DOCUMENTOS DIVULGADOS

O príncipe William não respondeu perguntas sobre o tio, o príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, durante agenda oficial na Arábia Saudita nesta terça-feira (10/2). O herdeiro do trono britânico participa de uma viagem diplomática considerada estratégica pelo governo do Reino Unido, mas que ocorre em meio à nova onda de repercussões do escândalo envolvendo o financista Jeffrey Epstein.

Durante uma atividade esportiva em Riad, William foi abordado por um jornalista que perguntou se a família real fez o suficiente diante das acusações relacionadas a Andrew e ao caso Epstein. O príncipe não respondeu. O silêncio repercutiu na imprensa internacional.

No entanto, antes da viagem, o Palácio de Kensington divulgou comunicado afirmando que William e a princesa Kate estão “profundamente preocupados” com as novas revelações envolvendo Andrew e reforçando que seus pensamentos estão voltados às vítimas de Epstein. A manifestação marcou o primeiro posicionamento público do casal sobre a nova fase do escândalo. 

A declaração ocorreu em meio ao aumento da pressão sobre a monarquia britânica após a divulgação de novos documentos e alegações ligadas ao caso. O rei Charles III também expressou “profunda preocupação” e indicou que o Palácio de Buckingham pode cooperar com investigações policiais relacionadas às acusações contra Andrew. 

Novos documentos do caso Epstein, divulgados na semana passada, mostram a ligação entre Andrew e o financista americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Andrew sempre negou irregularidades, mas enfrentou acusações civis de abuso sexual feitas por Virginia Giuffre, que afirmou ter sido traficada por Epstein e obrigada a manter relações com o príncipe quando era menor. O processo terminou em 2022 com um acordo extrajudicial, no qual Andrew aceitou fazer uma doação substancial a uma instituição de apoio a vítimas e reconheceu que Giuffre era uma vítima de abuso, sem admitir culpa.

Nos últimos anos, novas revelações reacenderam o escândalo. Documentos divulgados e analisados pela polícia britânica sugerem que Andrew pode ter compartilhado informações confidenciais do governo com Epstein quando atuava como enviado comercial do Reino Unido, além de novas alegações envolvendo supostas vítimas.