BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A comissão do Congresso responsável por analisar a proposta orçamentária para 2022 deve votar nesta segunda-feira (20) o relatório final do deputado Hugo Leal (PSD-RJ), com pedidos do governo para que sejam reservados R$ 2,5 bilhões para reajustes de servidores em ano eleitoral.
 
A expectativa é que a CMO (Comissão Mista de Orçamento) se reúna pela manhã para debater e votar o parecer do relator geral. Com isso, o texto seria levado ao plenário do Congresso em sessão convocada para a tarde de segunda.

Na quinta-feira (16), o Ministério da Economia enviou a Leal e à presidente da CMO, senadora Rose de Freitas (MDB-ES), um ofício pedindo que fossem reservados R$ 2,5 bilhões para reajustes salariais a servidores, mas sem citar categorias.

Outros R$ 355 milhões seriam destinados a despesas financeiras, que não se sujeitam ao teto, e bancariam a contribuição da União para o regime previdenciário desses servidores.

Dias antes, em reunião, o presidente Jair Bolsonaro (PL) havia pressionado por aumento a policiais, em ajuste a ser feito em um projeto de reestruturação das carreiras da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e do Depen (Departamento Penitenciário Nacional).

O aceno aos policiais ocorre em um contexto em que o presidente precisa preservar o apoio de segmentos de eleitores, como policiais e evangélicos, após a divulgação de pesquisas de intenção de voto desfavoráveis a Bolsonaro.

O último levantamento feito pelo Datafolha traz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 48% no primeiro turno, contra 22% de Bolsonaro.