pandemia de Covid-19 foi responsável por mais de 700 mil mortes no Brasil de acordo com o governo federal. O período crítico gerou um fortalecimento da rede de laboratórios públicos, como os da Fiocruz e do Instituto Butantan, que hoje possuem maior capacidade de diagnóstico molecular e sequenciamento genético.

O Sistema Único de Saúde (SUS) também demonstrou resiliência, chegando a todas as partes do país. A conscientização pública sobre medidas de higiene e a importância da vacinação aumentou, o que pode facilitar a adesão a futuras campanhas de prevenção e controle.

Contudo, desafios ainda persistem. O subfinanciamento do SUS, a desarticulação entre os governos federal, estaduais e municipais, e a dependência de insumos importados são vulnerabilidades expostas durante a crise sanitária anterior.

A vigilância em áreas remotas, especialmente na Amazônia, onde o contato entre humanos e animais silvestres é intenso, continua sendo um ponto fraco.

Como o Brasil detectaria um caso de Nipah?

A detecção de um caso suspeito seguiria um protocolo de vigilância. Um paciente com sintomas respiratórios ou neurológicos agudos, e um histórico de viagem para países com surtos ativos do vírus, como a Índia, acionaria o alerta. Amostras seriam coletadas e enviadas para um dos laboratórios de referência no país.

O Brasil possui capacidade técnica para detectar o vírus Nipah, mas a velocidade da resposta é o fator determinante para conter um surto. A integração entre a vigilância humana, animal e ambiental, conceito conhecido como Saúde Única, é fundamental para antecipar riscos. O país avançou, mas a prontidão para uma nova ameaça depende diretamente de investimento contínuo e de uma coordenação política eficiente e centralizada.

Apesar da preocupação, o vírus Nipah representa pouco risco para o Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, o patógeno tem potencial baixo de causar uma nova pandemia, já que a incidência em países da Ásia está ligada à presença de uma espécie de morcegos que serve de hospedeiro para o vírus, e esses animais não vivem no continente americano.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

 

*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria