Você vai votar nas eleições de outubro?

Por Luis Borges


Enviado em 11 de junho de 2018 às 22:04:30


 

A realização de pesquisas sobre as intenções de votos dos eleitores nas eleições de outubro próximo tende a aumentar na medida em que avança o calendário eleitoral. Isso vale tanto para as que são registradas na Justiça Eleitoral para serem amplamente divulgadas quanto as que são feitas para uso particular. O fato é que elas vão tirando as fotografias de cada momento. Se devidamente observadas e analisadas podem ajudar a inferir tendências que superam o mero achismo. Entretanto é preciso ressaltar o dinamismo do momento, que exige acompanhamento e novas medições para fotografar as mutações que acontecem no desenrolar do processo. Nada é estático.

Nas pesquisas das diversas organizações que fazem o levantamento das intenções de votos sinto falta de uma pergunta inicial básica, simples e direta ao ponto – você votará nas próximas eleições? Obviamente que se a resposta for sim, a pesquisa poderá seguir o roteiro previsto. Se for não, poderia se encerrar por ali ou então buscar algumas causas daquela decisão. A razão da minha proposição dessa pergunta é também muito simples. Apesar do voto nas eleições ser obrigatório no Brasil, diferente de diversos outros países em que é facultativo, considero que o voto é um direito e não um dever.

Montagem feita sobre foto do TSE.

 

Se olharmos atentamente para os dados das últimas eleições verificaremos que tem aumentado muito o índice de abstenção e o não comparecimento às urnas está ficando tão alto que, na prática, fica até parecendo que o voto é facultativo, apesar das sanções impostas a quem não comparece. Outro fator importante a ser considerado é que a obrigatoriedade do voto é para quem tem idade na faixa de 18 a 70 anos. Portanto o voto é opcional para quem tem idade de 16 a 18 anos ou acima de 70. A nossa população está cada vez mais longeva, vale lembrar que o país tem hoje cerca de 12 milhões de eleitores com idade superior a 70 anos segundo o IBGE. Assim sendo, torna-se necessário um olhar mais atento para o fenômeno da abstenção e as causas do seu crescimento já nos períodos que antecedem as eleições, pois nem todos os aptos a votar são obrigados a comparecer às urnas.

Ao observar e analisar os números das eleições presidenciais em 2014, veremos que 142,8 milhões de eleitores estavam aptos a votar. No primeiro turno a abstenção foi de 19,4%, o que significou a ausência de 27,7 milhões de eleitores. Esse número cresceu no segundo turno, quando a abstenção chegou a 21,1%, ou seja, 30,137 milhões de eleitores.

Enquanto isso as pesquisas seguem simulando seus cenários e medindo os percentuais de eleitores que estão indecisos e dos que votarão nulo, branco ou em algum candidato, mas sem saber se os entrevistados comparecerão às urnas. É o que temos para hoje.


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