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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O diretor de Política Monetária do Banco Central e futuro presidente da instituição, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (2/12) que pode ser necessário manter a Selic (taxa básica de juros) elevada por mais tempo. "A economia está mais dinâmica, com desemprego em mínimos históricos e o real desvalorizado. Isso indica a necessidade de uma política monetária mais restritiva por mais tempo", disse, durante evento com investidores promovido pela XP.
No início do mês, o Banco Central decidiu intensificar o ritmo de alta e elevou a taxa em 0,5 ponto percentual, de 10,75% para 11,25% ao ano.
Galípolo também comentou sobre os efeitos da política fiscal recente, sugerindo que ela pode ter impulsionado o consumo e, consequentemente, a inflação. "Talvez a progresividade da política fiscal tenha colocado mais dinheiro na mão de pessoas com propensão a gastar", analisou. "E isso acabou se revelando num dinamismo superior ao que a gente imaginava."
O diretor afirmou que o principal objetivo do Banco Central agora é "reancorar as expectativas" inflacionárias do mercado, já que as projeções para 2025 e anos seguintes estão acima da meta oficial de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Inflação foge da meta e abre caminho para alta de juros
Ele reforçou que o Banco Central tem os meios necessários para atingir a meta e que a possibilidade de alterá-la não está em discussão.
"Esse é um não tema para diretor de Banco Central, diretor do Banco Central persegue meta, não tem debate sobre. É a determinação da meta. Já manifestei essa minha opinião várias vezes e é isso para gente. Já temos bastante coisa para olhar e se preocupar. O Banco Central tem instrumentos para cumprir [a meta]."
Galípolo baixa expectativas de juros do PT
Sobre a reação do mercado ao pacote de corte de gastos anunciado na semana passada pelo governo federal, Galípolo disse que houve uma volatilidade inicial "no sentido de digerir as informações", com a surpresa de mudança na tributação. "No início, houve uma dúvida se o IR [Imposto de Renda] estaria correlacionado com os gastos". Ele acredita que o Ministério da Fazenda seguirá explicando o pacote, com transparência.
Galípolo reforçou aos investidores a importância de garantir uma transição suave na presidência da autoridade monetária e manter a estabilidade institucional.
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"Sou integrante da gestão do Roberto [Campos Neto] e vamos seguir como ele cruzou. É um processo de passagem de bastão entre vários diretores que a gente vai seguindo ali e o importante é a gente conseguir preservar essa estabilidade e acho que está sendo importante essa mensagem", afirmou.
em.com.br
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O diretor de Política Monetária do Banco Central e futuro presidente da instituição, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (2/12) que pode ser necessário manter a Selic (taxa básica de juros) elevada por mais tempo. "A economia está mais dinâmica, com desemprego em mínimos históricos e o real desvalorizado. Isso indica a necessidade de uma política monetária mais restritiva por mais tempo", disse, durante evento com investidores promovido pela XP.
No início do mês, o Banco Central decidiu intensificar o ritmo de alta e elevou a taxa em 0,5 ponto percentual, de 10,75% para 11,25% ao ano.
Galípolo também comentou sobre os efeitos da política fiscal recente, sugerindo que ela pode ter impulsionado o consumo e, consequentemente, a inflação. "Talvez a progresividade da política fiscal tenha colocado mais dinheiro na mão de pessoas com propensão a gastar", analisou. "E isso acabou se revelando num dinamismo superior ao que a gente imaginava."
O diretor afirmou que o principal objetivo do Banco Central agora é "reancorar as expectativas" inflacionárias do mercado, já que as projeções para 2025 e anos seguintes estão acima da meta oficial de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Inflação foge da meta e abre caminho para alta de juros
Ele reforçou que o Banco Central tem os meios necessários para atingir a meta e que a possibilidade de alterá-la não está em discussão.
"Esse é um não tema para diretor de Banco Central, diretor do Banco Central persegue meta, não tem debate sobre. É a determinação da meta. Já manifestei essa minha opinião várias vezes e é isso para gente. Já temos bastante coisa para olhar e se preocupar. O Banco Central tem instrumentos para cumprir [a meta]."
Galípolo baixa expectativas de juros do PT
Sobre a reação do mercado ao pacote de corte de gastos anunciado na semana passada pelo governo federal, Galípolo disse que houve uma volatilidade inicial "no sentido de digerir as informações", com a surpresa de mudança na tributação. "No início, houve uma dúvida se o IR [Imposto de Renda] estaria correlacionado com os gastos". Ele acredita que o Ministério da Fazenda seguirá explicando o pacote, com transparência.
Galípolo reforçou aos investidores a importância de garantir uma transição suave na presidência da autoridade monetária e manter a estabilidade institucional.
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"Sou integrante da gestão do Roberto [Campos Neto] e vamos seguir como ele cruzou. É um processo de passagem de bastão entre vários diretores que a gente vai seguindo ali e o importante é a gente conseguir preservar essa estabilidade e acho que está sendo importante essa mensagem", afirmou.
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