As determinações envolvem ações coordenadas de órgãos de controle, fiscalização ambiental e política indigenista, com prazos definidos para o cumprimento das providências.
Mendonça determinou as seguintes medidas:
Controladoria-Geral da União (CGU): Promover, em até 180 dias, auditoria nos processos administrativos sancionadores ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para identificar falhas e propor aperfeiçoamentos concretos;
Ibama: Em até 90 dias, fixar critérios objetivos para a declaração de prescrição intercorrente em processos administrativos ambientais, com base na jurisprudência do STF e do Superior Tribunal de Justiça. Além disso, apresentar soluções tecnológicas para automação da triagem processual e integração de bases de dados (com apoio da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) e elaborar plataforma de conciliação e negociação de multas ambientais;Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai): Em até 90 dias, complementar o plano de fortalecimento institucional (com apoio técnico do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos) e explicitar causas e consequências do desmatamento em terras indígenas, estratégias de implementação e gestão de riscos;
União: Em 90 dias, apresentar plano de ação para o cumprimento da meta de destinação de glebas federais não destinadas, com justificativa para o descumprimento da meta de 2025, cronograma para os próximos dois anos e identificação de áreas com maior risco de desmatamento e grilagem. As novas determinações não afastam a obrigação de relatórios semestrais de monitoramento e avaliação
Audiência
A audiência de contextualização foi promovida após o STF determinar que a União adote medidas para reduzir o desmatamento na Amazônia Legal para 3.925 km anuais até 2027 e alcançar o índice zero até 2030.
Participaram da audiência representantes de diversos órgãos públicos, entre eles Advocacia-Geral da União; Ministério do Meio Ambiente; Ibama; Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); Funai; Casa Civil; e Procuradoria-Geral da República, além de entidades admitidas como amigas da corte (Greenpeace Brasil, Conectas, Observatório do Clima e Instituto Socioambiental).
Durante a audiência, foram apresentados relatórios de monitoramento e informações atualizadas sobre o cumprimento das determinações do STF. O Ministério do Meio Ambiente informou que, em 2025, houve redução de 50% no desmatamento na Amazônia em relação a 2022, com diminuição de aproximadamente 649 milhões de toneladas de emissões de gases de efeito estufa.
Os representantes dos órgãos públicos destacaram a necessidade de fortalecimento institucional, com ênfase na recomposição da força de trabalho, investimentos em infraestrutura, tecnologia da informação, modernização de sistemas e atuação integrada entre os órgãos governamentais.
Fonte:STF
ConJur





