A 35ª edição da Expocachaça começa nesta quinta-feira (6/8) com a projeção de movimentar R$ 30 milhões em novos acordos comerciais, parcerias e lançamentos de produtos. O evento, que ocorre das 12h às 00h no CenterMinas Expo, em BH, irá até sábado (8/8) e é o principal termômetro de mercado e a maior vitrine global para a agroindústria do destilado brasileiro.

Os ingressos estão disponíveis pelo site oficial da Expocachaça e pela plataforma Sympla. Nos dias do evento, também haverá venda na bilheteria do CenterMinas Expo.

Serão cerca de 250 expositores oriundos de 18 estados, aproximadamente 2 mil marcas e a expectativa de atrair um público de 25 mil pessoas, entre produtores, fornecedores, distribuidores, compradores e investidores, além dos visitantes.

A edição de 2026 da Expocachaça será realizada de forma integrada a outros dois eventos estratégicos do setor alimentício e de bebidas: a 19ª Brasilbier e a 4ª Minas + Doce. A sinergia entre as feiras busca ampliar a geração de oportunidades comerciais e fortalecer os produtos com identidade e origem mineira.

Além do caráter comercial, a feira consolidou-se em quase 30 anos como polo de desenvolvimento técnico, inovação e acesso a novos mercados para produtores rurais e agroindústrias.

"A Expocachaça nasceu com o propósito de fortalecer toda a cadeia produtiva da cachaça de alambique. Hoje, ela reúne produtores rurais, fabricantes de equipamentos, fornecedores de insumos, distribuidores, compradores e especialistas em um ambiente voltado para negócios, conhecimento e geração de valor", destaca o idealizador da feira, José Lúcio Mendes.

Hegemonia mineira

A força econômica projetada para os três dias de feira ampara-se na liderança de Minas Gerais sobre a atividade no país. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), publicados no Anuário da Cachaça 2026, revelam que o estado abriga 36,6% das cachaçarias registradas no Brasil, com 564 dos 1.538 empreendimentos do setor no país.


Salinas, no Norte de Minas, é a cidade com maior número de estabelecimentos registrados como elaboradores do destilado, com 27. Não à toa, o município é reconhecido como a Capital Nacional da Cachaça.

A participação mineira é igualmente expressiva no volume de rótulos: dos mais de 8,3 mil produtos certificados no país, 2.922 têm origem em Minas, 34,9% do total nacional. O ecossistema estende seu impacto econômico para além dos produtores rurais, pequenas agroindústrias e cooperativas, com fabricantes de barris e equipamentos, laboratórios, transportadoras e distribuidores.

Rastreabilidade, combate à falsificação, reforma tributária e novas tendências
A programação da feira inclui o lançamento do Selo Nacional da Cachaça de Alambique, idealizado pela Associação Nacional da Cachaça de Alambique (ANPAQ). A medida visa blindar e valorizar o modo de produção tradicional em alambiques de cobre.

Para garantir segurança ao consumidor e combater adulterações, cada garrafa certificada trará um código serial exclusivo e QR Code. A ferramenta permitirá checar instantaneamente a procedência, os dados do produtor e as etapas do processo produtivo.

Durante o evento, painéis e rodadas de negócios debaterão os rumos da cadeia produtiva. Na pauta, temas como o impacto da reforma tributária sobre o setor, sucessão familiar nas propriedades rurais, rastreabilidade, certificações e internacionalização do destilado.

A feira também lançará luz sobre novas frentes de expansão do mercado, como o avanço das bebidas prontas para consumo (RTDs), novas estratégias de posicionamento de mercado e a alavancagem do turismo rural em alambiques como estratégia para diversificar a renda na produção do campo.

Serviço

35ª Expocachaça, 19ª Brasilbier e 4ª Minas + Doce

Data: 6 a 8 de agosto de 2026

Horário: das 12h às 00h