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A Rússia reivindicou, nesta quarta-feira (2), o apoio da China às suas exigências em matéria de segurança frente ao Ocidente, antes de um encontro dos presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping na abertura dos Jogos Olímpicos.
O presidente russo se reunirá com seu homólogo chinês por ocasião da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno 2022, nesta sexta-feira (4), em Pequim. Segundo Moscou, os dois líderes pretendem destacar sua convergência diplomática, já que foram-se aproximando à medida que suas relações com os Estados Unidos se deterioram.
"Foi preparada uma declaração comum sobre a entrada das relações internacionais em uma nova era", disse Yuri Ushakov, conselheiro diplomático do presidente russo. "Nela, encontraremos a visão comum de Rússia e China (...) principalmente em questões de segurança", acrescentou.
Ushakov garantiu que a China apoia as demandas de Moscou "em matéria de segurança" - uma lista de exigências dirigida aos Estados Unidos e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para aliviar as tensiones sobre a Ucrânia, rejeitada pelos ocidentais.
No final de janeiro, a China pediu, inclusive, que as demandas russas fossem "levadas a sério" e que se encontre uma "solução" para as preocupações de Moscou sobre sua segurança.
Putin espera uma "solução"
Lideranças ocidentais acusam a Rússia de planejar uma invasão de seu vizinho pró-Ocidente, a Ucrânia, para cujas fronteiras deslocou cerca de 100.000 soldados há semanas.
A Rússia nega que tenha essa intenção, alegando que busca apenas garantir sua segurança. Moscou afirma que uma desescalada desta crise será possível apenas se isso significar o fim da política de ampliação da OTAN e, do mesmo modo, a retirada de suas capacidades militares da Europa Oriental.
Olhando-se em retrospecto, em 2008, durante os Jogos Olímpicos de Pequim, a Rússia entrou em guerra com a Geórgia, outra ex-república soviética pró-Ocidente.
Os Estados Unidos e seus aliados rejeitaram as exigências russas, mas Washington propôs trabalhar em medidas de confiança em matéria militar e de segurança.
Na terça-feira (1º), o presidente russo acusou o Ocidente de ignorar as preocupações de Moscou em termos de segurança, e os Estados Unidos, de usarem a Ucrânia para levar a Rússia ao conflito. Ainda assim, Putin também disse esperar "uma solução". Na sequência destas declarações, os líderes dos países-membros da OTAN continuavam hoje os esforços diplomáticos na crise da Ucrânia.
O Ocidente alega que a Rússia ameaça a segurança da Europa, sobretudo, porque já anexou parte do território da Ucrânia, a Crimeia, em 2014 e, desde então, tem apoiado forças separatistas pró-russas armadas. Por esse motivo, Washington defende que uma desescalada exige o retorno aos quartéis das unidades russas acampadas às portas da Ucrânia.
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, conversou ontem, por telefone, com o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. Segundo este último, Washington concordou em continuar o diálogo.
O jornal espanhol El País publicou detalhes da resposta dos EUA às demandas russas - que não foram desmentidos. Nela, Washington propõe que os russos prometam não mobilizar meios militares ofensivos na Ucrânia, que Moscou inspecione certas infraestruturas militares alvo de sua preocupação e que ambos os países cheguem a um acordo sobre medidas de controle de armas. Moscou ainda prepara uma resposta formal para os Estados Unidos.
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O presidente russo se reunirá com seu homólogo chinês por ocasião da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno 2022, nesta sexta-feira (4), em Pequim. Segundo Moscou, os dois líderes pretendem destacar sua convergência diplomática, já que foram-se aproximando à medida que suas relações com os Estados Unidos se deterioram.
"Foi preparada uma declaração comum sobre a entrada das relações internacionais em uma nova era", disse Yuri Ushakov, conselheiro diplomático do presidente russo. "Nela, encontraremos a visão comum de Rússia e China (...) principalmente em questões de segurança", acrescentou.
Ushakov garantiu que a China apoia as demandas de Moscou "em matéria de segurança" - uma lista de exigências dirigida aos Estados Unidos e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para aliviar as tensiones sobre a Ucrânia, rejeitada pelos ocidentais.
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Putin espera uma "solução"
Lideranças ocidentais acusam a Rússia de planejar uma invasão de seu vizinho pró-Ocidente, a Ucrânia, para cujas fronteiras deslocou cerca de 100.000 soldados há semanas.
A Rússia nega que tenha essa intenção, alegando que busca apenas garantir sua segurança. Moscou afirma que uma desescalada desta crise será possível apenas se isso significar o fim da política de ampliação da OTAN e, do mesmo modo, a retirada de suas capacidades militares da Europa Oriental.
Olhando-se em retrospecto, em 2008, durante os Jogos Olímpicos de Pequim, a Rússia entrou em guerra com a Geórgia, outra ex-república soviética pró-Ocidente.
Os Estados Unidos e seus aliados rejeitaram as exigências russas, mas Washington propôs trabalhar em medidas de confiança em matéria militar e de segurança.
Na terça-feira (1º), o presidente russo acusou o Ocidente de ignorar as preocupações de Moscou em termos de segurança, e os Estados Unidos, de usarem a Ucrânia para levar a Rússia ao conflito. Ainda assim, Putin também disse esperar "uma solução". Na sequência destas declarações, os líderes dos países-membros da OTAN continuavam hoje os esforços diplomáticos na crise da Ucrânia.
O Ocidente alega que a Rússia ameaça a segurança da Europa, sobretudo, porque já anexou parte do território da Ucrânia, a Crimeia, em 2014 e, desde então, tem apoiado forças separatistas pró-russas armadas. Por esse motivo, Washington defende que uma desescalada exige o retorno aos quartéis das unidades russas acampadas às portas da Ucrânia.
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, conversou ontem, por telefone, com o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. Segundo este último, Washington concordou em continuar o diálogo.
O jornal espanhol El País publicou detalhes da resposta dos EUA às demandas russas - que não foram desmentidos. Nela, Washington propõe que os russos prometam não mobilizar meios militares ofensivos na Ucrânia, que Moscou inspecione certas infraestruturas militares alvo de sua preocupação e que ambos os países cheguem a um acordo sobre medidas de controle de armas. Moscou ainda prepara uma resposta formal para os Estados Unidos.