array(31) {
["id"]=>
int(179205)
["title"]=>
string(58) ""Eu perdi tudo": desabafo sobre vício em apostas viraliza"
["content"]=>
string(6918) "JOGOS ON-LINE
Aos 29 anos, a extensionista de cílios Assíria Macêdo, moradora de Fortaleza, capital do Ceará, viu a própria vida desmoronar em consequência do vício em jogos de aposta on-line. Em um vídeo publicado nas redes sociais, que já ultrapassa 200 mil visualizações, ela relata perdas financeiras, o fim do casamento e um quadro de saúde mental fragilizado. O depoimento, feito em tom de desabafo, também funciona como alerta.
Segundo Assíria, o envolvimento com plataformas como o “jogo do tigrinho” começou há cerca de quatro anos, impulsionado por promessas de ganhos rápidos. No início, os retornos financeiros reforçaram a prática. “Via muita gente ganhando dinheiro e pensei que daria certo para mim também. E deu”, afirmou. Os primeiros ganhos chegaram a valores entre R$ 10 mil e R$ 15 mil.
O cenário, no entanto, mudou rapidamente. A dinâmica das apostas evoluiu para um comportamento compulsivo, marcado pela perda de controle sobre o próprio dinheiro. “Qualquer valor que eu tinha, eu jogava. Se eu trabalhava, pegava o dinheiro e jogava”, relatou. A situação levou à contração de dívidas que, segundo ela, hoje somam cerca de R$ 50 mil, incluindo valores tomados com agiotas.
O impacto atingiu diretamente a estrutura familiar. O então marido tentou ajudar a quitar os débitos, mas acabou também prejudicado. “Ele fez de tudo, mas eu não falava a verdade e voltava a jogar”, disse. O casal se separou. Já os pais da extensionista de cílios, ambos idosos, venderam imóveis para tentar cobrir as dívidas da filha. Sem patrimônio, a família passou a morar de favor.
Impactos na saúde mental
A crise financeira foi acompanhada de um agravamento significativo da saúde mental. Assíria relata ansiedade intensa, privação de sono e medo constante. “Eu não durmo. Se escuto um barulho na rua, eu travo”, afirmou. Segundo ela, a pressão de cobranças e ameaças a impede até de sair de casa ou manter a rotina de trabalho.
A extensionista também diz não conseguir exercer a própria profissão. Sem recursos para comprar material e abalada emocionalmente, deixou de atender clientes. “Eu preciso trabalhar, mas não tenho psicológico”, declarou. Hoje, a sobrevivência da família depende da ajuda de pessoas próximas.
No relato, Assíria reconhece a dependência e afirma estar em busca de tratamento. “Hoje eu sei que estou doente e preciso de ajuda”, disse. Ela também menciona já ter enfrentado momentos extremos, incluindo tentativa de tirar a própria vida.
Além das dificuldades financeiras e emocionais, a família enfrenta problemas de saúde. O pai, com mais de 60 anos, precisa de uma cirurgia na perna, sem condições de custeio. Diante do cenário, eles iniciaram uma campanha on-line para tentar arrecadar recursos e viabilizar o tratamento da jovem. “Esse é meu último pedido de socorro”, afirmou.
SUS oferece atendimento gratuito
Em meio ao avanço de casos como o de Assíria, o Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou ainda em março deste ano o atendimento voltado a pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas. Um serviço de teleatendimento em saúde mental passou a ser disponibilizado por meio do aplicativo Meu SUS Digital.
A plataforma funciona como porta de entrada para o cuidado e pode ser acessada gratuitamente, 24 horas por dia. O serviço é destinado a maiores de 18 anos, além de familiares e pessoas da rede de apoio. A capacidade inicial é de até 600 atendimentos mensais.
Após o cadastro, o usuário tem acesso a um autoteste com base científica, que avalia o nível de risco. Em casos moderados ou graves, o encaminhamento para acompanhamento especializado é feito automaticamente. Quando o risco é considerado menor, a orientação é buscar atendimento presencial na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que inclui CAPS e unidades básicas de saúde.
As consultas são realizadas por vídeo, com duração média de 45 minutos, e podem integrar ciclos de cuidado com até 13 sessões. O atendimento pode ser individual ou em grupo e envolve equipe multiprofissional, com psicólogos, terapeutas ocupacionais e, quando necessário, psiquiatras.
O modelo também prevê acompanhamento contínuo e articulação com outros serviços do SUS, permitindo encaminhamento para atendimento presencial quando indicado. Todo o processo é gratuito e segue normas de sigilo e proteção de dados.
"
["author"]=>
string(39) "Amanda S. Feitoza - Correio Braziliense"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(636656)
["filename"]=>
string(34) "assiriaapostas-online-66302411.jpg"
["size"]=>
string(6) "147833"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(0) ""
}
["image_caption"]=>
string(158) " Assíria Macêdo perdeu patrimônio e se divorciou ao se envolver com apostas on-line/crédito: Reprodução/redes sociais e Joédson Alves / Agência Brasil"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(181) "Mulher viu o casamento acabar e a sanidade ruir após cair na ilusão dos ganhos rápidos. O vídeo revela um drama vivido por milhares de brasileiros
"
["author_slug"]=>
string(36) "amanda-s-feitoza-correio-braziliense"
["views"]=>
int(70)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(54) "eu-perdi-tudo-desabafo-sobre-vicio-em-apostas-viraliza"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(460)
["name"]=>
string(6) "Brasil"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(0) ""
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(6) "brasil"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(460)
["name"]=>
string(6) "Brasil"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(0) ""
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(6) "brasil"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-04-19 21:53:29.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-04-19 21:53:29.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-04-19T21:50:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(35) "/assiriaapostas-online-66302411.jpg"
}
JOGOS ON-LINE
Aos 29 anos, a extensionista de cílios Assíria Macêdo, moradora de Fortaleza, capital do Ceará, viu a própria vida desmoronar em consequência do vício em jogos de aposta on-line. Em um vídeo publicado nas redes sociais, que já ultrapassa 200 mil visualizações, ela relata perdas financeiras, o fim do casamento e um quadro de saúde mental fragilizado. O depoimento, feito em tom de desabafo, também funciona como alerta.
Segundo Assíria, o envolvimento com plataformas como o “jogo do tigrinho” começou há cerca de quatro anos, impulsionado por promessas de ganhos rápidos. No início, os retornos financeiros reforçaram a prática. “Via muita gente ganhando dinheiro e pensei que daria certo para mim também. E deu”, afirmou. Os primeiros ganhos chegaram a valores entre R$ 10 mil e R$ 15 mil.
O cenário, no entanto, mudou rapidamente. A dinâmica das apostas evoluiu para um comportamento compulsivo, marcado pela perda de controle sobre o próprio dinheiro. “Qualquer valor que eu tinha, eu jogava. Se eu trabalhava, pegava o dinheiro e jogava”, relatou. A situação levou à contração de dívidas que, segundo ela, hoje somam cerca de R$ 50 mil, incluindo valores tomados com agiotas.
O impacto atingiu diretamente a estrutura familiar. O então marido tentou ajudar a quitar os débitos, mas acabou também prejudicado. “Ele fez de tudo, mas eu não falava a verdade e voltava a jogar”, disse. O casal se separou. Já os pais da extensionista de cílios, ambos idosos, venderam imóveis para tentar cobrir as dívidas da filha. Sem patrimônio, a família passou a morar de favor.
Impactos na saúde mental
A crise financeira foi acompanhada de um agravamento significativo da saúde mental. Assíria relata ansiedade intensa, privação de sono e medo constante. “Eu não durmo. Se escuto um barulho na rua, eu travo”, afirmou. Segundo ela, a pressão de cobranças e ameaças a impede até de sair de casa ou manter a rotina de trabalho.
A extensionista também diz não conseguir exercer a própria profissão. Sem recursos para comprar material e abalada emocionalmente, deixou de atender clientes. “Eu preciso trabalhar, mas não tenho psicológico”, declarou. Hoje, a sobrevivência da família depende da ajuda de pessoas próximas.
No relato, Assíria reconhece a dependência e afirma estar em busca de tratamento. “Hoje eu sei que estou doente e preciso de ajuda”, disse. Ela também menciona já ter enfrentado momentos extremos, incluindo tentativa de tirar a própria vida.
Além das dificuldades financeiras e emocionais, a família enfrenta problemas de saúde. O pai, com mais de 60 anos, precisa de uma cirurgia na perna, sem condições de custeio. Diante do cenário, eles iniciaram uma campanha on-line para tentar arrecadar recursos e viabilizar o tratamento da jovem. “Esse é meu último pedido de socorro”, afirmou.
SUS oferece atendimento gratuito
Em meio ao avanço de casos como o de Assíria, o Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou ainda em março deste ano o atendimento voltado a pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas. Um serviço de teleatendimento em saúde mental passou a ser disponibilizado por meio do aplicativo Meu SUS Digital.
A plataforma funciona como porta de entrada para o cuidado e pode ser acessada gratuitamente, 24 horas por dia. O serviço é destinado a maiores de 18 anos, além de familiares e pessoas da rede de apoio. A capacidade inicial é de até 600 atendimentos mensais.
Após o cadastro, o usuário tem acesso a um autoteste com base científica, que avalia o nível de risco. Em casos moderados ou graves, o encaminhamento para acompanhamento especializado é feito automaticamente. Quando o risco é considerado menor, a orientação é buscar atendimento presencial na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que inclui CAPS e unidades básicas de saúde.
As consultas são realizadas por vídeo, com duração média de 45 minutos, e podem integrar ciclos de cuidado com até 13 sessões. O atendimento pode ser individual ou em grupo e envolve equipe multiprofissional, com psicólogos, terapeutas ocupacionais e, quando necessário, psiquiatras.
O modelo também prevê acompanhamento contínuo e articulação com outros serviços do SUS, permitindo encaminhamento para atendimento presencial quando indicado. Todo o processo é gratuito e segue normas de sigilo e proteção de dados.