrados em vias públicas.