Presidente do Palmeiras e da Crefisa e FAM, as duas empresas que patrocinam o clube paulista, Leila Pereira aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para integrar o Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável. 

A informação foi primeiramente publicada pelo portal Metrópoles e confirmada pelo Estadão. A participação no colegiado, batizado de 'Conselhão', não impede que Leila e os outros conselheiros mantenham suas atividades na esfera privada. O Conselhão é composto por representantes da sociedade civil, que assessoram o presidente da República em todas as áreas de atuação do Poder Executivo Federal.

Fazem parte do grupo outras mulheres de destaque em suas áreas, como a apresentadora e chef de cozinha Bela Gil, a empresária Luiza Trajano, a socióloga Neca Setubal, herdeira do Itaú Unibanco, a cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira e a diretora-geral do Uber no Brasil, Silvia Penna. Os cargos não são remunerados.

Leila Pereira é a quinta mulher mais rica do Brasil e ostenta a 45ª maior fortuna do País, de acordo com a Forbes, revista especializada em negócios e economia. Segundo a publicação, a empresária de 58 anos é dona de um patrimônio avaliado em R$ 7,2 bilhões.

A empresária carioca natural de Cambuci administra 11 empresas, incluindo a Crefisa e a FAM, além do Palmeiras, do qual foi eleita a primeira presidente mulher da história no fim de 2021.

Desde o início da parceria, as empresas de Leila já investiram mais de R$ 1 bilhão no Palmeiras, mas também obtiveram retorno financeiro considerável ao expor suas marcas, sobretudo em razão da visibilidade e dos títulos que a equipe ganhou nas últimas temporadas.

Leila Pereira, cabe lembrar, recebeu o ex-presidente Jair Bolsonaro no Allianz Parque em agosto do ano passado. Ele assistiu à vitória do Palmeiras sobre o Goiás no camarote da Crefisa. Ela presenteou Bolsonaro com uma camisa e posou para fotos com o ex-presidente.

CONSELHÃO

O colegiado reúne representantes de vários setores da sociedade civil em grupos temáticos: de dirigentes sindicais a empresários, passando por universidades e movimentos sociais.

O colegiado foi criado no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, mas acabou extinto em 2019, após a posse de Jair Bolsonaro até ser ressuscitado no início deste ano. As atividades ainda não começaram. Alguns nomes já foram anunciados pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

O governo vai usar o conselho para pôr em discussão temas cruciais, como a reforma tributária e até mesmo o novo arcabouço fiscal, além da sustentabilidade, um dos pilares da agenda de desenvolvimento anunciada por Lula em sua campanha.