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Acostumado com a logística de grandes eventos, o profissional de turismo Wesley Andrade, 37 anos, viajou do Rio de Janeiro para acompanhar a noiva, a youtuber mineira Rebeca Rezende. Para ele, o comportamento do folião belo-horizontino é o que mais chama a atenção. “Gosto mais daqui porque é mais organizado e as pessoas são mais educadas. A galera é mais gentil”, afirmou Wesley, que curtiu o bloco sertanejo ao lado da noiva e da sogra.
Um grupo de amigos de Itajubá, no Sul de Minas, também escolheu BH pelo segundo ano consecutivo. O produtor musical Luan Fernandes, 33 anos, relatou que a decisão de retornar foi baseada na melhora da infraestrutura. "Este ano senti que está ainda mais organizado. BH recebe a gente muito bem, você se sente acolhido até pelos motoristas de aplicativo", destacou.
A hospitalidade mineira também convenceu Marcelo Teixeira, de Araraquara (SP), a estrear na folia de BH ao lado da namorada, Mayara Reis, de Andradas (MG).
”A cidade do amor": O veredito baiano
A percepção de que Belo Horizonte sabe receber o turista ganha força no relato de quem vem de terras tradicionalmente carnavalescas. O estudante Henrique Da Ilha, 30 anos, viaja da Bahia anualmente para encontrar o namorado, o professor mineiro Guilherme Henrique, de 23 anos. “Eu sou de BH e a cidade do amor é BH”, brinca Guilherme.
Henrique, que já vive seu quarto Carnaval na capital, confirma a tese. “Vale a pena participar dessa política de BH e sentir esse aconchego do povo mineiro. Saiu aí nas pesquisas que o mineiro é acolhedor e de fato eu sinto essa acolhida”, afirmou o baiano. Para ele, a amplitude de blocos como o Angola Janga permite que o turista encontre sua própria identidade na festa. “BH dá amplitude para todo o público. É uma experiência estar aqui porque o Carnaval dá espaço para a periferia e para o negro, mostrando nossa identidade ao Brasil”, concluiu Henrique.
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