O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos afirmou nesta quinta-feira, 28, que a reunião entre o chanceler húngaro, Péter Szijjártó, e a ministra Cristiane Britto não teve como objetivo organizar interferência externa no processo eleitoral brasileiro.


Na quarta-feira, 27, a Folha de S. Paulo revelou, com base em relatórios internos do governo, que Szijjártó perguntou à ministra se haveria algo que seu governo "poderia fazer para ajudar na reeleição do presidente Bolsonaro". Isso aconteceu no início de julho, durante uma reunião entre os dois em Londres, Inglaterra.

A pasta divulgou uma nota na qual diz que a ministra "manteve diálogo republicano e cordial com o ministro húngaro Peter Szijjarto".

"A interpretação de uma mensagem de apoio e simpatia entre autoridades proferida em reunião pública e oficial como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro extrapola todos os limites da razoabilidade", afirma o comunicado. "A ministra e toda a comitiva entenderam que o posicionamento do representante húngaro ocorreu em demonstração de apreço, no sentido de prestar apoio público a esta gestão, e nunca de interferência daquele país no processo eleitoral brasileiro".