array(31) {
["id"]=>
int(141661)
["title"]=>
string(72) "Investigação do assassinato de Dom e Bruno vai para a Justiça Federal"
["content"]=>
string(3589) "A juíza titular de Atalaia do Norte, Jacinta Silva dos Santos, determinou, ontem, o envio para a Justiça Federal do processo do assassinato do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, no Vale do Javari (AM). O caso está tramitando sob segredo de Justiça.
Na decisão, a magistrada observa que o relatório das investigações feitas pelas polícias Civil e Federal, e que consta nos autos processuais, conclui que a motivação do assassinato está relacionada diretamente com os direitos indígenas, cuja análise jurídica é de competência da Justiça Federal. O Ministério Público corrobora o entendimento de que os homicídios devem ser julgados pela Justiça Federal.
O Tribunal de Justiça do Amazonas informou, por sua vez, que recebeu pedido das autoridades policiais que conduzem as investigações para que seja convertida de temporária para preventiva a prisão dos três suspeitos detidos até agora por participação nos crimes, os irmãos Amarildo da Costa Oliveira — o Pelado — e Oseney da Costa Oliveira — o Dos Santos —, além de Jeferson da Silva Lima. A principal linha de apuração reforça a suspeita de que o duplo homicídio esteja ligado à pesca ilegal na região do Rio Javari, que vinha sendo denunciada pelos indígenas da região com ajuda de Bruno Pereira.
Para a União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja), a decisão da juíza de Atalaia do Norte atende à expectativa das comunidades da região e reforça a pressão sobre as autoridades em favor de uma apuração rápida que identifique não só os assassinos, mas também os possíveis mandantes. Para o procurador jurídico da ONG, Eliésio Marubo, passado mais de um mês do crime, "continuamos na mesma sensação de insegurança de antes" e que "as autoridades nada fizeram para fortalecer a segurança na região".
Falsa "rixa"
Ontem, ao Correio, Marubo disse que estão sendo vazadas informações falsas sobre uma suposta "rixa" entre Bruno e Pelado. "Bruno não tinha rixa com ninguém, isso não se aplica à conceituação do crime. O crime é de organização criminosa. Bruno nunca brigou com o Pelado. O que acontece é que, quando ele estava na Funai, realizava apreensão de coisas, ele tinha essa responsabilidade. Na Univaja ele não fazia apreensão alguma. O que mais se adequa a esse caso do Bruno e do Dom é o crime de organização criminosa. Pelado não assassinou sozinho, ele teve ajuda para esquartejar, queimar os corpos e afundar o barco. A polícia tem que investigar a participação de cada um, tem que analisar isso. A decisão da juíza é perfeita. Errada é a conclusão do inquérito policial. Ainda tem que apurar o homicídio e quem de fato praticou e participou."
"
["author"]=>
string(41) "Correio Braziliense/ Diario de Pernambuco"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(593668)
["filename"]=>
string(14) "brunidonmd.jpg"
["size"]=>
string(5) "76970"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(9) "marquivo/"
}
["image_caption"]=>
string(27) "Foto: LUCIOLA VILLELA / AFP"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(0) ""
["author_slug"]=>
string(40) "correio-braziliense-diario-de-pernambuco"
["views"]=>
int(120)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(69) "investigacao-do-assassinato-de-dom-e-bruno-vai-para-a-justica-federal"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(460)
["name"]=>
string(6) "Brasil"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(0) ""
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(6) "brasil"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(460)
["name"]=>
string(6) "Brasil"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(0) ""
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(6) "brasil"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-07-08 12:04:04.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-07-08 16:49:12.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2022-07-08T16:50:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(23) "marquivo/brunidonmd.jpg"
}
A juíza titular de Atalaia do Norte, Jacinta Silva dos Santos, determinou, ontem, o envio para a Justiça Federal do processo do assassinato do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, no Vale do Javari (AM). O caso está tramitando sob segredo de Justiça.
Na decisão, a magistrada observa que o relatório das investigações feitas pelas polícias Civil e Federal, e que consta nos autos processuais, conclui que a motivação do assassinato está relacionada diretamente com os direitos indígenas, cuja análise jurídica é de competência da Justiça Federal. O Ministério Público corrobora o entendimento de que os homicídios devem ser julgados pela Justiça Federal.
O Tribunal de Justiça do Amazonas informou, por sua vez, que recebeu pedido das autoridades policiais que conduzem as investigações para que seja convertida de temporária para preventiva a prisão dos três suspeitos detidos até agora por participação nos crimes, os irmãos Amarildo da Costa Oliveira — o Pelado — e Oseney da Costa Oliveira — o Dos Santos —, além de Jeferson da Silva Lima. A principal linha de apuração reforça a suspeita de que o duplo homicídio esteja ligado à pesca ilegal na região do Rio Javari, que vinha sendo denunciada pelos indígenas da região com ajuda de Bruno Pereira.
Para a União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja), a decisão da juíza de Atalaia do Norte atende à expectativa das comunidades da região e reforça a pressão sobre as autoridades em favor de uma apuração rápida que identifique não só os assassinos, mas também os possíveis mandantes. Para o procurador jurídico da ONG, Eliésio Marubo, passado mais de um mês do crime, "continuamos na mesma sensação de insegurança de antes" e que "as autoridades nada fizeram para fortalecer a segurança na região".
Falsa "rixa"
Ontem, ao Correio, Marubo disse que estão sendo vazadas informações falsas sobre uma suposta "rixa" entre Bruno e Pelado. "Bruno não tinha rixa com ninguém, isso não se aplica à conceituação do crime. O crime é de organização criminosa. Bruno nunca brigou com o Pelado. O que acontece é que, quando ele estava na Funai, realizava apreensão de coisas, ele tinha essa responsabilidade. Na Univaja ele não fazia apreensão alguma. O que mais se adequa a esse caso do Bruno e do Dom é o crime de organização criminosa. Pelado não assassinou sozinho, ele teve ajuda para esquartejar, queimar os corpos e afundar o barco. A polícia tem que investigar a participação de cada um, tem que analisar isso. A decisão da juíza é perfeita. Errada é a conclusão do inquérito policial. Ainda tem que apurar o homicídio e quem de fato praticou e participou."