CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco condenou o suicídio assistido como um desvio inaceitável da ética médica nesta quarta-feira, enquanto o Parlamento italiano retomou as discussões sobre uma lei para regular o procedimento.

Falando em sua audiência geral, Francisco elogiou as práticas de cuidados paliativos com o objetivo de ajudar pacientes terminais a viverem da maneira mais confortável e humana quanto for possível.

"Mas precisamos ter cuidado para não confundir essa ajuda com desvios inaceitáveis que levam a assassinatos", disse. "Precisamos acompanhar a morte, não provocar a morte ou auxiliar qualquer tipo de suicídio."

A Corte Constitucional da Itália descriminalizou parcialmente o suicídio assistido sob certas condições, se as autoridades sanitárias locais e um conselho de ética aprovarem. Mas o tribunal também afirmou que o Parlamento deve aprovar uma lei para regular a prática,
 
O projeto de lei que deve começar a ser discutido na tarde de quarta-feira permitiria que pacientes terminais buscassem o suicídio assistido pelo sistema de saúde nacional, e também protege médicos de eventuais processos legais.


Mas os partidos políticos italianos continuam profundamente divididos, com a centro-esquerda apoiando o projeto de maneira geral, e a centro-direita fazendo oposição.