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string(10315) "O vôlei brasileiro ganhou três novos nomes no Hall da Fama da modalidade. Fabi Alvim, Alison “Mamute” Cerutti e Ary Graça foram oficialmente homenageados neste sábado (17), durante cerimônia realizada em Holyoke, Massachusetts, nos Estados Unidos, cidade considerada o berço do vôlei.
Bicampeã olímpica com a seleção brasileira, Fabi Alvim fez história ao se tornar a primeira líbero mulher a integrar o Hall da Fama do vôlei. A ex-jogadora foi reconhecida pela trajetória de duas décadas na modalidade e pelo impacto que teve na valorização de uma posição que, muitas vezes, atua longe dos holofotes.
Aos 46 anos, Fabi recebeu a homenagem emocionada e lembrou das dificuldades enfrentadas desde a infância, quando começou a jogar bola no bairro de Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
“Naquela época, uma menina que escolhia brincar com bola no meio dos meninos causava estranheza. A minha trajetória era, por si só, improvável. O lugar de onde vim, as barreiras que enfrentei pela ausência de padrões a seguir no vôlei, tudo parecia dizer não. Mas, de alguma forma, o improvável virou meu combustível”, contou.
Líbero
A posição de líbero surgiu oficialmente no vôlei em 1998, justamente no período em que Fabi começava a construir sua carreira. Ela passou por equipes como Macaé, Flamengo, Vasco, Campos e Rio de Janeiro, atual Sesc-Flamengo, além de se tornar uma das principais referências da seleção brasileira.
Fabi conquistou duas medalhas de ouro olímpicas e foi campeã da Superliga em dez ocasiões. Para o Hall da Fama, sua trajetória teve um “impacto revolucionário” e influenciou diferentes gerações de atletas.
O reconhecimento também destaca a maneira como a jogadora transformou a percepção sobre a função de líbero, mostrando que uma atleta especializada na defesa poderia ser decisiva para a conquista de títulos.
Durante a cerimônia, Fabi falou ainda sobre o significado de exercer uma posição que tem como principal característica o trabalho coletivo. “Ser líbero é aprender na pele o verdadeiro significado do altruísmo. É entender o valor de servir. Em um esporte que vive e respira a contagem de pontos, passei 20 anos sem fazer nenhum e nunca, nem por um segundo, me senti menos importante por isso.”
No espaço dedicado a ela no Hall da Fama, foram deixadas fotografias de momentos marcantes da carreira e o uniforme utilizado durante a campanha do bicampeonato olímpico em Londres, em 2012.
“Estar aqui hoje desperta em mim um orgulho e uma honra que mal cabem no meu peito. Olhar para o lado e ver que agora faço parte do mesmo time dos maiores ídolos da minha vida é algo que jamais imaginei. Sendo muito honesta, eu não tinha nem essa pretensão”, afirmou.
Mamute também entra para a história
Outro brasileiro homenageado foi Alison “Mamute” Cerutti, um dos principais nomes do vôlei de praia do país nas últimas décadas. Campeão olímpico na Rio 2016 ao lado de Bruno Schmidt, Alison também conquistou a medalha de prata nos Jogos de Londres 2012. Ele ainda disputou a Olimpíada de Tóquio 2020 e foi bicampeão do circuito mundial.
Na sede do Hall da Fama, o ex-jogador deixou objetos que marcaram sua trajetória, entre eles o boné, os óculos e a camisa usados na conquista do ouro olímpico nas areias de Copacabana, há dez anos.
A biografia apresentada pela instituição destaca a combinação de força física, capacidade atlética e intensidade competitiva que transformou Alison em um dos principais nomes do vôlei de praia moderno.
Durante o discurso, o brasileiro relembrou os 24 anos de carreira, iniciada no Espírito Santo, e destacou a dimensão da homenagem.
“É motivo de muito orgulho estar aqui para receber esta homenagem e pensar que, a partir de hoje, estarei junto de tantos grandes nomes, de tantos brasileiros, que brilharam nas areias e nas quadras. É difícil entender o tamanho de tudo isso.”
O terceiro brasileiro incluído na turma de 2026 foi Ary Graça, na categoria destinada a líderes. Graça presidiu a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) entre 1997 e 2012. No último ano à frente da entidade, foi eleito presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), cargo que ocupou até 2014.
Durante sua passagem pela FIVB, foram criadas a Liga das Nações (VNL), que substituiu a Liga Mundial masculina e o Grand Prix feminino, e a Volleyball World, responsável por negócios relacionados a mídia, plataformas digitais, patrocínios e eventos.
Com os três novos nomes, o Hall da Fama passa a reunir 27 brasileiros entre jogadores, treinadores, árbitros e dirigentes. A lista inclui nomes como Ana Moser, Fernanda Venturini, Jackie Silva, Giba, Emanuel Rego, Ricardo Santos, José Roberto Guimarães, Bernardinho e Renan Dal Zotto.
Nove homenageados em 2026
Ao todo, nove personalidades foram escolhidas para integrar o Hall da Fama do vôlei em 2026. Além dos três brasileiros, a lista reúne representantes de diferentes países e áreas da modalidade.
O cubano Yoel “Joel” Despaigne tornou-se o primeiro atleta de Cuba a receber a honraria. Entre suas principais conquistas estão o ouro na Copa do Mundo de 1989 e a prata no Campeonato Mundial de 1990.
A norte-americana April Ross, do vôlei de praia, também foi homenageada. Ela conquistou o ouro olímpico em Tóquio 2020, além da prata em Londres 2012 e do bronze na Rio 2016.
A russa Ekaterina Gamova, medalhista de prata em Sydney 2000 e Atenas 2004, também passou a fazer parte do Hall da Fama. A ex-jogadora ainda conquistou dois títulos mundiais com a seleção russa.
Na categoria de treinadores, o escolhido foi o francês Laurent Tillie, que comandou a França na inédita conquista do ouro olímpico em Tóquio 2020, além de ter dois títulos da Liga Mundial.
O japonês Takashi Shimoyama foi reconhecido entre os árbitros. Ele participou de três edições dos Jogos Olímpicos: Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Sydney 2000.
Já Denis Le Breuilly foi homenageado pela trajetória de mais de quatro décadas no vôlei paralímpico, com trabalhos como árbitro, educador e gerente-geral da World ParaVolley.
Com a nova turma, o Hall da Fama passa a homenagear 194 personalidades de 28 países, entre atletas, técnicos, árbitros e dirigentes.
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Bicampeã olímpica com a seleção brasileira, Fabi Alvim fez história ao se tornar a primeira líbero mulher a integrar o Hall da Fama do vôlei. A ex-jogadora foi reconhecida pela trajetória de duas décadas na modalidade e pelo impacto que teve na valorização de uma posição que, muitas vezes, atua longe dos holofotes.
Aos 46 anos, Fabi recebeu a homenagem emocionada e lembrou das dificuldades enfrentadas desde a infância, quando começou a jogar bola no bairro de Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
“Naquela época, uma menina que escolhia brincar com bola no meio dos meninos causava estranheza. A minha trajetória era, por si só, improvável. O lugar de onde vim, as barreiras que enfrentei pela ausência de padrões a seguir no vôlei, tudo parecia dizer não. Mas, de alguma forma, o improvável virou meu combustível”, contou.
Líbero
A posição de líbero surgiu oficialmente no vôlei em 1998, justamente no período em que Fabi começava a construir sua carreira. Ela passou por equipes como Macaé, Flamengo, Vasco, Campos e Rio de Janeiro, atual Sesc-Flamengo, além de se tornar uma das principais referências da seleção brasileira.
Fabi conquistou duas medalhas de ouro olímpicas e foi campeã da Superliga em dez ocasiões. Para o Hall da Fama, sua trajetória teve um “impacto revolucionário” e influenciou diferentes gerações de atletas.
O reconhecimento também destaca a maneira como a jogadora transformou a percepção sobre a função de líbero, mostrando que uma atleta especializada na defesa poderia ser decisiva para a conquista de títulos.
Durante a cerimônia, Fabi falou ainda sobre o significado de exercer uma posição que tem como principal característica o trabalho coletivo. “Ser líbero é aprender na pele o verdadeiro significado do altruísmo. É entender o valor de servir. Em um esporte que vive e respira a contagem de pontos, passei 20 anos sem fazer nenhum e nunca, nem por um segundo, me senti menos importante por isso.”
No espaço dedicado a ela no Hall da Fama, foram deixadas fotografias de momentos marcantes da carreira e o uniforme utilizado durante a campanha do bicampeonato olímpico em Londres, em 2012.
“Estar aqui hoje desperta em mim um orgulho e uma honra que mal cabem no meu peito. Olhar para o lado e ver que agora faço parte do mesmo time dos maiores ídolos da minha vida é algo que jamais imaginei. Sendo muito honesta, eu não tinha nem essa pretensão”, afirmou.
Mamute também entra para a história
Outro brasileiro homenageado foi Alison “Mamute” Cerutti, um dos principais nomes do vôlei de praia do país nas últimas décadas. Campeão olímpico na Rio 2016 ao lado de Bruno Schmidt, Alison também conquistou a medalha de prata nos Jogos de Londres 2012. Ele ainda disputou a Olimpíada de Tóquio 2020 e foi bicampeão do circuito mundial.
Na sede do Hall da Fama, o ex-jogador deixou objetos que marcaram sua trajetória, entre eles o boné, os óculos e a camisa usados na conquista do ouro olímpico nas areias de Copacabana, há dez anos.
A biografia apresentada pela instituição destaca a combinação de força física, capacidade atlética e intensidade competitiva que transformou Alison em um dos principais nomes do vôlei de praia moderno.
Durante o discurso, o brasileiro relembrou os 24 anos de carreira, iniciada no Espírito Santo, e destacou a dimensão da homenagem.
“É motivo de muito orgulho estar aqui para receber esta homenagem e pensar que, a partir de hoje, estarei junto de tantos grandes nomes, de tantos brasileiros, que brilharam nas areias e nas quadras. É difícil entender o tamanho de tudo isso.”
O terceiro brasileiro incluído na turma de 2026 foi Ary Graça, na categoria destinada a líderes. Graça presidiu a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) entre 1997 e 2012. No último ano à frente da entidade, foi eleito presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), cargo que ocupou até 2014.
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Com os três novos nomes, o Hall da Fama passa a reunir 27 brasileiros entre jogadores, treinadores, árbitros e dirigentes. A lista inclui nomes como Ana Moser, Fernanda Venturini, Jackie Silva, Giba, Emanuel Rego, Ricardo Santos, José Roberto Guimarães, Bernardinho e Renan Dal Zotto.
Nove homenageados em 2026
Ao todo, nove personalidades foram escolhidas para integrar o Hall da Fama do vôlei em 2026. Além dos três brasileiros, a lista reúne representantes de diferentes países e áreas da modalidade.
O cubano Yoel “Joel” Despaigne tornou-se o primeiro atleta de Cuba a receber a honraria. Entre suas principais conquistas estão o ouro na Copa do Mundo de 1989 e a prata no Campeonato Mundial de 1990.
A norte-americana April Ross, do vôlei de praia, também foi homenageada. Ela conquistou o ouro olímpico em Tóquio 2020, além da prata em Londres 2012 e do bronze na Rio 2016.
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Com a nova turma, o Hall da Fama passa a homenagear 194 personalidades de 28 países, entre atletas, técnicos, árbitros e dirigentes.