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O momento de atenção que o setor vive está nítido nos resultados da Sondagem da Indústria da Construção, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada esta semana pela Cbic, apontando que a questão dos insumos incomoda 47,3% das empresas do setor. A preocupação se reflete na confiança do segmento.
Outro indicador que ajuda a entender o pé atrás das empresas neste início de ano é o Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela FGV-Ibre (Fundação Getúlio Vargas). Divulgado nesta quarta-feira (26), o indicador referente a janeiro aponta um recuo de 3,9 pontos em relação ao mês anterior, atingindo 92,8 pontos. Este é o menor nível desde junho de 2021, quando o registro foi de 92,4 pontos.
Repasse aos clientes
Em Minas, Renato Michel, presidente do Sinduscon-MG (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais), faz coro à entidade nacional. “Temos algumas preocupações como o excessivo aumento dos materiais, a escassez de alguns materiais, já que as cadeias de produção ficam desequilibradas com a Covid-19, e o aumento do custo da mão de obra, que precisa ter a inflação de 10% corrigida. Isso, de alguma forma, precisa ser repassado para nosso cliente, e a gente sabe que ele tem uma capacidade limitada, pois parte consegue absorver, mas outros não, especialmente a faixa dos imóveis econômicos”.
Conforme Michel, no ano passado, o custo com materiais de construção passou de R$ 597,93 o metro quadrado, em junho de 2020, para R$ 918,16 em novembro de 2021, uma alta de 53%.
Gerente regional da construtora mineira Ap Ponto, Wesley Gonçalves, diz que a construtora já iniciou o ano com estratégias para driblar o aumento dos insumos e não descarta até mesmo repensar lançamentos conforme o ano avance. “A palavra é cautela, nosso objetivo é aumentar a eficiência e simplificar a jornada do cliente, que cada vez mais deve ser digital. Mas, a todo momento, vamos precisar revisitar as metas para ver se vai ser possível lançar e construir tudo que planejamos”, diz.
Estratégias
No ano passado, segundo ele, as altas sucessivas nos custos fizeram com que a empresa atingisse 80% da meta de lucro, mesmo com todas as 541 chaves previstas entregues.
Isso porque o custo da construção subiu 25%, mas só foi possível repassar entre 6% e 8% aos clientes, e com o dobro de parcelamento. “O perfil dos nossos imóveis é de 45 metros quadrados, que atende uma faixa de renda a partir de R$1.500, uma parcela da população que, além do poder de compra reduzido, muitos perderam totalmente a renda. Se antes a gente dividia no máximo até 50 vezes, hoje nosso cliente precisa de 100 parcelas”, afirma.
Renato Michel, presidente do Sinduscon-MG (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais), avalia que a expectativa para 2022 é manter o ritmo de crescimento, cerca de 2%, comparado a um ano em que as vendas (+28,08%) e lançamentos (+34,04%) no mercado imobiliário de Belo Horizonte e Nova Lima bateram recordes, mesmo com opções cada vez mais restritas e competitivas. Isso porque o estoque disponível de imóveis para comercialização continua decrescendo e há seis anos consecutivos o número de vendas supera o de lançamentos.
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O momento de atenção que o setor vive está nítido nos resultados da Sondagem da Indústria da Construção, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada esta semana pela Cbic, apontando que a questão dos insumos incomoda 47,3% das empresas do setor. A preocupação se reflete na confiança do segmento.
Outro indicador que ajuda a entender o pé atrás das empresas neste início de ano é o Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela FGV-Ibre (Fundação Getúlio Vargas). Divulgado nesta quarta-feira (26), o indicador referente a janeiro aponta um recuo de 3,9 pontos em relação ao mês anterior, atingindo 92,8 pontos. Este é o menor nível desde junho de 2021, quando o registro foi de 92,4 pontos.
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Em Minas, Renato Michel, presidente do Sinduscon-MG (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais), faz coro à entidade nacional. “Temos algumas preocupações como o excessivo aumento dos materiais, a escassez de alguns materiais, já que as cadeias de produção ficam desequilibradas com a Covid-19, e o aumento do custo da mão de obra, que precisa ter a inflação de 10% corrigida. Isso, de alguma forma, precisa ser repassado para nosso cliente, e a gente sabe que ele tem uma capacidade limitada, pois parte consegue absorver, mas outros não, especialmente a faixa dos imóveis econômicos”.
Conforme Michel, no ano passado, o custo com materiais de construção passou de R$ 597,93 o metro quadrado, em junho de 2020, para R$ 918,16 em novembro de 2021, uma alta de 53%.
Gerente regional da construtora mineira Ap Ponto, Wesley Gonçalves, diz que a construtora já iniciou o ano com estratégias para driblar o aumento dos insumos e não descarta até mesmo repensar lançamentos conforme o ano avance. “A palavra é cautela, nosso objetivo é aumentar a eficiência e simplificar a jornada do cliente, que cada vez mais deve ser digital. Mas, a todo momento, vamos precisar revisitar as metas para ver se vai ser possível lançar e construir tudo que planejamos”, diz.
Estratégias
No ano passado, segundo ele, as altas sucessivas nos custos fizeram com que a empresa atingisse 80% da meta de lucro, mesmo com todas as 541 chaves previstas entregues.
Isso porque o custo da construção subiu 25%, mas só foi possível repassar entre 6% e 8% aos clientes, e com o dobro de parcelamento. “O perfil dos nossos imóveis é de 45 metros quadrados, que atende uma faixa de renda a partir de R$1.500, uma parcela da população que, além do poder de compra reduzido, muitos perderam totalmente a renda. Se antes a gente dividia no máximo até 50 vezes, hoje nosso cliente precisa de 100 parcelas”, afirma.
Renato Michel, presidente do Sinduscon-MG (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais), avalia que a expectativa para 2022 é manter o ritmo de crescimento, cerca de 2%, comparado a um ano em que as vendas (+28,08%) e lançamentos (+34,04%) no mercado imobiliário de Belo Horizonte e Nova Lima bateram recordes, mesmo com opções cada vez mais restritas e competitivas. Isso porque o estoque disponível de imóveis para comercialização continua decrescendo e há seis anos consecutivos o número de vendas supera o de lançamentos.