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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, tomou passos importantes no confronto contra a Ucrânia e o Ocidente, nesta segunda-feira (21). Dois decretos presidenciais pediram que o Ministério da Defesa envie forças armadas para “manter a paz” nos territórios separatistas da Ucrânia — Donetsk e Lugans.
O líder russo também assinou acordos de ajuda mútua com as duas regiões. O reconhecimento da independência dos dois territórios ucranianos abriu espaço para maior atuação do exército russo, mas também causou mal-estar no Ocidente.
Putin fez um pronunciamento na TV russa na noite de segunda-feira oficializando o decreto. Ele disse que o país vizinho está cheio de "clãs oligárquicos", falou sobre crescimento de grupos neonazistas e do "vírus do nacionalismo e da corrupção" na Ucrânia.
"Para a Rússia, a Ucrânia não é apenas um país vizinho, mas parte da nossa história, dos nossos camaradas e parentes", afirmou. Putin também disse que a Rússia foi "roubada" com o término da União Soviética em 1991. O russo ainda declarou que "a América usou a Ucrânia e a Geórgia [outra ex-república soviética] para implementar políticas anti-Rússia".
Reação internacional
Após a decisão russa, o chanceler alemão, Olaf Scholz, e os presidentes francês, Emmanuel Macron, e estadunidense, Joe Biden, conversaram e decidiram que a ação "não ficará sem resposta".
Os três líderes "estão de acordo em que esta medida unilateral da Rússia constitui uma violação clara" dos acordos de paz de Minsk para solucionar o conflito ucraniano, disse Steffen Hebestreit, porta-voz do governo alemão, em comunicado publicado após conversa entre os presidentes.
Os três aliados ocidentais se comprometeram a não recuar em seu compromisso com a integridade territorial e a soberania da Ucrânia. Após elogiarem a moderação do presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, diante dos últimos acontecimentos, eles destacaram que "farão tudo o que estiver ao seu alcance para evitar uma escalada maior da situação".
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, também emitiu um comunicado duro contra Putin informando que a ação merece uma resposta “rápida e firme”.
"Esta decisão representa um completo repúdio dos compromissos da Rússia em virtude dos acordos de Minsk, contradiz diretamente o suposto compromisso da Rússia com a diplomacia e é um ataque claro da soberania e da integridade territorial da Ucrânia", diz trecho do comunicado
"A decisão da Rússia é outro exemplo do flagrante desrespeito do presidente Putin pelo Direito e as normas internacionais", apontou o secretário.
Já o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, reconheceu a decisão russa como "uma violação flagrante da soberania" da Ucrânia."É claramente contrário ao direito internacional. É uma violação flagrante da soberania e da integridade da Ucrânia, é o repúdio dos acordos de Minsk", declarou em uma coletiva de imprensa.
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, tomou passos importantes no confronto contra a Ucrânia e o Ocidente, nesta segunda-feira (21). Dois decretos presidenciais pediram que o Ministério da Defesa envie forças armadas para “manter a paz” nos territórios separatistas da Ucrânia — Donetsk e Lugans.
O líder russo também assinou acordos de ajuda mútua com as duas regiões. O reconhecimento da independência dos dois territórios ucranianos abriu espaço para maior atuação do exército russo, mas também causou mal-estar no Ocidente.
Putin fez um pronunciamento na TV russa na noite de segunda-feira oficializando o decreto. Ele disse que o país vizinho está cheio de "clãs oligárquicos", falou sobre crescimento de grupos neonazistas e do "vírus do nacionalismo e da corrupção" na Ucrânia.
"Para a Rússia, a Ucrânia não é apenas um país vizinho, mas parte da nossa história, dos nossos camaradas e parentes", afirmou. Putin também disse que a Rússia foi "roubada" com o término da União Soviética em 1991. O russo ainda declarou que "a América usou a Ucrânia e a Geórgia [outra ex-república soviética] para implementar políticas anti-Rússia".
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