array(31) {
["id"]=>
int(140593)
["title"]=>
string(75) "Messi e Argentina querem fazer da vitória um hábito antes da ida ao Qatar"
["content"]=>
string(5612) "SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Bicampeão europeu e vencedor do Campeonato Inglês, o lendário técnico Brian Clough foi questionado sobre qual título daquele seu Nottingham Forest considerava mais importante. Bem ao seu estilo, surpreendeu: nomeou a Copa Anglo-Escocesa de 1977. Um torneio obscuro, criado em 1975 e encerrado seis anos depois.
Clough tinha uma explicação: "Foi nosso primeiro troféu, e você precisa aprender a ganhar. Vencer é um hábito."
Lionel Messi e a Argentina querem colocar isso em prática nesta quarta-feira (1º). Às 16 horas (de Brasília), a equipe enfrenta a Itália, no estádio de Wembley, na Inglaterra, na primeira partida entre os campeões da Copa América e da Eurocopa.
O confronto nasceu de um acordo entre Uefa e Conmebol e recebeu o nome de "Finalíssima". No Brasil, terá transmissão da ESPN e do Star +.
"Ter conseguido algo com a seleção depois de tantos verões tristes de finais perdidas... A felicidade foi completa", disse Messi, em entrevista nesta semana para o canal argentino TyC.
A Argentina conquistou um título em 2021 depois de 28 anos de espera. Levantou o troféu da Copa América no Maracanã ao derrotar a seleção brasileira por 1 a 0. Foi um alívio para o camisa 10, Di María e Otamendi, os representantes em campo da geração que se especializou em perder decisões. Havia sido derrotada nas finais da Copa do Mundo de 2014 e nos torneios continentais de 2015 e 2016.
Sem entrar no mérito da importância de derrotar a Itália nesta quarta-feira, seria o segundo título em dois anos. E vencer é um hábito, como diria Clough. Ainda mais a seis meses do início da Copa do Mundo. Possivelmente o último Mundial de Messi. No próximo dia 24, ele completará 35 anos.
A Argentina, campeã sul-americana, estará no Qatar em novembro. A Itália, vencedora da Eurocopa, não. Pela segunda vez consecutiva, o time caiu nas eliminatórias e em casa. Ao se lembrar disso, Messi disse ser "uma loucura" a Azzurra estar ausente.
Vai servir também para a equipe de Lionel Scaloni ter algo que o Brasil não conseguiu até agora: disputar partidas contra europeus na preparação para o Mundial. Depois da Itália, a Argentina vai enfrentar a Espanha. Nos meses que antecederam a Copa de 2018 também houve este confronto, que prenunciou o caos que seria a campanha na Rússia da seleção então comandada por Jorge Sampaoli: 6 a 1 para os espanhóis.
Tudo é bem diferente quatro anos depois. Lionel Scaloni, membro periférico da comissão de Sampaoli, assumiu o cargo de técnico de forma interina e estabilizou o barco. Conseguiu o que a Argentina não tem desde 2014 com Alejandro Sabella: um equilíbrio entre defesa e ataque e Lionel Messi feliz.
Ele já havia dito no passado que seu período com Sabella havia sido o melhor com a camisa alviceleste. O 10 já foi comandado também por José Pekerman, Alfio Basile, Diego Maradona, Sergio Batista, Gerardo Martino, Edgardo Bauza e Jorge Sampaoli.
A Argentina entra em campo nesta quarta com uma invencibilidade de 1.064 dias. São 31 jogos sem perder. A última derrota ocorreu em 2 de julho de 2019 para o Brasil, no Mineirão, na semifinal da Copa América. Um jogo de arbitragem contestada, em que Messi acusou a Conmebol de ter favorecido a seleção da casa.
Desde 2002 a Argentina não chega tão bem, na questão moral, a uma Copa do Mundo. Isso não necessariamente é bom sinal porque aquela equipe do torneio na Coreia do Sul e no Japão, dirigida por Marcelo Bielsa, conseguiu a façanha de ser eliminada na fase de grupos, apesar de ter uma das melhores gerações da história do futebol no país.
Mas o momento ao menos dá aos jogadores, à comissão técnica e ao astro maior do time a chance de trabalhar em paz antes da viagem a Doha em novembro.
"Faz algum tempo que vejo as pessoas, a imprensa –que foi duríssima no passado–, falarem de outra maneira [da seleção], com mais respeito. Sentir esse respaldo é bonito. O que estamos vivendo neste grupo depois de haver ganhado a Copa América é bonito", completou Messi, que ainda considera injustas as críticas à geração anterior, marcada pelas derrotas nas finais.
Ele também lembrou que "não só importa ganhar". Mas a tranquilidade que comemora agora na seleção argentina mostra o contrário. Ainda mais quando se torna um hábito.
"
["author"]=>
string(10) "FolhaPress"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(592428)
["filename"]=>
string(10) "messi2.jpg"
["size"]=>
string(5) "40979"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(5) "site/"
}
["image_caption"]=>
string(12) " © Reuters"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(83) "A Argentina, campeã sul-americana, estará no Qatar em novembro
"
["author_slug"]=>
string(10) "folhapress"
["views"]=>
int(155)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(73) "messi-e-argentina-querem-fazer-da-vitoria-um-habito-antes-da-ida-ao-qatar"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(432)
["name"]=>
string(8) "Esportes"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#3f5206"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "esportes"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(432)
["name"]=>
string(8) "Esportes"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#3f5206"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "esportes"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-05-31 22:59:28.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-05-31 22:59:28.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2022-05-31T23:00:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(15) "site/messi2.jpg"
}
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Bicampeão europeu e vencedor do Campeonato Inglês, o lendário técnico Brian Clough foi questionado sobre qual título daquele seu Nottingham Forest considerava mais importante. Bem ao seu estilo, surpreendeu: nomeou a Copa Anglo-Escocesa de 1977. Um torneio obscuro, criado em 1975 e encerrado seis anos depois.
Clough tinha uma explicação: "Foi nosso primeiro troféu, e você precisa aprender a ganhar. Vencer é um hábito."
Lionel Messi e a Argentina querem colocar isso em prática nesta quarta-feira (1º). Às 16 horas (de Brasília), a equipe enfrenta a Itália, no estádio de Wembley, na Inglaterra, na primeira partida entre os campeões da Copa América e da Eurocopa.
O confronto nasceu de um acordo entre Uefa e Conmebol e recebeu o nome de "Finalíssima". No Brasil, terá transmissão da ESPN e do Star +.
"Ter conseguido algo com a seleção depois de tantos verões tristes de finais perdidas... A felicidade foi completa", disse Messi, em entrevista nesta semana para o canal argentino TyC.
A Argentina conquistou um título em 2021 depois de 28 anos de espera. Levantou o troféu da Copa América no Maracanã ao derrotar a seleção brasileira por 1 a 0. Foi um alívio para o camisa 10, Di María e Otamendi, os representantes em campo da geração que se especializou em perder decisões. Havia sido derrotada nas finais da Copa do Mundo de 2014 e nos torneios continentais de 2015 e 2016.
Sem entrar no mérito da importância de derrotar a Itália nesta quarta-feira, seria o segundo título em dois anos. E vencer é um hábito, como diria Clough. Ainda mais a seis meses do início da Copa do Mundo. Possivelmente o último Mundial de Messi. No próximo dia 24, ele completará 35 anos.
A Argentina, campeã sul-americana, estará no Qatar em novembro. A Itália, vencedora da Eurocopa, não. Pela segunda vez consecutiva, o time caiu nas eliminatórias e em casa. Ao se lembrar disso, Messi disse ser "uma loucura" a Azzurra estar ausente.
Vai servir também para a equipe de Lionel Scaloni ter algo que o Brasil não conseguiu até agora: disputar partidas contra europeus na preparação para o Mundial. Depois da Itália, a Argentina vai enfrentar a Espanha. Nos meses que antecederam a Copa de 2018 também houve este confronto, que prenunciou o caos que seria a campanha na Rússia da seleção então comandada por Jorge Sampaoli: 6 a 1 para os espanhóis.
Tudo é bem diferente quatro anos depois. Lionel Scaloni, membro periférico da comissão de Sampaoli, assumiu o cargo de técnico de forma interina e estabilizou o barco. Conseguiu o que a Argentina não tem desde 2014 com Alejandro Sabella: um equilíbrio entre defesa e ataque e Lionel Messi feliz.
Ele já havia dito no passado que seu período com Sabella havia sido o melhor com a camisa alviceleste. O 10 já foi comandado também por José Pekerman, Alfio Basile, Diego Maradona, Sergio Batista, Gerardo Martino, Edgardo Bauza e Jorge Sampaoli.
A Argentina entra em campo nesta quarta com uma invencibilidade de 1.064 dias. São 31 jogos sem perder. A última derrota ocorreu em 2 de julho de 2019 para o Brasil, no Mineirão, na semifinal da Copa América. Um jogo de arbitragem contestada, em que Messi acusou a Conmebol de ter favorecido a seleção da casa.
Desde 2002 a Argentina não chega tão bem, na questão moral, a uma Copa do Mundo. Isso não necessariamente é bom sinal porque aquela equipe do torneio na Coreia do Sul e no Japão, dirigida por Marcelo Bielsa, conseguiu a façanha de ser eliminada na fase de grupos, apesar de ter uma das melhores gerações da história do futebol no país.
Mas o momento ao menos dá aos jogadores, à comissão técnica e ao astro maior do time a chance de trabalhar em paz antes da viagem a Doha em novembro.
"Faz algum tempo que vejo as pessoas, a imprensa –que foi duríssima no passado–, falarem de outra maneira [da seleção], com mais respeito. Sentir esse respaldo é bonito. O que estamos vivendo neste grupo depois de haver ganhado a Copa América é bonito", completou Messi, que ainda considera injustas as críticas à geração anterior, marcada pelas derrotas nas finais.
Ele também lembrou que "não só importa ganhar". Mas a tranquilidade que comemora agora na seleção argentina mostra o contrário. Ainda mais quando se torna um hábito.