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string(77) "Iêmen: mais de 80 morrem em dois dias de confrontos entre rebeldes e governo"
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Mais de 80 combatentes morreram no Iêmen na quinta-feira (3) em confrontos entre as forças pró-governo e os rebeldes houthis, informaram nesta sexta-feira (4) fontes dos dois lados.
A trégua entre o governo iemenita e os houthis, alcançada em 2022, foi rompida em julho, em um cenário de crescente instabilidade regional devido à guerra entre Estados Unidos e Irã que começou em 28 de fevereiro.
Desde então, os rebeldes, aliados de Teerã, intensificaram os ataques contra posições militares e áreas sob controle do governo reconhecido pela comunidade internacional e apoiado pela Arábia Saudita.
Ainda na quinta-feira (3), combates violentos foram registrados após o lançamento, por parte dos houthis, de uma ofensiva terrestre apoiada por disparos de foguetes e ataques de drones perto das costas do Mar Vermelho e na região de Taiz.
Dois comandantes militares iemenitas relataram nesta sexta-feira a morte de 39 soldados pró-governo desde quinta-feira (3). Do lado dos rebeldes, fontes médicas informaram pelo menos 42 combatentes mortos.
Uma fonte militar acusou os rebeldes de tentativa de tomar o controle de áreas próximas ao Estreito de Bab el-Mandeb, uma rota estratégica usada para ligar a Ásia à Europa através do Canal de Suez.
Os houthis não controlam atualmente nenhuma área com acesso direto ao Estreito de Bab el-Mandeb, mas dominam a cidade portuária de Hodeida, mais ao norte.
Panorama
Depois que as forças iranianas fecharam de fato o Estreito de Ormuz em fevereiro, Bab el-Mandeb, no extremo sul do Mar Vermelho, tornou-se a única rota marítima para exportar o petróleo da Arábia Saudita.
Mas desde julho, os houthis atacam com frequência navios sauditas e anunciaram um bloqueio marítimo contra Riade.
O Iêmen está em guerra civil desde 2014, quando os houthis iniciaram uma grande ofensiva a partir de seu reduto de Saada, no norte, perto da fronteira saudita, e tomaram o controle de amplas áreas do território, incluindo a capital Sanaa.
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A trégua entre o governo iemenita e os houthis, alcançada em 2022, foi rompida em julho, em um cenário de crescente instabilidade regional devido à guerra entre Estados Unidos e Irã que começou em 28 de fevereiro.
Desde então, os rebeldes, aliados de Teerã, intensificaram os ataques contra posições militares e áreas sob controle do governo reconhecido pela comunidade internacional e apoiado pela Arábia Saudita.
Ainda na quinta-feira (3), combates violentos foram registrados após o lançamento, por parte dos houthis, de uma ofensiva terrestre apoiada por disparos de foguetes e ataques de drones perto das costas do Mar Vermelho e na região de Taiz.
Dois comandantes militares iemenitas relataram nesta sexta-feira a morte de 39 soldados pró-governo desde quinta-feira (3). Do lado dos rebeldes, fontes médicas informaram pelo menos 42 combatentes mortos.
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Os houthis não controlam atualmente nenhuma área com acesso direto ao Estreito de Bab el-Mandeb, mas dominam a cidade portuária de Hodeida, mais ao norte.
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Depois que as forças iranianas fecharam de fato o Estreito de Ormuz em fevereiro, Bab el-Mandeb, no extremo sul do Mar Vermelho, tornou-se a única rota marítima para exportar o petróleo da Arábia Saudita.
Mas desde julho, os houthis atacam com frequência navios sauditas e anunciaram um bloqueio marítimo contra Riade.
O Iêmen está em guerra civil desde 2014, quando os houthis iniciaram uma grande ofensiva a partir de seu reduto de Saada, no norte, perto da fronteira saudita, e tomaram o controle de amplas áreas do território, incluindo a capital Sanaa.