PREVENÇÃO
 
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou, na quarta-feira (6), um estudo que retrata os danos financeiros causados por desastres no Brasil desde 2013. O prejuízo, ao todo, chega a R$ 341,3 bilhões. Somente nos três primeiros meses de 2022, a perda alcançou R$ 72,3 bilhões. O valor ultrapassa o rombo em todo o ano de 2021, que registrou R$ 60,3 bilhões.


A pesquisa revela ainda que o governo federal repassou R$ 15,3 bilhões para o enfrentamento das catástrofes, entre 2010 e 2022. Esse montante representa 42% do que foi prometido pelo poder Executivo e equivale a menos de 5% todo o prejuízo gerado no país, que ultrapassa os R$ 340 bilhões. Somente 4,5% dos custos foram efetivamente pagos pela União.


Por isso, a CNM reclama mais auxílio em âmbito estadual e federal para socorrer os municípios. “Essas ações exigem da gestão local uma grande preparação e, sem o apoio adequado e a integração com os outros Entes da Federação, tornar-se-á muito mais difícil manter as ações em âmbito local”, destacou a entidade.


Entre as regiões do país que mais receberam os recursos do governo federal no período, a Região Nordeste lidera o ranking. O conjunto dos nove estados obteve 54% dos repasses, bem à frente do segundo colocado, a Região Sudeste, que obteve 20%. Em seguida, vêm as regiões Centro-Oeste (15%), Sul (7,0%) e Norte (4%).


Chuva e estiagem


A CNM chama atenção para as tragédias ocorridas no primeiro trimestre deste ano, como as chuvas na Bahia, onde quase 100 mil pessoas ficaram desabrigadas, e as de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, que vitimaram 233 pessoas. Além disso, não são apenas os períodos chuvosos que registram intempéries. A estiagem é um problema muito forte para grande parte da população.


“A entidade alerta que este fenômeno negativo (estiagem) também pode afetar severamente outras regiões, como, por exemplo, desde 2019, a seca vem castigando a região Sul do Brasil, com efeitos devastadores, ocasionando o colapso de abastecimento de água potável nos Municípios afetados, além de causar grandes prejuízos econômicos e financeiros no agronegócio e na pecuária”, alerta o documento.