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Observatório judaico critica comemorações de golpe militar no Brasil

28/03/2019 22h40 - Atualizado em 28/03/2019 23h09 por Brasil247


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"Negamo-nos a fazer parte de qualquer comemoração que celebre a opressão, a repressão, a violência, a tortura, o assassinato e a desconstrução da Democracia e do Estado de Direito", diz um trecho da nota da entidade de direitos humanos, que critica qualquer tipo de comemoração relacionada ao Golpe de 64 e a Ditadura Militar

 

Brasil247 - O Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil criticou, através de nota publicada nesta quinta-feira (28), qualquer tipo de comemoração relativa ao golpe militar de 1964 e a ditadura subsequente, que durou 21 anos no país.

"Durante essa que foi uma das mais sombrias épocas da História do Brasil, cerca de 50 mil pessoas foram presas, 20 mil, torturadas, mais de 400 oficialmente assassinadas e outras milhares perderam seus empregos ou precisaram se exilar (...) negamo-nos a fazer parte de qualquer comemoração que celebre a opressão, a repressão, a violência, a tortura, o assassinato e a desconstrução da Democracia e do Estado de Direito", diz um trecho da nota.

 

Confira a nota na íntegra:

GOLPE DE 1964 - NOTA DE REPÚDIO

O Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil repudia quaisquer comemorações relativas ao golpe militar de 1964, que desencadeou um período de 21 anos de ditadura no país.

Durante essa que foi uma das mais sombrias épocas da História do Brasil, cerca de 50 mil pessoas foram presas, 20 mil, torturadas, mais de 400 oficialmente assassinadas e outras milhares perderam seus empregos ou precisaram se exilar.

O trabalho de entidades como a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (https://cemdp.sdh.gov.br/) e a Comissão Nacional da Verdade (http://cnv.memoriasreveladas.gov.br/) comprova esta terrível realidade.

Negamo-nos a fazer parte de qualquer comemoração que celebre a opressão, a repressão, a violência, a tortura, o assassinato e a desconstrução da Democracia e do Estado de Direito.

Convidamos a todas e todos que queiram se juntar às manifestações de repúdio a essa terrível lembrança – sejam coletivas ou individuais –, para que, no domingo, 31 de março, usem uma peça de roupa preta, como forma de honrar a memória dos homens e mulheres que, corajosamente, lutaram contra a ditadura militar e foram assassinados pelo regime.

Entre eles, membros da comunidade judaica como Ana Maria Nacinovic Correia, Ana Rosa Kucinski Silva, André Grabois, Chael Charles Schreier, Gelson Reicher, Iara Iavelberg, José Roberto Spiegner, Maurício Grabois, Pauline Phillippe Reichstul e Vladimir Herzog.

#Ditaduranuncamais. #DireitosHumanosparatodos.

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Brasil247 - O Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil criticou, através de nota publicada nesta quinta-feira (28), qualquer tipo de comemoração relativa ao golpe militar de 1964 e a ditadura subsequente, que durou 21 anos no país.

"Durante essa que foi uma das mais sombrias épocas da História do Brasil, cerca de 50 mil pessoas foram presas, 20 mil, torturadas, mais de 400 oficialmente assassinadas e outras milhares perderam seus empregos ou precisaram se exilar (...) negamo-nos a fazer parte de qualquer comemoração que celebre a opressão, a repressão, a violência, a tortura, o assassinato e a desconstrução da Democracia e do Estado de Direito", diz um trecho da nota.

 

Confira a nota na íntegra:

GOLPE DE 1964 - NOTA DE REPÚDIO

O Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil repudia quaisquer comemorações relativas ao golpe militar de 1964, que desencadeou um período de 21 anos de ditadura no país.

Durante essa que foi uma das mais sombrias épocas da História do Brasil, cerca de 50 mil pessoas foram presas, 20 mil, torturadas, mais de 400 oficialmente assassinadas e outras milhares perderam seus empregos ou precisaram se exilar.

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Convidamos a todas e todos que queiram se juntar às manifestações de repúdio a essa terrível lembrança – sejam coletivas ou individuais –, para que, no domingo, 31 de março, usem uma peça de roupa preta, como forma de honrar a memória dos homens e mulheres que, corajosamente, lutaram contra a ditadura militar e foram assassinados pelo regime.

Entre eles, membros da comunidade judaica como Ana Maria Nacinovic Correia, Ana Rosa Kucinski Silva, André Grabois, Chael Charles Schreier, Gelson Reicher, Iara Iavelberg, José Roberto Spiegner, Maurício Grabois, Pauline Phillippe Reichstul e Vladimir Herzog.

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