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A imagem da enfermeira negra de São Paulo Mônica Calazans sendo imunizada é um dos maiores marcos de 2021. Ela deu início a campanha de imunização no dia 17 de janeiro, com uma dose de CoronaVac, minutos após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso emergencial.
A vida da enfermeira de 55 anos virou de ponta cabeça no último ano. Sem imaginar, ela virou um símbolo da imunização, o que a trouxe muitas coisas boas, mas também a tornou alvo de membros do movimento antivacina.
Em entrevista à coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, a enfermeira contou sobre as mudanças na vida e compartilhou que já escutou diversas vezes que ela morreu por efeitos colaterais do imunizante.
Na entrevista, Mônica compartilhou quatro momentos que “descobriu estar morta”. A primeira vez foi durante um trajeto com um motorista de aplicativo. O homem, sem saber com quem falava, contou que a primeira pessoa vacinada no Brasil contra covid-19 não resistiu ao imunizante e morreu. Na segunda vez, a enfermeira precisou mandar uma foto para um jornalista que se recusava a acreditar que ela estava viva.
A terceira vez foi durante um evento, quando uma mulher a abordou chorando e dizendo que as pessoas da cidade onde morava achavam que Mônica havia morrido. “Eu falei, ‘então você vai levar a notícia de que eu estou viva'”, conta, entre risos, para à Folha.
A quarta notícia veio do trabalho. Uma colega de profissão contou que a mãe também foi informada de que “a primeira vacinada no Brasil morreu”.
Mas no último ano Mônica fez muito mais do que apenas provar que estava viva. Após tornar-se o rosto da imunização, ela participou de lives, palestras e entrevistas. "Eu tento mostrar que sou uma pessoa comum com comorbidades, tenho diabetes, sou hipertensa, e para mim a vacina deu certo", contou ao jornal.
A exposição também trouxe admiradores. Mônica contou ao jornal paulista que reservou um aparador no apartamento onde vive para guardar presentes que recebe.
O móvel já guarda uma máscara cirúrgica banhada a bronze, presente de uma artista plástica, uma bola autografada por um ex-jogador do Corinthians, time que torce, e um terrário que abriga uma miniatura dela com um jacaré, em referência a infame fala de Jair Bolsonaro (PL) sobre a vacinação poder transformar pessoas em répteis. A exposição foi tanta que a enfermeira vai fazer uma participação na terceira temporada da série Sintonia, da Netflix.
Outra curiosidade que a famosa vacinada disse é que não tinha ideia de que seria imunizada naquele dia. "Você acha que se eu soubesse que seria a primeira vacinada não teria me arrumado? Eu pus uma blusinha que, quando levanto o braço, aparece parte da minha barriguinha. Você acha que eu ia pagar esse mico? Nunca!", compartilhou.
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A imagem da enfermeira negra de São Paulo Mônica Calazans sendo imunizada é um dos maiores marcos de 2021. Ela deu início a campanha de imunização no dia 17 de janeiro, com uma dose de CoronaVac, minutos após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso emergencial.
A vida da enfermeira de 55 anos virou de ponta cabeça no último ano. Sem imaginar, ela virou um símbolo da imunização, o que a trouxe muitas coisas boas, mas também a tornou alvo de membros do movimento antivacina.
Em entrevista à coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, a enfermeira contou sobre as mudanças na vida e compartilhou que já escutou diversas vezes que ela morreu por efeitos colaterais do imunizante.
Na entrevista, Mônica compartilhou quatro momentos que “descobriu estar morta”. A primeira vez foi durante um trajeto com um motorista de aplicativo. O homem, sem saber com quem falava, contou que a primeira pessoa vacinada no Brasil contra covid-19 não resistiu ao imunizante e morreu. Na segunda vez, a enfermeira precisou mandar uma foto para um jornalista que se recusava a acreditar que ela estava viva.
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Mas no último ano Mônica fez muito mais do que apenas provar que estava viva. Após tornar-se o rosto da imunização, ela participou de lives, palestras e entrevistas. "Eu tento mostrar que sou uma pessoa comum com comorbidades, tenho diabetes, sou hipertensa, e para mim a vacina deu certo", contou ao jornal.
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