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Gorr resolve matar todos os deuses porque eles são esnobes e egoístas, muito distantes do que se esperava como imagem de integridade e proteção. Apesar de adotar uma chave que geralmente passa do limite do humor, chegando a um incômodo deboche, é possível enxergar em “Thor – Amor e Trovão” um diálogo com a realidade política atual.
Em cartaz nos cinemas, o quarto filme solo com o filho de Odin tem como motivação a desilusão com os nossos governantes. Gorr se apresenta como uma pessoa dedicada, que se sacrificou pelos deuses e que, após ser humilhado, recebe a única espada capaz de matá-los – o roteiro não se preocupa em explicar muito o porquê de ele ser o escolhido.
Cego pela vingança, Gorr deixa de ser o pai amoroso e é consumido pelo ódio, literalmente. É curioso ver um ser como Zeus, o deus dos deuses, com ares infantis, brincando com seus poderes, que parecem de pouca serventia, e fazendo pose ao exibir o uniforme com saia. É um jeito caricatural que se repete em tantos outros deuses.
Após despejar, de maneira contínua, um monte de piadas que praticamente põe Thor abaixo de zero, como um super-herói fanfarrão, o filme caminha para uma mensagem sobre um outro tipo de sacrifício, representado por Jane Foster, a ex-namorada de Thor, que se doa sem querer nada em troca, num contraponto a Gorr.
É como encontrar, em meio a tanta demonstração de virilidade inútil de Thor, uma amorosidade que é, essencialmente, feminina. Isso não quer dizer que “Amor e Trovão” irá, após rebaixar seu protagonista, os deuses e a própria história de Asgard, se redimir como um filme que se traveste de fita de ação para nos trazer um pouco de reflexão.
O “enorme” feito é enorme, com cenas esdrúxulas – como a que Zeus deixa Thor completamente nu ao tentar descobrir a sua identidade. As mulheres que ladeiam o grande deus imediatamente desmaiam ao ver o que havia por baixo do uniforme. Sem falar numa dupla de bodes que grita o tempo inteiro, como uma piada repetitiva.
O super-herói parece ter sido levado para uma comédia adolescente, em que o protagonista é um virgem que tenta fingir que tem alguma experiência sexual. Tudo isso coroado por referências pop muito forçadas – como trocar o nome de Jane Foster por Jane Fonda ou Jodie Foster ou a exagerada execução das músicas de Guns’n’Roses.
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Gorr resolve matar todos os deuses porque eles são esnobes e egoístas, muito distantes do que se esperava como imagem de integridade e proteção. Apesar de adotar uma chave que geralmente passa do limite do humor, chegando a um incômodo deboche, é possível enxergar em “Thor – Amor e Trovão” um diálogo com a realidade política atual.
Em cartaz nos cinemas, o quarto filme solo com o filho de Odin tem como motivação a desilusão com os nossos governantes. Gorr se apresenta como uma pessoa dedicada, que se sacrificou pelos deuses e que, após ser humilhado, recebe a única espada capaz de matá-los – o roteiro não se preocupa em explicar muito o porquê de ele ser o escolhido.
Cego pela vingança, Gorr deixa de ser o pai amoroso e é consumido pelo ódio, literalmente. É curioso ver um ser como Zeus, o deus dos deuses, com ares infantis, brincando com seus poderes, que parecem de pouca serventia, e fazendo pose ao exibir o uniforme com saia. É um jeito caricatural que se repete em tantos outros deuses.
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O “enorme” feito é enorme, com cenas esdrúxulas – como a que Zeus deixa Thor completamente nu ao tentar descobrir a sua identidade. As mulheres que ladeiam o grande deus imediatamente desmaiam ao ver o que havia por baixo do uniforme. Sem falar numa dupla de bodes que grita o tempo inteiro, como uma piada repetitiva.
O super-herói parece ter sido levado para uma comédia adolescente, em que o protagonista é um virgem que tenta fingir que tem alguma experiência sexual. Tudo isso coroado por referências pop muito forçadas – como trocar o nome de Jane Foster por Jane Fonda ou Jodie Foster ou a exagerada execução das músicas de Guns’n’Roses.