FUTEBOL NACIONAL

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definiu a adoção imediata de 10 novas regras de arbitragem para as quatro divisões do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Feminino A1. A decisão foi tomada na segunda-feira (10), no Rio de Janeiro, em reunião com dirigentes para discutir a criação da Liga e a modernização do esporte no país.

A medida antecipa diretrizes da IFAB que seriam obrigatórias apenas em 2028. O objetivo central é combater o “cera” e aumentar o tempo de bola rolando, hoje na média de 52 minutos e 54 segundos na Série A — bem abaixo da meta de 60 minutos fixada pela Fifa.

Para a sustentação do projeto, a entidade anunciou um aporte de R$ 200 milhões em arbitragem entre 2026 e 2027. O presidente da CBF, Samir Xaud, ressaltou que a mudança depende do engajamento coletivo: “Esta é uma missão de todos: CBF, clubes e federações, cada um fazendo seu papel.”

Já o vice-presidente Gustavo Dias Henrique ponderou sobre a adaptação. “As mudanças são difíceis e requerem tempo. Estamos investindo valores milionários, mas não é de uma hora para outra que tudo muda”, declarou. A expectativa, segundo o diretor de arbitragem Netto Góes, é recuperar cerca de seis minutos de jogo útil por partida.

O conselho técnico volta a se reunir em 14 de setembro para tratar do calendário e da organização das competições.

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Em reunião, CBF e clubes aprovam adoção das regras introduzidas na Copa do Mundo para o futebol brasileiro em caráter imediato(foto: Luciana Vermell / CBF)

Veja as 10 novas regras adotadas no Brasil:

1. Oito segundos com o goleiro: Limite máximo para a bola nas mãos. Caso o tempo seja excedido, o adversário ganha um escanteio.

2. Cinco segundos no lateral: A contagem regressiva começa no momento em que o atleta pega a bola.

3. Cinco segundos no tiro de meta: Início da contagem após o apito do árbitro. Atrasos resultam em escanteio para o adversário.

4. Substituição em 10 segundos: Atleta substituído deve sair no ponto mais próximo de forma rápida, sem caminhar.

5. Um minuto fora após atendimento: Jogadores que receberem atendimento médico em campo devem aguardar um minuto do lado de fora.

6. Regra do atendimento ao goleiro: Caso o goleiro receba atendimento, um jogador de linha (escolhido pelo capitão do time) cumpre o tempo de um minuto fora.

7. Apenas o capitão fala: Somente o capitão tem permissão para dialogar com a arbitragem durante a partida.

8. Proibido cobrir a boca (“Protocolo Vini Jr”): Tapar a boca intencionalmente para discutir com o adversário gera cartão vermelho direto.

9. VAR no segundo amarelo: O árbitro de vídeo passa a revisar lances de segundo cartão amarelo que gerem expulsão.

10. VAR para escanteios incorretos: Revisão de escanteios dados erroneamente que resultem diretamente em gol ou pênalti.