Por Sérgio Marchetti - Convidado

Quando vejo a crueldade humana ultrapassando todos os limites — feminicídio, latrocínio, estupro — e o poder corrompendo pessoas, tornando-as más e desonestas, confesso que a descrença, às vezes, se impõe.

Nas organizações, o cenário também preocupa: assédio moral, relações agressivas e recordes de afastamentos por adoecimento mental.

Esses fatos me desafiam profundamente, especialmente por atuar na Formação de Líderes.

Ainda assim, ao acompanhar estudos sobre liderança contemporânea, governança, gestão de pessoas, novos perfis de líderes e métodos de trabalho, percebo que há esperança. Mais do que isso: sigo alinhado às tendências mais atuais, pois tenho buscado desenvolver conteúdos voltados a uma gestão humanizada, com profissionais valorizados, motivados e genuinamente engajados.

A tecnologia transformou o mundo, a globalização encurtou distâncias e as pessoas passaram a viver de outras formas. Mesmo assim, muitos conceitos essenciais permanecem e seguem sendo alicerces sólidos.

No fim dos anos 1980 e início dos anos 1990, Peter Senge já nos falava da Organização que Aprende, sustentada por cinco disciplinas que continuam absolutamente atuais: Domínio Pessoal, Modelos Mentais, Visão Compartilhada, Aprendizagem em Grupo e Pensamento Sistêmico.

E não para por aí. Hersey e Blanchard, James Hunter, Dave Ulrich, Daniel Goleman, entre tantos outros, deixaram contribuições fundamentais. Modelos de liderança do passado seguem sendo a base da eficácia do líder exponencial de hoje.

A roda já foi inventada — e aprimorada inúmeras vezes. Girava nas carroças; hoje, sustenta aeronaves.

A liderança contemporânea, salvo raras exceções, desenvolve e capacita pessoas para que adquiram habilidades e conhecimentos capazes de gerar impacto real na vida pessoal e profissional. Assim, cria-se um ciclo virtuoso, contínuo, de aprendizado e resultados inovadores.

Ambientes assim despertam orgulho, reconhecimento e pertencimento. Tornam-se espaços saudáveis, com energia positiva, leveza nas relações e promoção genuína de bem-estar e felicidade.

E deixo aqui um recado aos líderes que me leem: a maior competência profissional — e também pessoal — é a capacidade de adaptação contínua.

O curso de Formação de Líderes e Gerentes começa no dia 3 de março.
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