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string(73) "Estrelada por Samantha Schmütz, comédia 'Tô ryca! 2' chega às telonas"
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Com as loucuras e os disparates numa escala absurda, Selminha (Schmütz) vai experimentando toda a sorte de gestos inconsequentes, protegida pelo escudo da rotina abastada. Arranja apelidos para as faxineiras da mansão em que vive (pela ordem, Tendinite, Artrite e Artrose) e esbraveja lemas como "riqueza é amplitude" e "dinheiro refresca", além de enlouquecer com o limitado dote do namorado Ruben, que só tem a lhe oferecer "carne, osso, cabelo e coração". Recomendando bariátrica no globo ocular de quem lhe deposita olho gordo, ela desfila a riqueza, enquanto anda pela comunidade em que viveu, à sua época de frentista.
Diretor de filmes como Altas expectativas e Um tio quase perfeito, Pedro Antônio volta ao veículo para o estrelato de Samantha Schmütz, com um roteiro de altos e baixos criado por Fil Braz. Maliciosa, frenética, falastrona e impulsiva, Selminha conta com interessante grupo de conhecidos que incluem (além do namorado interpretado por Marcelo Mello Jr.), o casal de amigos Luane (Katiuscia Canoro) e Nico (Anderson Di Rizzi). Quem rouba a cena, entretanto, é Selminha 2, homônima da protagonista, interpretada por Evelyn Castro (do Porta dos Fundos e da novela Quanto mais vida, melhor!). Selminha 2, com uma cara de louca legítima, ambiciona tomar, na Justiça, tudo o que foi adquirido pela ex-nova rica do primeiro filme, agora na corda bamba, prestes a encarar o retorno à pobreza.
Com os bens temporariamente bloqueados, a Selminha Oléria Silva original até tenta apelações à corte — mas só aumenta o transtorno, com erros primários, em confusões primárias como a de se dirigir à "meritíssima" figura com inesperado "meretriz". O erro é uma das senhas para o retorno ao cotidiano mais modesto, cercado de diversão em feijoada, passeios por salão de beleza de subúrbio e a defesa de uma nova bandeira: "Ostentar é super brega".
Num rebote da vida boa, Selminha vai seguir, num paralelo com a música da trilha sonora Lá vem o Brasil descendo a ladeira, uma trajetória de queda. É nesse ponto, quando não há mais como esconder a situação, que a personagem central dá a volta e propicia bons momentos para a intérprete Samantha Shmütz. Alguns debates sutis fazem parte da postura da personagem capaz de criticar o pobre capitalista "que oprime o oprimido", expor as dificuldades dos menos favorecidos e pavimentar uma revolução por meio de mutirão na comunidade.
Claro que os choques de realidade com a nova condição de pobre trazem momentos impagáveis como o do contato com a toalha de banho comparada à maciez de cactus, a preocupação com a "subsistência" do tratamento capilar, diante do orçamento diário de R$ 30 (na divisão do salário mínimo ao que Selminha passa a ter direito), e a falta de classe, ao experimentar um vinho — na base do "vira, vira, vira; virou". Nos ápices das medidas de economia, Selminha considera a possibilidade de fritar cutícula, "para comer carne", e até de desmembrar a dupla Maiara & Maraisa, para ter um orçamento viável como pretendida atração de uma festa.
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Com as loucuras e os disparates numa escala absurda, Selminha (Schmütz) vai experimentando toda a sorte de gestos inconsequentes, protegida pelo escudo da rotina abastada. Arranja apelidos para as faxineiras da mansão em que vive (pela ordem, Tendinite, Artrite e Artrose) e esbraveja lemas como "riqueza é amplitude" e "dinheiro refresca", além de enlouquecer com o limitado dote do namorado Ruben, que só tem a lhe oferecer "carne, osso, cabelo e coração". Recomendando bariátrica no globo ocular de quem lhe deposita olho gordo, ela desfila a riqueza, enquanto anda pela comunidade em que viveu, à sua época de frentista.
Diretor de filmes como Altas expectativas e Um tio quase perfeito, Pedro Antônio volta ao veículo para o estrelato de Samantha Schmütz, com um roteiro de altos e baixos criado por Fil Braz. Maliciosa, frenética, falastrona e impulsiva, Selminha conta com interessante grupo de conhecidos que incluem (além do namorado interpretado por Marcelo Mello Jr.), o casal de amigos Luane (Katiuscia Canoro) e Nico (Anderson Di Rizzi). Quem rouba a cena, entretanto, é Selminha 2, homônima da protagonista, interpretada por Evelyn Castro (do Porta dos Fundos e da novela Quanto mais vida, melhor!). Selminha 2, com uma cara de louca legítima, ambiciona tomar, na Justiça, tudo o que foi adquirido pela ex-nova rica do primeiro filme, agora na corda bamba, prestes a encarar o retorno à pobreza.
Com os bens temporariamente bloqueados, a Selminha Oléria Silva original até tenta apelações à corte — mas só aumenta o transtorno, com erros primários, em confusões primárias como a de se dirigir à "meritíssima" figura com inesperado "meretriz". O erro é uma das senhas para o retorno ao cotidiano mais modesto, cercado de diversão em feijoada, passeios por salão de beleza de subúrbio e a defesa de uma nova bandeira: "Ostentar é super brega".
Num rebote da vida boa, Selminha vai seguir, num paralelo com a música da trilha sonora Lá vem o Brasil descendo a ladeira, uma trajetória de queda. É nesse ponto, quando não há mais como esconder a situação, que a personagem central dá a volta e propicia bons momentos para a intérprete Samantha Shmütz. Alguns debates sutis fazem parte da postura da personagem capaz de criticar o pobre capitalista "que oprime o oprimido", expor as dificuldades dos menos favorecidos e pavimentar uma revolução por meio de mutirão na comunidade.
Claro que os choques de realidade com a nova condição de pobre trazem momentos impagáveis como o do contato com a toalha de banho comparada à maciez de cactus, a preocupação com a "subsistência" do tratamento capilar, diante do orçamento diário de R$ 30 (na divisão do salário mínimo ao que Selminha passa a ter direito), e a falta de classe, ao experimentar um vinho — na base do "vira, vira, vira; virou". Nos ápices das medidas de economia, Selminha considera a possibilidade de fritar cutícula, "para comer carne", e até de desmembrar a dupla Maiara & Maraisa, para ter um orçamento viável como pretendida atração de uma festa.