RACISMO

O atacante brasileiro Vini Jr., do Real Madrid, se pronunciou na noite desta terça-feira (17/2) sobre a acusação de injúria racial contra o ponta argentino Gianluca Prestianni, do Benfica. Em uma publicação no Instagram, o camisa 7 chamou racistas de “covardes” e criticou a eficácia do protocolo antirracista.

Leia a mensagem de Vini Jr.:

“Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam colocar a camisa na boca para demonstrar como são fracos.

Mas, eles têm, ao lado, proteção de outros que, teoricamente, têm a obrigação de punir. Nada do que aconteceu hoje é novidade na minha vida e da minha família.

Eu recebi cartão amarelo por comemorar um gol. Ainda sem entender o porquê disso. Do outro lado, apenas um protocolo mal executado e que de nada serviu.

Não gosto de aparecer em situações como essa, ainda mais depois de uma grande vitória e que as manchetes têm que ser sobre o Real Madrid, mas é necessário”

Entenda o caso

A vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica nesta terça-feira (17/2), pela partida de ida dos playoffs da Champions League, ficou marcada por um episódio lamentável. Pouco depois de fazer um golaço, o atacante brasileiro Vini Jr. acusou o ponta argentino Gianluca Prestianni, do clube português, de injúria racial.

Aos quatro minutos do segundo tempo, Vini marcou um belíssimo gol para decretar a vitória madridista no Estádio da Luz, em Lisboa, capital de Portugal, pela partida de ida dos playoffs da Champions League. Na comemoração, o brasileiro dançou na bandeirinha de escanteio, e o zagueiro argentino Otamendi, do Benfica, foi cobrá-lo.

O árbitro Benoît Bastien (França), então, deu cartão amarelo ao jogador do Real Madrid pela comemoração. Em seguida, ouviu de Vini que o ponta do Benfica o teria chamado de ‘mono’ (‘macaco’ em espanhol) e ativou o protocolo antirracismo, que paralisou a partida por cerca de dez minutos.

 O xingamento, segundo o brasileiro, ocorreu em um momento em que o argentino tapou a boca com a camisa. O VAR chegou a analisar o momento, mas não conseguiu identificar a injúria racial – a leitura labial ficou impossível.

 Nesse período, um desentendimento geral tomou conta do gramado e das arquibancadas. Quando a bola voltou a rolar, aos 14 minutos, torcedores do Benfica passaram a vaiar e hostilizar Vini Jr, que chegou a levar uma garrafa de água no braço direito nos instantes finais.