SELEÇÃO BRASILEIRA

Fim da linha para Dorival Júnior na Seleção Brasileira. Em reunião na tarde desta sexta-feira (28/3), o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, comunicou ao técnico a decisão de demiti-lo.

A Confederação Brasileira de Futebol informa que o técnico Dorival Júnior não comanda mais a Seleção Brasileira. A direção agradece ao profissional e deseja sucesso na continuidade de sua carreira. A partir de agora, a CBF vai trabalhar em busca do substituto.

Nota da CBF

Dorival vivia o período de maior pressão à frente do selecionado nacional desde que foi anunciado no cargo, em 10 de janeiro de 2024, para o lugar do demitido Fernando Diniz. A situação se agravou por causa do mau desempenho e ficou insustentável após a goleada por 4 a 1 sofrida diante da Argentina, nessa terça-feira (25/3).

Desde então, Ednaldo se movimentou nos bastidores para definir os rumos da Seleção. Foi quando agendou a conversa com Dorival para demiti-lo nesta sexta, na sede da CBF, no Rio de Janeiro.

Carlo Ancelotti e Jorge Jesus são opções

Desejo antigo, o técnico italiano Carlo Ancelotti é a ficha número 1 da entidade. A negociação, contudo, é complexa. Afinal, o comandante de 65 anos tem contrato até junho de 2026 com o Real Madrid.

“O contrato é claro, então não tenho nada a acrescentar a isso. Tenho muito carinho pela Seleção Brasileira, seus jogadores e a torcida, mas tenho contrato com o Real Madrid”, resumiu Ancelotti, em entrevista coletiva nesta sexta.

Outra opção bem avaliada pela cúpula da CBF é o português Jorge Jesus, de 70 anos. O ídolo do Flamengo tem vínculo com o Al-Hilal, da Arábia Saudita, até o meio deste ano.

JJ já declarou mais de uma vez que gostaria de treinar a Seleção Brasileira. Um eventual acordo com o português é visto como mais simples do que com Ancelotti.

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O português Jorge Jesus é treinador do Al-Hilal(foto: Divulgação/Al-Hilal)

Desempenho de Dorival Júnior

Dorival Júnior, de 62 anos, chegou à Seleção Brasileira credenciado por títulos conquistados no comando de Flamengo (Copa do Brasil e Copa Libertadores de 2022) e São Paulo (Copa do Brasil de 2023). No entanto, não conseguiu repetir o sucesso na CBF.

O experiente técnico permaneceu no cargo durante pouco mais de um ano e dois meses. Foram 16 jogos, com sete vitórias, sete empates e duas derrotas – um aproveitamento de 58,3%.

Com Dorival, o Brasil marcou 25 gols. O principal ponto baixo foi o desempenho defensivo, com 17 gols sofridos, média de mais de um por partida.

Durante todo o período, não contou com o atacante Neymar, um dos principais jogadores brasileiros, por questões físicas.

Mesmo assim, a trajetória começou de forma promissora diante de rivais de peso. Em março de 2024, a Seleção venceu a Inglaterra (1 a 0) em Wembley e empatou com a Espanha (3 a 3) no Santiago Bernabéu.

Os passos seguintes não foram tão seguros. O Brasil perdeu para o Uruguai nas quartas de final da Copa América de 2024 e tem números que não empolgam nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026, a ser disputada em Estados Unidos, Canadá e México.

A Seleção caiu da terceira para a quarta posição após a goleada para a Argentina no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, pela 14ª rodada. São cinco vitórias, seis empates, três derrotas e 21 pontos ganhos – dez a menos que a maior rival, líder e já classificada à Copa.

Os próximos compromissos, já sob nova direção, serão em junho. O Brasil visita o Equador e recebe o Paraguai, pelas rodadas 15 e 16 das Eliminatórias, respectivamente.