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Trata-se de um sinal diário da crise que vive Monterrey — e todo o Estado de Nuevo León, no norte do México: há mais de 6.000 desaparecidos, segundo dados oficiais.
Mas foi o recente aumento de casos, especialmente de meninas muito jovens, que disparou todos os alarmes sobre a insegurança que perturba o cotidiano de milhares de mulheres.
"Como eu sei que você é jornalista? Por que você não usa um gravador?", me pergunta desconfiada Guadalupe, uma mulher que estava em um café depois das 22h na cidade velha de Monterrey.
"Já tinha notado que você andou até lá e depois se aproximou... Estamos em alerta constante, chegamos a esse ponto", confessa sua amiga Diana, sentada à mesma mesa na animada rua José María Morelos, uma área repleta de bares e restaurantes.
Ambas as mulheres dizem que se recusam a "viver com medo, trancadas", mas admitem que esta noite "pensaram um pouco mais" antes de sair sozinhas. "Estamos mais atentas, não temos escolha a não ser cuidar de nós mesmas. É triste, mas é assim."
Outras mulheres, no entanto, optam por desistir de seu direito de aproveitar a noite.
No conhecido Morelos Salon, um bar próximo com música ao vivo, frequentadores dizem que "desde o caso Debanhi" (Debanhi Escobar, uma jovem que foi encontrada morta em uma cisterna de hotel em abril) menos pessoas vão lá e muitas saem mais cedo do que costumavam.
Nuevo León ocupa o noticiário desde o início de abril, quando a imprensa local noticiou o desaparecimento de oito jovens em apenas dez dias, a maioria delas na capital Monterrey e em sua região metropolitana.
Segundo dados oficiais, 376 mulheres foram dadas como desaparecidas este ano neste Estado, a partir de 12 de maio. Destas, 48 permanecem como "não localizadas" e seis foram encontradas mortas.
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