TROCA DE FARPAS

O bloco Então, Brilha!, um dos maiores do carnaval de Belo Horizonte, abriu a folia neste sábado (10 de fevereiro) e não poupou críticas ao Governo de Minas. Durante o cortejo, os cantores puxaram um coro de "Fora, Zema" e culparam o Estado de se "apropriar" da folia na capital.

Em entrevista à equipe de reportagem do O TEMPO, o subsecretário de Cultura de Minas Gerais, Igor Arci, respondeu às críticas do bloco e afirmou que respeita o "Entrão, Brilha!", mas que o investimento do estado foi para melhorar a qualidade do carnaval da capital:

"O Carnaval é democrático, o Carnaval é para todos. Eles têm a opinião deles e a gente respeita muito o Então Brilha, mas também a gente respeita as pessoas que querem ter um som de maior qualidade, um som mais expansivo, um som de distanciamento de outras pessoas, como aqui na Avenida do Amazonas e também na Avenida dos Andradas", afirma Igor.

ENTENDA A POLÊMICA

As críticas ao Governo de Minas Gerais começaram após um embate com a Prefeitura de Belo Horizonte sobre quem seria o órgão responsável por fazer o melhor carnaval na capital. Este ano, o governo investiu milhões na folia em BH. Foram R$ 6 milhões investidos em propagandas para atrair turistas de todos os cantos do país e R$ 4 milhões para melhorar a sonorização dos blocos.

Em entrevista à imprensa em janeiro, o vice-governador de Minas Gerais, Professor Mateus Simões, justificou os investimentos como uma estratégia do governo do Estado para não deixar o Carnaval se "apequenar" em Belo Horizonte.

Por outro lado, dados da prefeitura de BH indicam o crescimento da folia em 2023. O prefeito da capital, Fuad Nonam, respondeu, alfinetando o governo Zema sobre a organização do Carnaval de BH. Nas redes sociais, o chefe do Executivo municipal disse que "até quem antes nunca ajudou agora quer aproveitar”, em referência às ações feitas pelo Executivo estadual.

O bloco "Então, Brilha!" não utilizou o sistema de sonorização do governo. A organização do bloco alfinetou o estado e relembrou a falta de apoio no passado:

“O governo do Estado deu para querer se apropriar da festa. Nunca ajudaram, pelo contrário, quase acabaram com o nosso Carnaval em 2020”, disse a vocalista da banda Então Brilha durante o cortejo. Naquele ano, os trios elétricos provocaram embates com o governo, que vetou, por meio da Polícia Militar (PM), a circulação de alguns veículos. 

Fonte: O TEMPO