array(31) {
["id"]=>
int(182326)
["title"]=>
string(75) "Petição solicita Javier Milei seja declarado "persona non grata" em Paris"
["content"]=>
string(3958) "RESISTÊNCIA
Cerca de cinquenta políticos, intelectuais e artistas solicitaram, nesta terça-feira (1º), à Prefeitura de Paris que declarasse o presidente argentino, Javier Milei, como "persona non grata", às vésperas de uma viagem do mandatário sul-americano à capital francesa no final de setembro e início de outubro.
"Pedimos ao Conselho de Paris que declare o presidente argentino persona non grata em nossa cidade. Após quase três anos de mandato, a política de austeridade radical de Javier Milei pesa gravemente sobre a sociedade argentina", diz a petição publicada no site change.org.
Essa "iniciativa cidadã" insta Paris e seu prefeito, o socialista Emmanuel Grégoire, a "recusar qualquer recepção oficial" e "qualquer distinção" ao presidente argentino, e a recordar sua "solidariedade com as lutas democráticas da sociedade argentina".
"Paris não pode ser a cidade onde a negação, o revisionismo e a invisibilização dos crimes da ditadura argentina são tolerados", disse à AFP um dos primeiros cinquenta signatários, o vereador parisiense e deputado de esquerda Rodrigo Arenas.
A solicitação já havia reunido mais de 250 assinaturas até 16h30 desta terça-feira (11h30 no horário de Brasília), e a lista publicada dos primeiros cinquenta signatários inclui também a vereadora socialista de Paris, Geneviève Garrigos, e personalidades e intelectuais ligados à Argentina e à América Latina na França.
A petição denuncia, entre outros pontos, o "desmantelamento dos serviços públicos", as "violações dos direitos das mulheres", a "repressão policial", e que Milei "relativiza" os crimes da ditadura militar argentina.
Os signatários também alertam para a situação na Casa Argentina, uma residência no prestigioso polo universitário Cité Internationale Universitaire de Paris, desde a chegada do advogado Santiago Muzio, nomeado diretor pelo atual governo argentino.
Em julho, Prefeitura de Paris pediu ao chanceler francês, Jean-Noël Barrot, que investigasse a gestão desta instituição, diante da preocupação com as "decisões de expulsão" de residentes, a retirada de uma placa sobre os desaparecidos durante a ditadura e a realização de reuniões "difundindo ideologias de extrema direita", entre outros fatores.
"Estamos em negociações contínuas com as autoridades argentinas e seus representantes em Paris", disse Barrot nesta terça-feira, quando questionado em uma coletiva de imprensa sobre a situação na Casa Argentina e a carta da prefeitura de Paris, sem dar mais detalhes.
"
["author"]=>
string(3) "AFP"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(640061)
["filename"]=>
string(19) "mileiviadoparis.jpg"
["size"]=>
string(6) "179095"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(0) ""
}
["image_caption"]=>
string(197) "Petição denuncia o "desmantelamento dos serviços públicos", as "violações dos direitos das mulheres", a "repressão policial", e a "relativização dos crimes da ditadura" (LUIS ROBAYO / AFP)"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(299) "A petição denuncia, entre outros pontos, o "desmantelamento dos serviços públicos", as "violações dos direitos das mulheres", a "repressão policial", e que Milei "relativiza" os crimes da ditadura militar argentina
"
["author_slug"]=>
string(3) "afp"
["views"]=>
int(65)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(71) "peticao-solicita-javier-milei-seja-declarado-persona-non-grata-em-paris"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(428)
["name"]=>
string(13) "Internacional"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(13) "internacional"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(428)
["name"]=>
string(13) "Internacional"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(13) "internacional"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-09-01 15:04:45.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-09-01 15:04:45.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-09-01T15:10:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(20) "/mileiviadoparis.jpg"
}
RESISTÊNCIA
Cerca de cinquenta políticos, intelectuais e artistas solicitaram, nesta terça-feira (1º), à Prefeitura de Paris que declarasse o presidente argentino, Javier Milei, como "persona non grata", às vésperas de uma viagem do mandatário sul-americano à capital francesa no final de setembro e início de outubro.
"Pedimos ao Conselho de Paris que declare o presidente argentino persona non grata em nossa cidade. Após quase três anos de mandato, a política de austeridade radical de Javier Milei pesa gravemente sobre a sociedade argentina", diz a petição publicada no site change.org.
Essa "iniciativa cidadã" insta Paris e seu prefeito, o socialista Emmanuel Grégoire, a "recusar qualquer recepção oficial" e "qualquer distinção" ao presidente argentino, e a recordar sua "solidariedade com as lutas democráticas da sociedade argentina".
"Paris não pode ser a cidade onde a negação, o revisionismo e a invisibilização dos crimes da ditadura argentina são tolerados", disse à AFP um dos primeiros cinquenta signatários, o vereador parisiense e deputado de esquerda Rodrigo Arenas.
A solicitação já havia reunido mais de 250 assinaturas até 16h30 desta terça-feira (11h30 no horário de Brasília), e a lista publicada dos primeiros cinquenta signatários inclui também a vereadora socialista de Paris, Geneviève Garrigos, e personalidades e intelectuais ligados à Argentina e à América Latina na França.
A petição denuncia, entre outros pontos, o "desmantelamento dos serviços públicos", as "violações dos direitos das mulheres", a "repressão policial", e que Milei "relativiza" os crimes da ditadura militar argentina.
Os signatários também alertam para a situação na Casa Argentina, uma residência no prestigioso polo universitário Cité Internationale Universitaire de Paris, desde a chegada do advogado Santiago Muzio, nomeado diretor pelo atual governo argentino.
Em julho, Prefeitura de Paris pediu ao chanceler francês, Jean-Noël Barrot, que investigasse a gestão desta instituição, diante da preocupação com as "decisões de expulsão" de residentes, a retirada de uma placa sobre os desaparecidos durante a ditadura e a realização de reuniões "difundindo ideologias de extrema direita", entre outros fatores.
"Estamos em negociações contínuas com as autoridades argentinas e seus representantes em Paris", disse Barrot nesta terça-feira, quando questionado em uma coletiva de imprensa sobre a situação na Casa Argentina e a carta da prefeitura de Paris, sem dar mais detalhes.