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Servidores públicos preparam uma mobilização nacional para esta terça-feira (18) após ficarem de fora dos planos do governo de reajuste do funcionalismo público. O objetivo é pressionar o governo federal em busca de negociação para recomposição salarial. Com R$ 1,7 bilhão de reserva no Orçamento de 2022, apenas categoriais policiais devem receber aumento.
Esta deve ser a primeira de três paralisações gerais, com atos marcados para durante a manhã em frente ao Banco Central e durante a tarde no Ministério da Economia, no prédio onde fica o gabinete do ministro Paulo Guedes. Os dois locais ficam em Brasília (DF).
A expectativa de líderes sindicais é que essa seja o maior protesto desde 2015 da categoria. Os fóruns e organizações à frente da manifestação representam 1,2 milhão de servidores públicos de todo o país.
A mobilização foi iniciada pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), que reúne 37 entidades das categorias de diplomatas, policiais federais e judiciários, defensores públicos, procuradores, auditores fiscais, entre outros.
O ato ganhou o apoio do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), que reúne outras 26 entidades e defende que reposição salarial é um direito. “Sem reajuste há cinco anos e amargando mais de 10% de perdas somente em 2021, os servidores e servidoras públicos rejeitam aceitar mais um ano de congelamento salarial”, afirma o fórum.
A Fonasefe também acusa o governo federal a agir com “dois pesos e duas medidas” ao garantir aumento salarial para poucos beneficiados e recusar a negociação com as demais categorias.
A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Pùblico da União (Fenajufe), que também vai aderir ao ato, acusa o governo de “desrespeitar” os servidores públicos e de destacou que a decisão do governo de conceder aumento apenas para categorias policiais “escancara jogada interesseira em ano eleitoral”, pois “a categoria beneficiada é sabidamente eleitoreira do presidente”.
Resistente a abrir o Orçamento para outras classes, Guedes, afirmou em dezembro de 2021 não ser o “momento oportuno” para generalizar o reajuste do funcionalismo público, que pode custar cerca de R$ 4 bilhões aos cofres públicos.
Ele também enviou um texto a Bolsonaro afirmando que, se atender a todas as categorias, a medida poderia ser um risco para a economia do país, como mostrou o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Guedes teria dito que "quem pede aumento agora não quer pagar pela guerra contra o vírus" e "está dizendo: 'já tomei minha vacina, agora quero reposição de salário, não vou pagar pela guerra ao vírus'". Para o ministro, aumentar a folha do funcionalismo só seria possível após a aprovação da Reforma Administrativa pois, caso contrário, seria sinônimo de “inflação subindo”.
Na última quinta-feira (13), o ministro da Economia chegou a receber o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), Isac Moreno. A categoria está paralisada desde dezembro, quando houve uma debandada de chefes de unidades espalhadas pelo país. Não houve, porém, avanço na conversa.
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Esta deve ser a primeira de três paralisações gerais, com atos marcados para durante a manhã em frente ao Banco Central e durante a tarde no Ministério da Economia, no prédio onde fica o gabinete do ministro Paulo Guedes. Os dois locais ficam em Brasília (DF).
A expectativa de líderes sindicais é que essa seja o maior protesto desde 2015 da categoria. Os fóruns e organizações à frente da manifestação representam 1,2 milhão de servidores públicos de todo o país.
A mobilização foi iniciada pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), que reúne 37 entidades das categorias de diplomatas, policiais federais e judiciários, defensores públicos, procuradores, auditores fiscais, entre outros.
O ato ganhou o apoio do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), que reúne outras 26 entidades e defende que reposição salarial é um direito. “Sem reajuste há cinco anos e amargando mais de 10% de perdas somente em 2021, os servidores e servidoras públicos rejeitam aceitar mais um ano de congelamento salarial”, afirma o fórum.
A Fonasefe também acusa o governo federal a agir com “dois pesos e duas medidas” ao garantir aumento salarial para poucos beneficiados e recusar a negociação com as demais categorias.
A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Pùblico da União (Fenajufe), que também vai aderir ao ato, acusa o governo de “desrespeitar” os servidores públicos e de destacou que a decisão do governo de conceder aumento apenas para categorias policiais “escancara jogada interesseira em ano eleitoral”, pois “a categoria beneficiada é sabidamente eleitoreira do presidente”.
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Ele também enviou um texto a Bolsonaro afirmando que, se atender a todas as categorias, a medida poderia ser um risco para a economia do país, como mostrou o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Guedes teria dito que "quem pede aumento agora não quer pagar pela guerra contra o vírus" e "está dizendo: 'já tomei minha vacina, agora quero reposição de salário, não vou pagar pela guerra ao vírus'". Para o ministro, aumentar a folha do funcionalismo só seria possível após a aprovação da Reforma Administrativa pois, caso contrário, seria sinônimo de “inflação subindo”.
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