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O PL das Fake News, que deveria evitar a desinformação nas eleições de 2022, acabou se convertendo também num projeto de regulação das big techs – o que é necessário. Mas um dos seus pontos, que trata da remuneração do conteúdo jornalístico, precisa ser melhor debatido.
Hoje, quem pressiona pela urgência na votação deste projeto, utilizando todos os seus veículos e editoriais, é o grupo Globo, cujo histórico de manipulação política e eleitoral é conhecido por todos os brasileiros minimamente conscientes.
A Globo tem pressa porque vem perdendo relevância. Por isso defende que o Brasil adote um modelo de remuneração de conteúdo semelhante ao da Austrália, que favoreceu um dos grandes monopólios de comunicação mundiais, que é o de Rupert Murdoch.
Qual é a urgência da votação deste tema agora, no apagar das luzes do governo Bolsonaro? Por que não debater democraticamente esta questão a partir de janeiro de 2023, com um novo governo ou mesmo com o atual reeleito?
Fora isso, este não é um debate maniqueísta, que coloca de um lado o "jornalismo profissional" e de outro o "tubarão da internet" Google. Com todos os seus defeitos, o Google fez mais pela democratização da informação no Brasil do que toda a mídia tradicional em sua história.
Graças à publicidade digital, liderada pelo Google, mas que conta com empresas concorrentes, muitos veículos de comunicação independentes floresceram no Brasil, sem depender do acesso ao grande capital. São financiados por assinaturas e pela publicidade que vem da sua audiência.
Isso não significa que não seja necessário debater a neutralidade dos algoritmos e a transparência dos mecanismos de busca, que afetam a audiência dos sites, assim como o combate à desinformação e ao discurso de ódio. Mas demonizar o Google neste momento só interessa à Globo.
Respeito o deputado Orlando Silva e me proponho a debater abertamente este tema com ele e com todos os atores envolvidos, mas lembro da velha máxima de Leonel Brizola: "se a Globo é a favor, eu sou contra".
Este artigo não representa a opinião do Portal Minas1 e é de responsabilidade do colunista.
Fonte:247
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O PL das Fake News, que deveria evitar a desinformação nas eleições de 2022, acabou se convertendo também num projeto de regulação das big techs – o que é necessário. Mas um dos seus pontos, que trata da remuneração do conteúdo jornalístico, precisa ser melhor debatido.
Hoje, quem pressiona pela urgência na votação deste projeto, utilizando todos os seus veículos e editoriais, é o grupo Globo, cujo histórico de manipulação política e eleitoral é conhecido por todos os brasileiros minimamente conscientes.
A Globo tem pressa porque vem perdendo relevância. Por isso defende que o Brasil adote um modelo de remuneração de conteúdo semelhante ao da Austrália, que favoreceu um dos grandes monopólios de comunicação mundiais, que é o de Rupert Murdoch.
Qual é a urgência da votação deste tema agora, no apagar das luzes do governo Bolsonaro? Por que não debater democraticamente esta questão a partir de janeiro de 2023, com um novo governo ou mesmo com o atual reeleito?
Fora isso, este não é um debate maniqueísta, que coloca de um lado o "jornalismo profissional" e de outro o "tubarão da internet" Google. Com todos os seus defeitos, o Google fez mais pela democratização da informação no Brasil do que toda a mídia tradicional em sua história.
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Este artigo não representa a opinião do Portal Minas1 e é de responsabilidade do colunista.
Fonte:247