array(31) {
["id"]=>
int(140974)
["title"]=>
string(73) "A dura batalha na OMC para liberar as patentes das vacinas contra a Covid"
["content"]=>
string(5877) "IMUNIZAÇÃO
Os ministros da OMC avançaram nesta segunda-feira (13) nas discussões sobre a possibilidade de liberar as patentes das vacinas contra a Covid-19, com o objetivo de virar a página dos erros cometidos durante a pandemia.
A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala fez da luta contra a pandemia de coronavírus uma prioridade desde sua chegada ao comando da Organização Mundial do Comércio (OMC) em março de 2021.
"Acabem com o apartheid de vacinas!", dizia a faixa de algumas ONGs que protestaram em frente à organização nesta segunda-feira.
Na reunião ministerial da OMC, prevista para acontecer até 15 de junho em Genebra, dois textos estão sendo debatidos: um deles visa facilitar a circulação dos componentes e produtos necessários para combater esta e futuras pandemias; e o segundo para permitir a liberação temporária das patentes das vacinas contra a Covid-19.
Esta última questão divide. Por um lado, a indústria farmacêutica e a Suíça consideram que enfraquece a propriedade intelectual. Por outro, as ONGs acreditam que o texto não é suficientemente ambicioso para ser eficaz.
Para o embaixador suíço Markus Schlagenhof, delegado de acordos comerciais, "fingir que uma ampla isenção da propriedade intelectual resolveria o problema não corresponde à realidade".
"A propriedade intelectual não é parte do problema e sim da solução", acrescentou.
A ministra britânica do Comércio Internacional, Anne-Marie Trevelyan, destacou no Twitter que o desafio era conquistar "uma solução satisfatória para as empresas e governos".
O resultado das discussões ainda é incerto. Como a OMC funciona por consenso, todos os 164 países membros devem estar de acordo.
- "Escolhemos a morte" -
Mais de dois anos após o surgimento da Covid-19, as taxas de vacinação continuam insuficientes nos países pobres, especialmente na África.
E embora as vacinas agora sejam produzidas em quantidades suficientes, no auge da pandemia eram muito escassas nos países pobres.
Em seu discurso, o ministro do Comércio da Índia, Piyush Goyal, lamentou a "falta de reação rápida" da OMC.
"Os países ricos precisam fazer uma introspecção! Devemos abaixar a cabeça de vergonha por não termos respondido a tempo à pandemia", disse.
A Índia suspendeu suas exportações de vacinas por muitos meses para atender às necessidades de sua população, apesar de ser o principal fornecedor do sistema internacional de entrega Covax.
De acordo com a diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, "durante uma pandemia, compartilhar tecnologia é uma questão de vida ou morte, e nós escolhemos a morte".
O projeto de acordo sobre propriedade intelectual estabelece que os "países em desenvolvimento que cumpram os requisitos" podem produzir vacinas "sem o consentimento do titular dos direitos por meio de qualquer instrumento disponível na lei" daquele país.
Mas os negociadores deixaram vários colchetes indicando áreas não resolvidas. Por exemplo, o projeto de acordo propõe que os países em desenvolvimento com capacidade para exportar vacinas sejam "encorajados" a não fazer uso da liberação de patentes.
Os países em desenvolvimento cuja participação nas exportações globais de doses da vacina contra a Covid-19 em 2021 foi superior a 10% também devem ser impedidos de liberar patentes, o que exclui de fato a China.
A China prometeu não usar as facilidades concedidas aos países em desenvolvimento no esboço do acordo, mas, segundo vários diplomatas, os Estados Unidos gostariam de vê-la se comprometer por escrito.
O texto prevê a possibilidade de estender o acordo a testes e tratamentos seis meses após sua adoção, mas ainda não há consenso sobre esse ponto.
O segundo texto destaca as limitações que alguns países sofrem no fornecimento de vacinas, tratamentos, ferramentas de diagnóstico e outros produtos médicos essenciais relacionados à Covid.
Exige que quaisquer medidas comerciais de emergência para combater a Covid sejam "direcionadas, proporcionais, transparentes e temporárias, e não criem barreiras desnecessárias ao comércio ou interrupções desnecessárias nas cadeias".
"
["author"]=>
string(3) "AFP"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(592870)
["filename"]=>
string(13) "mcvacinas.jpg"
["size"]=>
string(6) "245424"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(9) "marquivo/"
}
["image_caption"]=>
string(29) "Foto: Frederic J. BROWN / AFP"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(0) ""
["author_slug"]=>
string(3) "afp"
["views"]=>
int(197)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(73) "a-dura-batalha-na-omc-para-liberar-as-patentes-das-vacinas-contra-a-covid"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(428)
["name"]=>
string(13) "Internacional"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(13) "internacional"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(428)
["name"]=>
string(13) "Internacional"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(13) "internacional"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-06-13 19:54:08.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-06-13 19:54:08.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2022-06-13T20:00:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(22) "marquivo/mcvacinas.jpg"
}
IMUNIZAÇÃO
Os ministros da OMC avançaram nesta segunda-feira (13) nas discussões sobre a possibilidade de liberar as patentes das vacinas contra a Covid-19, com o objetivo de virar a página dos erros cometidos durante a pandemia.
A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala fez da luta contra a pandemia de coronavírus uma prioridade desde sua chegada ao comando da Organização Mundial do Comércio (OMC) em março de 2021.
"Acabem com o apartheid de vacinas!", dizia a faixa de algumas ONGs que protestaram em frente à organização nesta segunda-feira.
Na reunião ministerial da OMC, prevista para acontecer até 15 de junho em Genebra, dois textos estão sendo debatidos: um deles visa facilitar a circulação dos componentes e produtos necessários para combater esta e futuras pandemias; e o segundo para permitir a liberação temporária das patentes das vacinas contra a Covid-19.
Esta última questão divide. Por um lado, a indústria farmacêutica e a Suíça consideram que enfraquece a propriedade intelectual. Por outro, as ONGs acreditam que o texto não é suficientemente ambicioso para ser eficaz.
Para o embaixador suíço Markus Schlagenhof, delegado de acordos comerciais, "fingir que uma ampla isenção da propriedade intelectual resolveria o problema não corresponde à realidade".
"A propriedade intelectual não é parte do problema e sim da solução", acrescentou.
A ministra britânica do Comércio Internacional, Anne-Marie Trevelyan, destacou no Twitter que o desafio era conquistar "uma solução satisfatória para as empresas e governos".
O resultado das discussões ainda é incerto. Como a OMC funciona por consenso, todos os 164 países membros devem estar de acordo.
- "Escolhemos a morte" -
Mais de dois anos após o surgimento da Covid-19, as taxas de vacinação continuam insuficientes nos países pobres, especialmente na África.
E embora as vacinas agora sejam produzidas em quantidades suficientes, no auge da pandemia eram muito escassas nos países pobres.
Em seu discurso, o ministro do Comércio da Índia, Piyush Goyal, lamentou a "falta de reação rápida" da OMC.
"Os países ricos precisam fazer uma introspecção! Devemos abaixar a cabeça de vergonha por não termos respondido a tempo à pandemia", disse.
A Índia suspendeu suas exportações de vacinas por muitos meses para atender às necessidades de sua população, apesar de ser o principal fornecedor do sistema internacional de entrega Covax.
De acordo com a diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, "durante uma pandemia, compartilhar tecnologia é uma questão de vida ou morte, e nós escolhemos a morte".
O projeto de acordo sobre propriedade intelectual estabelece que os "países em desenvolvimento que cumpram os requisitos" podem produzir vacinas "sem o consentimento do titular dos direitos por meio de qualquer instrumento disponível na lei" daquele país.
Mas os negociadores deixaram vários colchetes indicando áreas não resolvidas. Por exemplo, o projeto de acordo propõe que os países em desenvolvimento com capacidade para exportar vacinas sejam "encorajados" a não fazer uso da liberação de patentes.
Os países em desenvolvimento cuja participação nas exportações globais de doses da vacina contra a Covid-19 em 2021 foi superior a 10% também devem ser impedidos de liberar patentes, o que exclui de fato a China.
A China prometeu não usar as facilidades concedidas aos países em desenvolvimento no esboço do acordo, mas, segundo vários diplomatas, os Estados Unidos gostariam de vê-la se comprometer por escrito.
O texto prevê a possibilidade de estender o acordo a testes e tratamentos seis meses após sua adoção, mas ainda não há consenso sobre esse ponto.
O segundo texto destaca as limitações que alguns países sofrem no fornecimento de vacinas, tratamentos, ferramentas de diagnóstico e outros produtos médicos essenciais relacionados à Covid.
Exige que quaisquer medidas comerciais de emergência para combater a Covid sejam "direcionadas, proporcionais, transparentes e temporárias, e não criem barreiras desnecessárias ao comércio ou interrupções desnecessárias nas cadeias".