array(31) {
["id"]=>
int(141167)
["title"]=>
string(101) "STJ favorece planos de saúde e prejudica a vida de milhares de pacientes que ficarão sem tratamento"
["content"]=>
string(3955) "
A Notícia - A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre “rol taxativo” favorece planos de saúde que lucraram R$ 20 bilhões em 2021 e prejudica a vida de milhares de pacientes que por causa desta canetada podem ficar sem tratamento e acabar morrendo.
247 - Desde que o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 8 de junho deste ano, mudou seu entendimento e definiu o rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde (ANS) como taxativo, tribunais de justiça estaduais passaram a negar a segurados pedidos de liminares de saúde para tratamentos médicos variados.
A decisão do STJ garante que planos de saúde não são mais obrigados a cobrir procedimentos que não estejam previstos no rol da ANS, ainda que sejam prescritos pelo médico.
Entidades civis e políticas acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o tol taxativo. Foram ajuizadas duas ações de declaração de inconstitucionalidade, a ADI n° 7088, da Associação Brasileira de Proteção aos Consumidores de Planos e Sistema de Saúde (Saúde Brasil), e a n° ADI 7183, da Comitê Brasileiro de Organizações Representativas das Pessoas com Deficiência (CRPD), e a ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) n° 986, do partido Rede Sustentabilidade e Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
As ADIs visam a declaração de inconstitucionalidade da Lei n° 14.307/2022, que serviu de fundamento para o STJ definir o rol taxativo, e a ADPF pretende a suspensão dos efeitos do art. 2° da Resolução Normativa 465/2021, da ANS, que, pela primeira vez, definiu a taxatividade do rol de procedimentos.
O ministro do STF Luís Roberto Barroso havia sido sorteado relator da ADI 7183, a primeira a ser proposta, e a ele, portanto, também coube a relatoria da ADI 7088 e da ADPF n° 986. Barroso tem nas mãos um caso que afeta a saúde de cerca de 50 milhões de segurados.
Consultado sobre a ADPF, o advogado Cleiton Pereira dos Reis, que também integra o Coletivo de Mobilização Nacional contra o Rol Taxativo, pela Associação Amigos do Brasil em prol da ética (Abra), informou que há previsão na lei para que o relator possa analisar e conceder monocraticamente, isto é, sozinho, o pedido de liminar. Para o advogado, caso isso ocorra, a decisão do STJ ficará desidratada, ou seja, sem força, principalmente porque ela não vincula os magistrados de primeira e segunda instâncias, os quais, inclusive, poderão fundamentar a concessão de liminar de saúde com base em eventual pedido de liminar de saúde concedido pelo ministro Barroso.
Segundo o especialista, Barroso não deve demorar para tomar uma decisão, dada a urgência excepcional da matéria.
Paralelamente ao processamento dessas ações constitucionais, os segurados também têm esperanças de que reverterão a decisão do STJ por meio de recurso extraordinário ao STF.
Os defensores do rol exemplificativo garantem manifestações em frente aos prédios do STF e do STJ. Eles exigirão que os tribunais deem celeridade ao processamento dos seus pedidos e do recurso.
"
["author"]=>
string(6) "Minas1"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(593093)
["filename"]=>
string(10) "stjans.png"
["size"]=>
string(6) "298268"
["mime_type"]=>
string(9) "image/png"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(9) "politica/"
}
["image_caption"]=>
string(26) "(Foto: ABR | Reprodução)"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(201) "A decisão do Superior Tribunal de Justiça sobre “rol taxativo” favorece planos de saúde que lucraram R$ 20 bilhões em 2021 e prejudica a vida de pacientes
"
["author_slug"]=>
string(6) "minas1"
["views"]=>
int(322)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(99) "stj-favorece-planos-de-saude-e-prejudica-a-vida-de-milhares-de-pacientes-que-ficarao-sem-tratamento"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(442)
["name"]=>
string(8) "Justiça"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(7) "justica"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(442)
["name"]=>
string(8) "Justiça"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(7) "justica"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-06-21 12:22:08.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-06-21 21:59:28.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2022-06-21T22:00:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(19) "politica/stjans.png"
}
A Notícia - A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre “rol taxativo” favorece planos de saúde que lucraram R$ 20 bilhões em 2021 e prejudica a vida de milhares de pacientes que por causa desta canetada podem ficar sem tratamento e acabar morrendo.
247 - Desde que o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 8 de junho deste ano, mudou seu entendimento e definiu o rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde (ANS) como taxativo, tribunais de justiça estaduais passaram a negar a segurados pedidos de liminares de saúde para tratamentos médicos variados.
A decisão do STJ garante que planos de saúde não são mais obrigados a cobrir procedimentos que não estejam previstos no rol da ANS, ainda que sejam prescritos pelo médico.
Entidades civis e políticas acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o tol taxativo. Foram ajuizadas duas ações de declaração de inconstitucionalidade, a ADI n° 7088, da Associação Brasileira de Proteção aos Consumidores de Planos e Sistema de Saúde (Saúde Brasil), e a n° ADI 7183, da Comitê Brasileiro de Organizações Representativas das Pessoas com Deficiência (CRPD), e a ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) n° 986, do partido Rede Sustentabilidade e Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
As ADIs visam a declaração de inconstitucionalidade da Lei n° 14.307/2022, que serviu de fundamento para o STJ definir o rol taxativo, e a ADPF pretende a suspensão dos efeitos do art. 2° da Resolução Normativa 465/2021, da ANS, que, pela primeira vez, definiu a taxatividade do rol de procedimentos.
O ministro do STF Luís Roberto Barroso havia sido sorteado relator da ADI 7183, a primeira a ser proposta, e a ele, portanto, também coube a relatoria da ADI 7088 e da ADPF n° 986. Barroso tem nas mãos um caso que afeta a saúde de cerca de 50 milhões de segurados.
Consultado sobre a ADPF, o advogado Cleiton Pereira dos Reis, que também integra o Coletivo de Mobilização Nacional contra o Rol Taxativo, pela Associação Amigos do Brasil em prol da ética (Abra), informou que há previsão na lei para que o relator possa analisar e conceder monocraticamente, isto é, sozinho, o pedido de liminar. Para o advogado, caso isso ocorra, a decisão do STJ ficará desidratada, ou seja, sem força, principalmente porque ela não vincula os magistrados de primeira e segunda instâncias, os quais, inclusive, poderão fundamentar a concessão de liminar de saúde com base em eventual pedido de liminar de saúde concedido pelo ministro Barroso.
Segundo o especialista, Barroso não deve demorar para tomar uma decisão, dada a urgência excepcional da matéria.
Paralelamente ao processamento dessas ações constitucionais, os segurados também têm esperanças de que reverterão a decisão do STJ por meio de recurso extraordinário ao STF.
Os defensores do rol exemplificativo garantem manifestações em frente aos prédios do STF e do STJ. Eles exigirão que os tribunais deem celeridade ao processamento dos seus pedidos e do recurso.