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Um homem, de 45 anos, foi preso suspeito do assassinado de Giovanna Neves Silvana Rocha, de 22. O crime ocorreu em 9 de fevereiro, quando a vítima foi encontrada morta e despida por uma amiga em seu apartamento, na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O namorado da vítima à época foi flagrado por uma câmera de segurança saindo do prédio horas antes de o crime ser descoberto. A prisão temporária ocorreu na última sexta-feira (15/5), no próprio apartamento de Giovanna.
O relato da amiga revela que elas tinham um almoço marcado em 9 de fevereiro, mas Giovanna não compareceu. Como não era atitude comum dela não responder as mensagens, a amiga visitou o apartamento da jovem para ter notícias e a encontrou sem roupas e morta em sua cama, por volta das 13h. A polícia foi acionada e confirmou o óbito no local. As primeiras investigações apontavam para um possível suicídio da vítima.
A delegada Ariadne Elloise Coelho, titular do núcleo especializado de investigação de feminicídios vinculado ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), destacou que a investigação seguiu esse caminho porque a jovem apresentava um histórico de depressão e já teria tentado tirar a própria vida duas vezes. A delegada também apontou que a cena do crime foi montada de forma a reforçar a hipótese. "Havia medicamentos (clonazepam) vazios, na cama, na sala", revela Ariadne.
Apesar disso, as investigações seguiram sendo acompanhadas pelo núcleo de feminicídios. A delegada destacou que relatos de amigas próximas sobre o comportamento do suspeito antes e depois do óbito foram importantes para não descartar a hipótese de feminicídio.
O laudo de necropsia confirmou o assassinato, sendo a causa da morte asfixia mecânica direta. O relatório não conseguiu confirmar de que maneira foi realizada a obstrução da boca e do nariz na vítima para o crime. Segundo a Ariadne, esse resultado foi crucial na investigação já que o corpo não apresentava sinais aparentes de asfixia para confirmar a hipótese de feminicídio.
Relacionamento estranho
A Polícia remontou aspectos do relacionamento dos dois antes da confirmação através do laudo de necropsia para verificar as suspeitas. Durante a investigação foi percebido que o relacionamento de quatro meses começou de forma estranha.
Logo no início do envolvimento, em outubro de 2025, o suspeito já começou a morar junto com a vítima, sem convite. Segundo relatos da investigação, ele foi levando seus pertences aos poucos para dentro do local, até que começou a morar com a vítima definitivamente. O homem também alterou as contas do condomínio e do apartamento para seu nome, o que demonstra interesse patrimonial por parte dele em Giovanna, segundo a polícia.
O apartamento em que a jovem morava na Savassi foi deixado como herança pelo seu pai, que faleceu em julho de 2025. Ele também teria deixado outro imóvel em nome da filha, o qual, segundo a Polícia Civil, foi vendido. O dinheiro da venda, cerca de R$ 200 mil, estava na conta da jovem quando ela foi morta. A PCMG não tem informações ainda se o suspeito conseguiu movimentar essa quantia.
Após a morte da jovem, o suspeito também tentou oficializar uma união estável para que pudesse ter a posse do apartamento. Durante o período entre a morte e sua prisão, ele continuou morando no local e impediu a entrada de familiares da mulher, segundo apontam as investigações. O homem, inclusive, chegou a mandar áudios para diversas amigas de Giovanna solicitando ajuda para o pedido de união estável, utilizando até tom de ameaça com uma delas.
O homem também apresentou inconsistências em suas falas já que afirmou que “a jovem morreu em seus braços” para uma das amigas, mas ele não foi o responsável por chamar a polícia. No momento da prisão, ele se reservou ao seu direito de ficar calado.
Conforme a polícia, ele era casado e morava com a esposa e os quatro filhos quando conheceu Giovanna. Ele saiu de casa para ir morar com a jovem de 22 anos.
Mudanças de comportamento
Giovanna, que era estudante de psicologia e gestão de saúde, apresentou mudanças em seu comportamento depois do início do relacionamento, apontam as investigações.
‘Nunca imaginei que ele faria isso’: morte de casal choca moradores de BH
"Amigas, familiares, a mãe da vítima falam que ela mudou totalmente o comportamento a partir do momento que tem um relacionamento com o investigado. Ou seja, era uma menina que era interessada e engajada na questão acadêmica. Era vaidosa. Tinha um engajamento muito forte no feminismo e a partir desse momento ela se retrai", comenta a delegada do caso.
O homem tem histórico de violências. Segundo a delegada Ariadne, há processos por importunação sexual contra uma mulher a quem ele prestou serviços e por violência psicológica e perseguição de duas outras mulheres – uma delas é sua ex-esposa.
O suspeito segue preso temporariamente no Ceresp e a prisão deve ser convertida em preventiva após a DHPP realizar as diligências necessárias.
* Estagiária sob supervisão da subeditora Tetê Monteiro
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O relato da amiga revela que elas tinham um almoço marcado em 9 de fevereiro, mas Giovanna não compareceu. Como não era atitude comum dela não responder as mensagens, a amiga visitou o apartamento da jovem para ter notícias e a encontrou sem roupas e morta em sua cama, por volta das 13h. A polícia foi acionada e confirmou o óbito no local. As primeiras investigações apontavam para um possível suicídio da vítima.
A delegada Ariadne Elloise Coelho, titular do núcleo especializado de investigação de feminicídios vinculado ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), destacou que a investigação seguiu esse caminho porque a jovem apresentava um histórico de depressão e já teria tentado tirar a própria vida duas vezes. A delegada também apontou que a cena do crime foi montada de forma a reforçar a hipótese. "Havia medicamentos (clonazepam) vazios, na cama, na sala", revela Ariadne.
Apesar disso, as investigações seguiram sendo acompanhadas pelo núcleo de feminicídios. A delegada destacou que relatos de amigas próximas sobre o comportamento do suspeito antes e depois do óbito foram importantes para não descartar a hipótese de feminicídio.
O laudo de necropsia confirmou o assassinato, sendo a causa da morte asfixia mecânica direta. O relatório não conseguiu confirmar de que maneira foi realizada a obstrução da boca e do nariz na vítima para o crime. Segundo a Ariadne, esse resultado foi crucial na investigação já que o corpo não apresentava sinais aparentes de asfixia para confirmar a hipótese de feminicídio.
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A Polícia remontou aspectos do relacionamento dos dois antes da confirmação através do laudo de necropsia para verificar as suspeitas. Durante a investigação foi percebido que o relacionamento de quatro meses começou de forma estranha.
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O apartamento em que a jovem morava na Savassi foi deixado como herança pelo seu pai, que faleceu em julho de 2025. Ele também teria deixado outro imóvel em nome da filha, o qual, segundo a Polícia Civil, foi vendido. O dinheiro da venda, cerca de R$ 200 mil, estava na conta da jovem quando ela foi morta. A PCMG não tem informações ainda se o suspeito conseguiu movimentar essa quantia.
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O homem também apresentou inconsistências em suas falas já que afirmou que “a jovem morreu em seus braços” para uma das amigas, mas ele não foi o responsável por chamar a polícia. No momento da prisão, ele se reservou ao seu direito de ficar calado.
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Giovanna, que era estudante de psicologia e gestão de saúde, apresentou mudanças em seu comportamento depois do início do relacionamento, apontam as investigações.
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