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Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, São Paulo. Os locais diferem, mas a tragédia provocada pelas chuvas se repete. Parte desse problema são as precárias condições de moradia de uma parcela expressiva da população.
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), 8,2 milhões de brasileiros vivem em áreas de risco — estimativa baseada no último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010. A previsão é de que o número seja atualizado em 2022, e pode ter sofrido drásticos aumentos em razão da pandemia.
Em 825 municípios no Brasil, são 27.660 áreas de risco, conforme o Cemaden, a maioria localizadas no Sul, Sudeste e Nordeste, onde o relevo é mais acidentado e tende a propiciar riscos mais frequentes de inundações, deslizamentos e outros. Além disso, existe a questão da falta de urbanização.
Na visão do advogado especialista em infraestrutura Luiz Felipe Graziano, o problema é nacional. Afeta o território como um todo, com destaque para o Rio de Janeiro e as grandes cidades nordestinas.
"Basicamente, a gente está falando de uma leniência do poder público, ao permitir invasões de áreas públicas ou privadas. Essas áreas não foram regularizadas, não foi conferido o título de propriedade a essas pessoas. Por conseguinte, muitos dos serviços públicos acabam não chegando a elas, e a urbanização fica para trás", avalia.
O cenário pode ter sido agravado com a crise sanitária provocada pela covid-19, que forçou muitos a buscarem opções mais baratas de moradia e em condições piores após um crescimento nos níveis de pobreza. Em São Paulo, por exemplo, 20 mil famílias passaram a morar em favelas na cidade ao longo da pandemia, conforme informações da Secretaria Municipal da Habitação.
Na opinião da diretora substituta e coordenadora de Relações Institucionais do Cemaden, Regina Alvalá, o quadro é crítico. Há, segundo ela, uma combinação do risco de desastres naturais com a vulnerabilidade do grande contingente de pessoas vivendo em lugares precários.
"A gente tem grandes municípios no país, com muita gente; temos as regiões metropolitanas, onde também vive muita gente; e a faixa menos favorecida da população geralmente vive em áreas mais precárias, mais periféricas", afirma.
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Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, São Paulo. Os locais diferem, mas a tragédia provocada pelas chuvas se repete. Parte desse problema são as precárias condições de moradia de uma parcela expressiva da população.
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), 8,2 milhões de brasileiros vivem em áreas de risco — estimativa baseada no último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010. A previsão é de que o número seja atualizado em 2022, e pode ter sofrido drásticos aumentos em razão da pandemia.
Em 825 municípios no Brasil, são 27.660 áreas de risco, conforme o Cemaden, a maioria localizadas no Sul, Sudeste e Nordeste, onde o relevo é mais acidentado e tende a propiciar riscos mais frequentes de inundações, deslizamentos e outros. Além disso, existe a questão da falta de urbanização.
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"Basicamente, a gente está falando de uma leniência do poder público, ao permitir invasões de áreas públicas ou privadas. Essas áreas não foram regularizadas, não foi conferido o título de propriedade a essas pessoas. Por conseguinte, muitos dos serviços públicos acabam não chegando a elas, e a urbanização fica para trás", avalia.
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