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Policiais de Minas Gerais protestam, na manhã desta segunda-feira (21), contra o governo Romeu Zema (Novo) e em prol de reajustes salariais para a categoria. O grupo se concentra na praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte, e segue em seguida para a praça da Assembléia.
Organizado pela Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais, o ato recebeu o aval do comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Rodrigo Sousa Rodrigues, que por meio de uma nota oficial se manifestou reconhecendo a legitimidade do movimento.
O comandante disse que se mantém "engajado na defesa dos interesses e direitos da corporação" e alertou para que as manifestações sejam pacíficas. “Cuidemos para que nenhuma ação retire o brilho do respaldo que nossa instituição conquistou até hoje, inclusive reconhecida como patrimônio do povo mineiro. Qualquer ato que saia do campo de uma manifestação pacífica poderá fazer com que a nossa marca seja apedrejada e dificulte a manutenção de nossa sustentabilidade", disse.
A declaração também esclarece que a corporação continuará em negociação com o governo do Estado, “que já reconheceu nossas perdas inflacionárias e busca soluções para a reposição da remuneração da tropa, que tem se desdobrado para que o Estado continue a ser referência em segurança pública”, destacou.
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Greve de 1997
Lideranças políticas dos militares mandaram recados ao governador Romeu Zema e lembraram dos acontecimentos de 1997. "Por causa da insensatez de um governador, Belo Horizonte foi palco de uma tragédia. Ainda dá tempo de evitar outra", disse o deputado federal Subtenente Gonzaga (PDT), em recado ao governador Zema nas redes sociais, relembrando os protestos de policiais que terminaram com a morte do Cabo Valério dos Santos de Oliveira, durante o governo de Eduardo Azeredo (PSDB).
O caso também foi lembrado pelo deputado estadual Sargento Rodrigues (PTB), que, nas redes sociais, destacou a adesão dos oficiais da PM ao movimento, com previsão de grande número de participantes.
Em comunicado aos policiais, a Associação de Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (AOPMBM) disse que as negociações por recomposição salarial se arrastam desde 2019, sem uma definição por parte do governo.
Segundo o presidente da associação, Coronel PM Ailton Cirilo, não dá para esperar mais, é hora de definir e os policiais não podem aceitar um Regime de Recuperação Fiscal que prejudique as forças de segurança do Estado.
Resposta do Governo
O governo respondeu aos questionamentos por meio de nota na qual reafirma sua disposição para negociar. Confira na íntegra:
"O Governo de Minas mantém diálogo aberto com todas as categorias, levando em conta as necessidades dos servidores e o importante trabalho prestado por eles ao Estado. Mesmo diante a todas as dificuldades financeiras enfrentadas e aprofundadas pela crise sanitária da pandemia, em 2020, foi concedido reajuste de 13% para as forças de segurança.
Com a adesão ao RRF, projeto que aguarda análise da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o Estado terá condições de aplicar a recomposição da inflação nos salários de todas as categorias do funcionalismo público, e dar continuidade ao pagamento das dívidas herdadas, como os repasses para os municípios e os depósitos judiciais.
Atualmente, as despesas obrigatórias do Estado ultrapassam 100% da arrecadação na maior parte dos anos e a perspectiva é que elas permaneçam próximas desse patamar. O Governo de Minas tem se dedicado para conseguir, mesmo nesse cenário, trazer melhorias para os servidores, pois reconhece o trabalho valoroso que eles prestam.
Atualmente as despesas do Estado ultrapassam 100% da arrecadação na maior parte dos anos e a perspectiva é que elas permaneçam nesse patamar. O Governo de Minas tem se dedicado para conseguir, mesmo nesse cenário, trazer melhorias para os servidores, pois reconhece o trabalho valoroso que eles prestam".
* Com Raquel Gontijo e Hermano Chiodi
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Organizado pela Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais, o ato recebeu o aval do comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Rodrigo Sousa Rodrigues, que por meio de uma nota oficial se manifestou reconhecendo a legitimidade do movimento.
O comandante disse que se mantém "engajado na defesa dos interesses e direitos da corporação" e alertou para que as manifestações sejam pacíficas. “Cuidemos para que nenhuma ação retire o brilho do respaldo que nossa instituição conquistou até hoje, inclusive reconhecida como patrimônio do povo mineiro. Qualquer ato que saia do campo de uma manifestação pacífica poderá fazer com que a nossa marca seja apedrejada e dificulte a manutenção de nossa sustentabilidade", disse.
A declaração também esclarece que a corporação continuará em negociação com o governo do Estado, “que já reconheceu nossas perdas inflacionárias e busca soluções para a reposição da remuneração da tropa, que tem se desdobrado para que o Estado continue a ser referência em segurança pública”, destacou.
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Greve de 1997
Lideranças políticas dos militares mandaram recados ao governador Romeu Zema e lembraram dos acontecimentos de 1997. "Por causa da insensatez de um governador, Belo Horizonte foi palco de uma tragédia. Ainda dá tempo de evitar outra", disse o deputado federal Subtenente Gonzaga (PDT), em recado ao governador Zema nas redes sociais, relembrando os protestos de policiais que terminaram com a morte do Cabo Valério dos Santos de Oliveira, durante o governo de Eduardo Azeredo (PSDB).
O caso também foi lembrado pelo deputado estadual Sargento Rodrigues (PTB), que, nas redes sociais, destacou a adesão dos oficiais da PM ao movimento, com previsão de grande número de participantes.
Em comunicado aos policiais, a Associação de Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (AOPMBM) disse que as negociações por recomposição salarial se arrastam desde 2019, sem uma definição por parte do governo.
Segundo o presidente da associação, Coronel PM Ailton Cirilo, não dá para esperar mais, é hora de definir e os policiais não podem aceitar um Regime de Recuperação Fiscal que prejudique as forças de segurança do Estado.
Resposta do Governo
O governo respondeu aos questionamentos por meio de nota na qual reafirma sua disposição para negociar. Confira na íntegra:
"O Governo de Minas mantém diálogo aberto com todas as categorias, levando em conta as necessidades dos servidores e o importante trabalho prestado por eles ao Estado. Mesmo diante a todas as dificuldades financeiras enfrentadas e aprofundadas pela crise sanitária da pandemia, em 2020, foi concedido reajuste de 13% para as forças de segurança.
Com a adesão ao RRF, projeto que aguarda análise da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o Estado terá condições de aplicar a recomposição da inflação nos salários de todas as categorias do funcionalismo público, e dar continuidade ao pagamento das dívidas herdadas, como os repasses para os municípios e os depósitos judiciais.
Atualmente, as despesas obrigatórias do Estado ultrapassam 100% da arrecadação na maior parte dos anos e a perspectiva é que elas permaneçam próximas desse patamar. O Governo de Minas tem se dedicado para conseguir, mesmo nesse cenário, trazer melhorias para os servidores, pois reconhece o trabalho valoroso que eles prestam.
Atualmente as despesas do Estado ultrapassam 100% da arrecadação na maior parte dos anos e a perspectiva é que elas permaneçam nesse patamar. O Governo de Minas tem se dedicado para conseguir, mesmo nesse cenário, trazer melhorias para os servidores, pois reconhece o trabalho valoroso que eles prestam".
* Com Raquel Gontijo e Hermano Chiodi