Após 51 dias de greve, os professores da rede municipal de ensino infantil decidiram na tarde desta terça-feira (12) suspender o movimento grevista por um dia. A ideia é dar uma chance ao prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), para que ele apresente uma nova proposta às reivindicações dos profissionais. Na quarta-feira (13), as aulas acontecerão normalmente nas Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis), mas na quinta acontecerá uma nova paralisação para que os professores decidam se aceitam ou não a proposta do executivo municipal.

“Se o prefeito apresentar alguma proposta, é necessário que uma assembleia defina se concorda ou não com o que ele apresentar. Só a assembleia é que decide continuar ou não com o movimento grevista”, afirmou a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede), Neide Resende.

Para retornar às aulas, os profissionais vão encerrar também o acampamento que estava sendo feito há 20 dias na porta da prefeitura. “Como precisamos voltar às Umeis, é impossível manter o acampamento”, afirmou Neide.

A reunião de negociação entre o movimento dos professores e a prefeitura está marcada para às 14h desta quarta-feira. A assembleia dos professores acontece um dia depois, às 14h30, quando eles definirão se encerram definitivamente a greve ou retornam as paralisações.

Na última segunda (4), o prefeito suspendeu a proposta de reajusta salarial de 20%, oferecida à categoria, que rejeitou a proposta e optaram pela manutenção da greve. 

A principal reivindicação do professores da Educação Infantil é a equiparação salarial com os educadores do Ensino Fundamental. Segundo o sindicato, os profissionais das Umeis têm um vencimento inicial de R$ 1.450. Já os profissionais do Ensino Fundamental ganham R$ 2,2 mil em início de carreira.