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'Juízes nas redes são um perigo à democracia', diz desembargador

12/05/2019 20h40 - Atualizado em 22/10/2019 15h04 por Minas1


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"Juízes que se rotulam a si mesmos quando escrevem e juízes que são a expressão da patuleia da rede, nela incluídos os robôs, são o iminente e mais potente perigo ao mundo liberal e à democracia!", diz o desembargador Ney Bello

 

Brasília - Em tempos de redes sociais, em que juízes e promotores utilizam suas páginas pessoais para falar sobre processos e posições políticas, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Ney Bello, professor da Universidade de Brasília (UnB), critica a frequência de magistrados em Facebook, Twitter ou outros meios e diz que tal conduta rtepresenta um perigo à democracia.

"Juízes que se rotulam a si mesmos quando escrevem e juízes que são a expressão da patuleia da rede, nela incluídos os robôs, são o iminente e mais potente perigo ao mundo liberal e à democracia!", enfatiza.

Segundo ele,  ao tomar partido de lutas políticas, os magistrados "expressam previsibilidade quanto às suas decisões futuras"

"Viram parte sociologicamente interessada. Fazem isso num momento delicado em que as questões de direito penal estão mais epidermicamente intrincadas com a política", alerta o magistrado, reforçando que tal conduta leva os juízes a decidir "conforme o entender majoritário da democracia dos alienados, dos perdidos nas redes sociais e unidos por alguma última neurose construída no último tweet, de um milhão de curtidas".

Para o desembargador, essa postura nas redes sociais gera a "fulanização da profissão", pois diferentemente das redes sociais, a lei existe como parâmetro de decisão e os fatos como pressuposto de realidade para decisões sobre estes mesmos fatos.

"Quando a visão de mundo desconectada de parâmetros de realidade ou de veracidade científica contamina os juízes e funciona como maré de sizígia sobre as atividades dos julgadores, a impressão que temos é que estamos mergulhados numa epidemia de realidade paralela", diz.

E conclui: "Quando a maré baixar, a onda quebrar, a manada dissolver-se nas pradarias, então será a hora de recolhermos os corpos da coerência. Será o caso de torcermos para os cadáveres em decomposição não terem ocupado todo o solo, matado as flores que teimam em crescer no jardim".

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"Juízes que se rotulam a si mesmos quando escrevem e juízes que são a expressão da patuleia da rede, nela incluídos os robôs, são o iminente e mais potente perigo ao mundo liberal e à democracia!", enfatiza.

Segundo ele,  ao tomar partido de lutas políticas, os magistrados "expressam previsibilidade quanto às suas decisões futuras"

"Viram parte sociologicamente interessada. Fazem isso num momento delicado em que as questões de direito penal estão mais epidermicamente intrincadas com a política", alerta o magistrado, reforçando que tal conduta leva os juízes a decidir "conforme o entender majoritário da democracia dos alienados, dos perdidos nas redes sociais e unidos por alguma última neurose construída no último tweet, de um milhão de curtidas".

Para o desembargador, essa postura nas redes sociais gera a "fulanização da profissão", pois diferentemente das redes sociais, a lei existe como parâmetro de decisão e os fatos como pressuposto de realidade para decisões sobre estes mesmos fatos.

"Quando a visão de mundo desconectada de parâmetros de realidade ou de veracidade científica contamina os juízes e funciona como maré de sizígia sobre as atividades dos julgadores, a impressão que temos é que estamos mergulhados numa epidemia de realidade paralela", diz.

E conclui: "Quando a maré baixar, a onda quebrar, a manada dissolver-se nas pradarias, então será a hora de recolhermos os corpos da coerência. Será o caso de torcermos para os cadáveres em decomposição não terem ocupado todo o solo, matado as flores que teimam em crescer no jardim".

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