BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará, na próxima semana, a primeira viagem oficial para fora do país deste ano. Ele cumprirá agenda no Panamá nos dias 27 e 28 de janeiro para participar do Fórum Econômico Internacional da América Latina.  

Além de ser a primeira viagem internacional neste ano, está será a primeira visita de Lula ao país no atual mandato – a última foi em 2007, quando ele cumpria a segunda gestão à frente do Palácio do Planalto. 

Na quarta-feira (28/1), o presidente marcará presença na sessão inaugural do Fórum. Ele será o segundo a discursar, depois do presidente do Panamá, José Raúl Mulino. A intenção do evento é discutir desafios da América Latina.  

A programação da viagem oficial conta ainda com uma reunião entre os presidentes do Brasil e do Panamá e uma visita de Lula ao Canal do Panamá, uma hidrovia que liga o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico e favorece o comércio marítimo. 

Também estarão no Fórum os presidentes Rodrigo Paz (Bolívia), Daniel Noboa (Equador) e José Antonio Kast (eleito no Chile), além da primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, e do primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness. 

O Brasil tem interesse direto no evento. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve assinar um acordo de cooperação e facilitação de investimentos para facilitar a circulação de capital produtivo entre os dois países. 

Em 2025, a relação econômica entre Brasil e Panamá teve expansão e o intercâmbio comercial saltou 78%, com uma marca de US$ 1,6 bilhão. O impulso se deu sobretudo pelas exportações brasileiras de petróleo e derivados. 

Outras viagens de Lula 

Ainda neste início de ano, Lula deve visitar outros países. Em dezembro, o presidente informou que pretende visitar a Coreia do Sul e a Índia em fevereiro, e a Alemanha em abril. No país europeu, ele deve participar da Feira de Hannover, evento voltado ao desenvolvimento industrial. 

Nos meses seguintes, a tendência é que Lula foque em agendas pelo Brasil, principalmente finalizando entregas de seu terceiro governo, pensando nas eleições de outubro. A expectativa é que o petista seja candidato à reeleição como o nome da direita, em uma tentativa para ocupar pela quarta vez o gabinete presidencial no Palácio do Planalto.